segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Servidores militares da PM e BM recebem Zeca do PT para sabatina hoje

A segunda maior categoria de servidores públicos de Mato Grosso do Sul, que reúne cabos e soldados da Polícia Militar e do Bombeiro Militar, vai receber nesta segunda-feira (2) o candidato ao governo Zeca do PT. A reunião acontece na ACS (Associação dos Cabos e Soldados da PM e BM de MS), e servirá para uma sabatina dos servidores militares estaduais ao petista.

Segundo o presidente da entidade, Edmar Soares da Silva, a categoria quer ouvir as propostas de governo dos candidatos com relação à segurança pública. "Todos os nossos 12 diretores regionais virão do interior para saber o que Zeca propõe para a área, principalmente com relação à valorização dos praças", explicou.
Edmar disse que os militares prepararam uma “Carta Compromisso” que será entregue ao candidato do PT com as principais reivindicações da classe, principalmente voltadas para a questão salarial, ascensão funcional e previdenciária.

André vai gastar R$ 30 milhões na campanha à reeleição

O governador André Puccinelli (PMDB) deve gastar entre R$ 25 e R$ 30 millhões na campanha eleitoral deste ano, em busca da reeleição.

Este é o teto que o governador pretende registrar no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), para fins oficiais. Entretanto, diz que pretende gastar “bem menos que este valor”.
Apesar de ser uma exigência da Justiça Eleitoral, a estimativa de gastos é vista como uma “peça de ficção”, já que o agente político pode gastar valor diferenciado do que o apresentado.
Nas eleições passadas, o governador registrou a metade do valor estimado para o pleito de 2010. À Justiça Eleitoral, ele disse que gastaria R$ 15 milhões, no máximo.
Seu principal adversário em 2006 foi o senador Delcídio do Amaral (PT). Este ano, Puccinelli enfrentará o ex-governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT.

Zeca do PT diz que vai gastar R$ 10 milhões na campanha

O ex-governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, afirmou hoje que sua campanha está orçada em R$ 10 milhões.

Ele não informou se este é o teto de gastos que será registrado oficialmente no TRE (Tribunal Regional Eleitoral).
O presidente do PT, Marcos Garcia, afirmou que ainda está sendo fechado o montante oficial que será informado à Justiça Eleitoral.
O adversário de Zeca na disputa, o governador André Puccinelli, informou que seu gasto de campanha deverá ficar em R$ 8 milhões, mas o teto informado ao TRE é de R$ 30 milhões.
Zeca disse que entre os recursos de sua campanha haverá doações de empresários de Mato Grosso do Sul e de grandes produtores. Ele salientou que foram os produtores rurais que manifestaram o interesse em colaborar com sua campanha.

“Eles me procuraram, não fui eu”, afirmou.
O ex-governador afirmou, também, que haverá um sistema de doações pela internet, que poderão ser feitas por qualquer cidadão.

Candidatos ao governo têm patrimônio de R$ 7,8 milhões

Juntos, os três candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul têm patrimônio declarado de R$ 7,8 milhões.

Os concorrentes ao governo estadual protocolaram suas declarações de bens na segunda-feira, junto com o registro de candidatura, mas só ontem a noite o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) divulgou os detalhes em Diário Oficial.
O governador e médico André Puccinelli revelou patrimônio de R$ 5.378.828,63, já o ex-bancário, que também foi deputado estadual e governador, Zeca do PT, declarou ter R$ 2.299.723,63 em bens.
Com valores menores, o candidato do PSOL, o ex-servidor do Estado e comerciante Ney Braga Ferreira da Cruz disse ter patrimônio de R$ 150 mil reais. Ele é dono de uma lanchonete em Campo Grande e candidato pela primeira vez ao governo.
André e Zeca tiveram aumento em suas respectivas rendas, desde a última vez que as declararam. Em 2006, durante sua candidatura ao governo, André informou R$ 2.376.650, sendo o bem mais caro seu apartamento na rua Euclides da Cunha (R$ 178.434,24), além de cerca R$ 1,5 milhão em espécie.
Na declaração deste ano, o governador revelou poupança de R$ 3.438.700,00, além do mesmo imóvel, onde ainda mora, crescimento de 126% no patrimônio.
Puccinelli também informou ter três veículos: Um Toyota Corolla, ano 2003; Uma camionete Ford Ranger, ano 2006 e seu famoso Uno Mille vermelho, ano 2006. Ainda em sua garagem, há uma lancha GT 14 da marca Danalplas, no valor de R$ 5.799.
André possuia, em 2006, apartamentos e outros imóveis, que parece ter vendido e comprado terrenos no Parque Residencial Damha. Em fundos de aplicações fixa, o governador tem cerca de R$ 1,1 milhão.
Já Zeca, que em 2002 declarou ter cerca de R$ 417.096,27 em propriedades, veículos e poupança, teve aumento significativo na fortuna, que cresceu quase quatro vezes em oito anos, período em que governou Mato Grosso do Sul.

Entre as mais recentes posses está a estância Nova Esperança, que custou R$ 650 mil reais, informou o ex-governador. No extrato das contas ele também mostra que gosta de investimentos financeiros, como aplicar em ações (R$ 2.555 em ações da Petrobras e R$ 5.000 do Banco do Brasil), fundos de previdência privada (em torno de R$ 16 mil), aplicações de renda fixa (R$ 124.208,00) além de ter dólares (R$ 9.222). Zeca também declarou possuir, em guarda própria, R$ 60 mil.

Em imóveis, Zeca diz ter uma casa, no bairro Santa Fé, no valor de R$ 517 mil e propriedades rurais (R$ 310 mil reais). O ex-governador demonstra gostar de carros "clássicos", já que possui um Buggy Marina 1956 (R$ 8 mil) e um Jeep 1970 (R$ 9 mil), além de um Fiat Uno 2004 (R$ 10 mil) e um Palio (R$ 15 mil).
No caso do candidato do PSOL, Nei Braga, seu único bem é a casa, no valor de R$ 150 mil reais.
Campanha - O candidato André Puccinelli, anunciou teto máximo de gastos em R$ 20 milhões em sua campanha. O valor é R$ 5 milhões a mais do que o previsto na última, em 2006, quando o PMDB tinha previsão de R$ 15 milhões, mas garantiu ter gasto R$ 7.164.813,94.

Já o candidato da coligação “A Força do Povo”, Zeca do PT, pretende gastar no máximo R$ 16 milhões em sua corrida eleitoral. Isso não quer dizer que possa chegar perto deste valor. Em 2002, quando foi reeleito governador do Estado, Zeca declarou a Justiça Eleitoral ter gasto apenas R$ 6.523.388,27.

O PSOL estimou gastos de R$ 1 milhão na campanha.

sábado, 31 de julho de 2010

WIKIPEDIA

Wikipédia para uma sociedade livre e aberta


Entrevista com Jimmy Wales

Há um imaginário de sociedade que está por trás de obras coletivas como a Wikipédia. Nas palavras do seu fundador, Jimmy Wales, a Wikipédia foi criada para uma sociedade livre, uma sociedade aberta. O fundador da Wikipédia, a mais famosa enciclopédia livre da internet, e diretor da Wikimedia Foundation, o americano Jimmy Wales, concedeu entrevista à IHU On-Line, por telefone, na semana passada. A Wikipédia é uma enciclopédia livre e gratuita, feita por pessoas do mundo todo, em quase 80 idiomas. O seu conteúdo pode ser modificado e distribuído livremente. A versão da Wikipédia em língua portuguesa pode ser acessada no endereço http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal. A Wikimedia Foundation (http://wikimediafoundation.org/wiki/Home) é uma organização que engloba diferentes projetos dentro da linha “free knowledge”, conhecimento livre, entre eles a Wikipédia, o Wiktionary, um dicionário multilingual; o Wikibooks, uma coleção de livros gratuitos na internet; e o Wikinews, um site gratuito de notícias. Wales graduou-se pelas universidades de Auburn e Alabama e cursou a pós-graduação nos programas de finanças das universidades de Alabama e de Indiana. Ensinou em ambas as universidades durante seus estudos, mas não escreveu a tese doutoral requerida para ganhar o doutorado nestas instituições. Tornou-se comerciante em Chicago, e em poucos anos, tinha ganhado o suficiente para o sustento seu e de sua esposa para o resto de suas vidas. Atualmente, se dedica exclusivamente aos projetos da Wikimedia Foundation.

IHU On-Line – Como surgiu a idéia de criar a Wikipédia?

Jimmy Wales – Observando o crescimento do movimento do software livre, que é um grupo de voluntários que cria todos os softwares que realmente fazem a Internet rodar[1], percebi que as pessoas podem colaborar em vários tipos de trabalho. Tenho orgulho do site, mas tenho interesse em desenvolver nosso trabalho em países menos desenvolvidos. Creio que tornar o conhecimento livre muda a forma como o mundo funciona. Enfim, nosso trabalho é acabar com a exclusão digital.
IHU On-Line – Qual é o principal desafio da Wikipédia?

Jimmy Wales – O desafio maior é lidar com o crescimento. O projeto ficou muito popular cedo demais, e nós sempre tivemos mais pessoas navegando no site do que podíamos imaginar, sem podermos dedicar-lhe a atenção devida. Então, tem sido um desafio comprar computadores em quantidade suficiente para suprir todas as demandas.
IHU On-Line – Quais são os assuntos favoritos dos co-autores da Wikipédia?

Jimmy Wales – Os tópicos favoritos para contribuição são geralmente eventos/fatos atuais, que são muito populares. Sempre que há algo importante acontecendo no mundo, como, por exemplo, o Tsunami, ou o terremoto no Paquistão, e também tópicos sobre tecnologia, que são muito populares, muito bem-vindos.

IHU On-Line – Quando é hora de parar de acumular informações sobre um assunto específico?

Jimmy Wales – Nunca é hora de parar, porque há sempre a oportunidade de editar novas informações, novos fatos descobertos, mas depende muito de os editores voluntários discutirem o que escrever e quando devem parar o trabalho.

IHU On-Line – O que garante a credibilidade das informações nesse ambiente virtual?

Jimmy Wales – A qualidade de nosso trabalho, na média é muito bom. Uma das razões disso é que é revisado por centenas (dúzias de centenas) de pessoas. Mas é um método não tradicional de criar conteúdo e, portanto, as pessoas se questionam sobre a confiabilidade. A melhor resposta é que na média é muito bom, mas é claro que é preciso olhar cada caso, pensar muito a respeito da origem da informação. Toda mudança no site vai para uma “página de pesquisa das mudanças” (research changes page), que é revisada pela comunidade de colaboradores. Cada mudança é revisada por várias pessoas que determinam se é uma boa mudança ou não.

IHU On-Line – Alguns membros da Academia têm feito duras críticas à obra...

Jimmy Wales – A maioria dos acadêmicos está bem empolgada com a idéia da Wikipédia. Para qualquer um envolvido com conhecimento, com ensino, é uma coisa realmente fantástica este esforço global para o compartilhamento de informações. Claro que há gente cética com relação aos nossos métodos, mas é preciso que entendam o que estamos tentando fazer.

IHU On-Line – Seu trabalho declara o fim dos direitos autorais?

Jimmy Wales – Tudo o que fazemos está baseado em licenças livres. As pessoas são livres para copiar, modificar e redistribuir nosso trabalho, o que é uma abordagem diferente dos copyrights tradicionais, que tentam controlar informações confidenciais/restritas. Nossa missão toda é compartilhar informações. Todas as pessoas que contribuem para o site com seu trabalho o fazem sob licença livre, então a motivação delas para isso é especificamente contribuir com o conhecimento que elas têm. Tudo o que usamos no site é software livre, somos grandes apoiadores do software livre, nós fazemos isso porque respeitamos sua liberdade, e também por ser o melhor software disponível para rodar no site.


IHU On-Line – Como caracterizaria a sociedade que está por trás da Wikipédia?

Jimmy Wales – Para uma sociedade livre, uma sociedade aberta. É o objetivo da Fundação Wikimedia. Queremos que as pessoas tenham acesso às informações, que tenham habilidade de usar os programas para que possam usar as informações, porque esta é a base para a cultura crescer a partir daí. Acho que o sucesso da Wikipédia vem da pureza e da simplicidade do conceito. Quando as pessoas começaram a ouvir sobre a Internet, todos pensaram: “Uau, isso é fantástico, a Internet é uma grande ferramenta para que indivíduos de todo o mundo compartilhem informações!”. Aí entramos em todo esse “ponto com”, e parecia que a Internet estava mais para pop ups, spam e coisas do tipo. A Wikipédia retorna às raízes do que deveria se tratar a Internet: um lugar onde as pessoas se unem para compartilhar informações. Isso é muito empolgante.


IHU On-Line – Qual é o perfil das pessoas que trabalham na Wikipédia?

Jimmy Wales – Nesta área, o principal é que as pessoas sejam amigáveis e que reflitam. Na Wikipédia, estas duas características têm maior importância, porque estamos tentando trabalhar juntos, colaborativamente, não estamos apenas tentando gastar tempo discutindo, não estamos exatamente tentando ter um trabalho produtivo-lucrativo. Então as características pessoais são ser gentil, solícito e reflexivo com os outros.


IHU On-Line – Como as novas tecnologias transformaram o mundo do trabalho, na sua percepção?

Jimmy Wales – Eu diria que, quando as pessoas têm acesso ao conhecimento, e a uma maneira de se auto-educar, se tornam muito mais hábeis para o trabalho produtivo, o que ajudaria a acabar com o desemprego. Se elas tiverem acesso à educação e ao conhecimento, poderão aprender habilidades ou aquilo que as ajude a ser mais produtivas, qualquer que seja a área de trabalho que tenham escolhido. Na economia moderna, as pessoas devem aprender o máximo que podem sobre as mais diferentes áreas do mundo, porque existem muitas coisas que demandam muito conhecimento. Tentamos nos concentrar em tornar nosso trabalho acessível para qualquer indivíduo que queira aprender. As pessoas podem aprender sobre tecnologia, história, política, sobre o que quer seja para se tornarem mais qualificadas em suas vidas.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Assessoria jurídica do PT deve acionar TRE e Polícia Federal contra Puccinelli, diz Zeca

A assessoria jurídica do PT deverá acionar o Tribunal Regional Eleitoral, de Mato Grosso do Sul, e a Polícia Federal para que investiguem a conduta do atual governador, André Puccinelli (PMDB). O anúncio foi feito há pouco pelo candidato ao governo Zeca do PT, que participa no Bairro Dom Antônio, do lançamento de sua candidatura hoje, primeiro dia autorizado pela Justiça Eleitoral para as campanhas eleitorais em todo o País.

“Nossa assessoria poderá representar contra ele [Puccinelli] no TRE e Polícia Federal”, disse Zeca.
O governador Puccinelli esteve ontem no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), onde os partidos fizeram o registro oficial de suas candidaturas. Puccinelli disse que vai aliar a administração do Estado à campanha eleitoral. Indagado sobre a ilegalidade, ele disse: “Eu posso fazer campanha ao meio dia, às duas da tarde, as oito ou nove da manhã, nada me impede que eu faça campanha a qualquer momento. Ao estar trabalhando eu já estou fazendo campanha. Ao eu ir, por exemplo, no bairro falar que eu asfaltei lá, que eu fiz a creche lá, que eu fiz o campo de futebol, que tal?”, ironizou.
Em entrevista à imprensa, gravada, ele ainda disse: “Estou utilizando da figura do candidato para dizer o que eu já fiz. Vamos fazer o comparativo”.
Apesar de defender uma campanha “limpa” [sem ataques], o governador quando questionado sobre o principal adversário Zeca do PT dar “mais trabalho do que o esperado”, ele respondeu que “depende do quanto de dinheiro ele vai ter para gastar”.
“Depende de quanta grana ele tem a mais para gastar. Depende de quanta grana ele já gastou e quanto mais ele tem para gastar na compra”, declarou sobre Zeca do PT.
Questionado pela reportagem do Midiamax se o que valia era o dinheiro, ele aproveitou para acusar Zeca do PT de comprar partidos. “Não, ele comprou dois partidos”.
A legislação eleitoral proíbe o uso do cargo público para campanha eleitoral. Nesta manhã, o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), disse que todos os dias depois do expediente [a partir das 18h] se dedicará à campanha de Puccinelli e assim, seguir o que preconiza a legislação.
O governador André Puccinelli, do PMDB, e o ex-governador José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, candidatos ao governo, deram uma ideia do que vem pela frente a partir de amanhã, data de início da campanha eleitoral. Puccinelli disse que “daqui uns” dias vai provar que Zeca “comprou” dois partidos para inflar a coligação. Já o candidato petista disse que eleição não é “guerra”, é “democracia” e que o adversário dele é um “destemperado”.
Puccinelli e Zeca do PT registraram suas candidaturas no fim da tarde desta segunda-feira. A campanha do peemedebista, segundo declarado no TRE, deve custar R$ 20 milhões, R$ 4 milhões a mais do que o projetado pela coordenação de campanha do PT. Anteriormente, Puccinelli declarou que gastaria entre R$ 30 e R$ 40 milhões de reais na campanha.
Os dois concorrentes ao governo já se enfrentaram nas urnas em 1996, quando Puccinelli se elegeu prefeito de Campo Grande. Dois anos depois, Zeca do PT conquistou o governo do Estado.
Puccinelli e Zeca são as duas maiores expressões políticas da atualidade aqui no Estado. O governador escolheu a ex-prefeita de Três Lagoas, a também peemedebista Simone Tebet, como sua vice.
Já o petista, atraiu outra liderança feminina para compor como vice, a advogada, professora universitária e produtora rural Tatiana Azambuja Ujacow (PV), de Dourados.
Os dois candidatos prometeram adotar uma mesma estratégia durante a campanha: recorrer a comparativos de feitos de um governo com outro. Tanto Zeca quanto Puccinelli declararam que não vão fugir do debate, mas trocaram acusações entre si. "A resposta será nas urnas" foi a frase padrão de ambos.
O governador Puccinelli disse que vai apoiar o candidato do PSDB à Presidência, José Serra. E Zeca do PT, a candidata Dilma Roussef, do PT, e a presidenciável Marina Silva, do PV.
A partir desta terça-feira já é possível os candidatos promoverem comícios pelo Estado e oficialmente fazerem campanha. (Colaboração: Liziane Berrocal)

Zeca do PT comanda caminhada e promete reabrir restaurante popular

O início da campanha eleitoral em Mato Grosso do Sul teve como marco uma das regiões mais pobres da Capital, onde fica o ‘Lixão’, o Bairro Dom Antônio Barbosa. Lá, o ex-governador, Zeca do PT junto com a professora Gilda dos Santos, candidata à suplência no Senado, e a vice candidata ao Governo, professora da UFMS Tatiana Ujacow (PV), lançaram a campanha da coligação ‘Força do Povo.

No bairro, eles defenderam a reabertura do Restaurante Popular, que na gestão de Zeca do PT, servia almoço a R$ 1,00.
Em um terreno próximo ao Restaurante Popular, comunidade, militantes e candidatos participaram de um ato ecumênico.
“Vamos buscar sustentabilidade para que nenhum habitante de Mato Grosso do Sul fique sem o ‘pão novo’. Vamos dialogar com a população, resgatar e ampliar os programas sociais e dialogar com a população, com os líderes de bairro”, disse Tatiana Ujacow. Ela é autora do livro “Direito ao pão novo”, uma alusão ao pão velho dado aos índios em situação de miséria extrema na região Sul do Estado.
A retomada do Restaurante Popular teria o símbolo do ‘Pão Novo’.
Pão Novo
Joana Vicente, 76, moradora do Parque do Sol lembra de como foi o tempo em que o Restaurante Popular oferecia comida saudável à população. “Era muito importante porque todo mundo ia. Se voltar, será mil maravilhas”.
Cristovão Correia, 56, eletricista, encanador, mora no Dom Antonio com quatro netos e esposa. “O restaurante ajudava muito principalmente quem mora longe e não tinha onde comer. A gente mudava o cardápio de casa e a comida era rápida, barata e boa”.
Leni Brandão, 43, dona de casa, lembra que o benefício facilitava a vida das pessoas. “Principalmente, àquelas que não têm condições”. Um exemplo é do catador do aterro sanitário, Sérgio de Souza. “Eu vinha sempre, comia sem precisar gastar muito dinheiro”, lembra.
Zeca do PT lembra que para custear o projeto do restaurante no Dom Antônio, os cofres estaduais dispunham de R$ 25 mil por mês em convênio com a Coca-Cola, que o atual governo diz ter sido responsável pelo fim da parceria. “Poderia ter sido feita outra parceria para não fechar o Restaurante Popular. Vamos reabri-lo e ainda, fazer outros pelos bairros de Campo Grande”, diz o ex-governador que pretende reassumir o posto no Parque dos Poderes, hoje ocupado por André Puccinelli (PMDB), que tenta a reeleição.
O Restaurante Popular foi inaugurado no dia 12 de novembro de 2004. O Governo Popular de Zeca do PT investiu R$ 349,2 mil na obra e na aquisição de equipamentos e utensílios, e firmou parceria com empresas como a engarrafadora Coca-Cola Femsa, Fundação Ueze Zahran, a operadora de telefonia celular Vivo e a concessionária de automóveis Perkal, para custear o atendimento. Desde então, todos os dias, foram servidas 300 refeições de segunda à sexta-feira, ao preço de R$ 1 cada. Até o fim do Governo de Zeca 113 mil refeições tinham sido servidas no Restaurante Popular. Além da alimentação de qualidade e baixíssimo custo, o espaço se transformava em escola, à noite, para alfabetização de jovens e adultos. (Com informações da assessoria)