segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Em Ponta Porã, Zeca ouve apelo de empresários por política fiscal diferenciada

A queixa unânime dos pequenos, médios e também grandes empresários de Ponta Porã é com a alta carga tributária praticada pelo governo de André Puccinelli. Ao caminhar pelo comércio da cidade, na manhã deste sábado, Zeca do PT ouviu reclamações e sugestões dos lojistas. Eles querem uma política fiscal diferenciada, que contemple a desigualdade estabelecida pela concorrência com o comércio de importados no Paraguai.

Na loja de eletroeletrônicos de Marisa Pagnoncelli, Zeca do PT foi informado da forma cruel com que o Fisco estadual penaliza os pequenos comerciantes. Ela disse que precisa pagar antecipadamente o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), mesmo que a mercadoria fique encalhada na loja. “Quando o produto entra no Estado, a fatura do imposto já é emitida”.
E a voracidade é medonha, reclama Marisa. Sobre um colchão “tabelado” pelo governo por R$ 390, ela precisa pagar quase R$ 120 antecipadamente de imposto. “Não tem como continuar negociando, os pequenos estão sem poder de concorrência com os grandes. Eu já desisti de revender a linha branca (geladeiras, freezers, fogões)”, disse a comerciante.
Zeca lembrou que, por lei, os pequenos empresários nem deveriam estar pagando ICMS, porque se enquadram no Simples Nacional. E reiterou que, sendo eleito, o primeiro ato depois de sua posse será desonerar totalmente as pequenas e micros empresas.
Debate

Enquanto caminhava pelo centro de Ponta Porã, Zeca foi abordado por um diretor da Associação Comercial da cidade, Evandro Padilha, que convidou-o a retornar para debater um projeto específico de política fiscal para a fronteira. Padilha considerou que alguns produtos – como os combustíveis – são bem mais baratos no lado paraguaio, pela não incidência de impostos. Com isso, a concorrência com o Brasil é impraticável. O resultado é quebradeira geral nos postos de combustíveis estabelecidos em Ponta Porã.



Zeca entendeu ser pertinente a reivindicação e prometeu retornar o mais breve possível para discutir com o empresariado local um modelo de incentivo fiscal que contemple as necessidades locais.



O candidato está acompanhado da candidata a vice-governadora, Tatiana Azambuja (PV), do candidato a senador, Dagoberto Nogueira (PDT) e da candidata a suplente de senador, Gilda do PT. Eles permanecem até a noite na fronteira, além de Ponta Porã, têm agenda também em Antônio João.

Zeca do PT confirma que Lula fará comício no Estado no dia 24

O candidato a governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, confirmou a vinda do presidente Lula para o comício que a coligação A Força do Povo fará no próximo dia 24 de agosto. O anúncio foi feito na noite de ontem durante o lançamento da candidatura a deputado federal de João Grandão (PT), que reuniu mais de 3 mil pessoas na noite de ontem na sede da AABB (Associação Atlética Banco do Brasil) de Dourados.


“O presidente Lula ligou para minha residência, mas como eu estava voltando de Brasília, falou com Gilda da sua vontade de vir ao Estado”, contou Zeca. O candidato informou ainda que Lula deve visitar Campo Grande e também Dourados no mesmo dia. “Este é o nosso objetivo, no entanto, agenda de presidente é agenda de presidente”, brincou Zeca.

Servidores militares da PM e BM recebem Zeca do PT para sabatina hoje

A segunda maior categoria de servidores públicos de Mato Grosso do Sul, que reúne cabos e soldados da Polícia Militar e do Bombeiro Militar, vai receber nesta segunda-feira (2) o candidato ao governo Zeca do PT. A reunião acontece na ACS (Associação dos Cabos e Soldados da PM e BM de MS), e servirá para uma sabatina dos servidores militares estaduais ao petista.

Segundo o presidente da entidade, Edmar Soares da Silva, a categoria quer ouvir as propostas de governo dos candidatos com relação à segurança pública. "Todos os nossos 12 diretores regionais virão do interior para saber o que Zeca propõe para a área, principalmente com relação à valorização dos praças", explicou.
Edmar disse que os militares prepararam uma “Carta Compromisso” que será entregue ao candidato do PT com as principais reivindicações da classe, principalmente voltadas para a questão salarial, ascensão funcional e previdenciária.

André vai gastar R$ 30 milhões na campanha à reeleição

O governador André Puccinelli (PMDB) deve gastar entre R$ 25 e R$ 30 millhões na campanha eleitoral deste ano, em busca da reeleição.

Este é o teto que o governador pretende registrar no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), para fins oficiais. Entretanto, diz que pretende gastar “bem menos que este valor”.
Apesar de ser uma exigência da Justiça Eleitoral, a estimativa de gastos é vista como uma “peça de ficção”, já que o agente político pode gastar valor diferenciado do que o apresentado.
Nas eleições passadas, o governador registrou a metade do valor estimado para o pleito de 2010. À Justiça Eleitoral, ele disse que gastaria R$ 15 milhões, no máximo.
Seu principal adversário em 2006 foi o senador Delcídio do Amaral (PT). Este ano, Puccinelli enfrentará o ex-governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT.

Zeca do PT diz que vai gastar R$ 10 milhões na campanha

O ex-governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, afirmou hoje que sua campanha está orçada em R$ 10 milhões.

Ele não informou se este é o teto de gastos que será registrado oficialmente no TRE (Tribunal Regional Eleitoral).
O presidente do PT, Marcos Garcia, afirmou que ainda está sendo fechado o montante oficial que será informado à Justiça Eleitoral.
O adversário de Zeca na disputa, o governador André Puccinelli, informou que seu gasto de campanha deverá ficar em R$ 8 milhões, mas o teto informado ao TRE é de R$ 30 milhões.
Zeca disse que entre os recursos de sua campanha haverá doações de empresários de Mato Grosso do Sul e de grandes produtores. Ele salientou que foram os produtores rurais que manifestaram o interesse em colaborar com sua campanha.

“Eles me procuraram, não fui eu”, afirmou.
O ex-governador afirmou, também, que haverá um sistema de doações pela internet, que poderão ser feitas por qualquer cidadão.

Candidatos ao governo têm patrimônio de R$ 7,8 milhões

Juntos, os três candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul têm patrimônio declarado de R$ 7,8 milhões.

Os concorrentes ao governo estadual protocolaram suas declarações de bens na segunda-feira, junto com o registro de candidatura, mas só ontem a noite o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) divulgou os detalhes em Diário Oficial.
O governador e médico André Puccinelli revelou patrimônio de R$ 5.378.828,63, já o ex-bancário, que também foi deputado estadual e governador, Zeca do PT, declarou ter R$ 2.299.723,63 em bens.
Com valores menores, o candidato do PSOL, o ex-servidor do Estado e comerciante Ney Braga Ferreira da Cruz disse ter patrimônio de R$ 150 mil reais. Ele é dono de uma lanchonete em Campo Grande e candidato pela primeira vez ao governo.
André e Zeca tiveram aumento em suas respectivas rendas, desde a última vez que as declararam. Em 2006, durante sua candidatura ao governo, André informou R$ 2.376.650, sendo o bem mais caro seu apartamento na rua Euclides da Cunha (R$ 178.434,24), além de cerca R$ 1,5 milhão em espécie.
Na declaração deste ano, o governador revelou poupança de R$ 3.438.700,00, além do mesmo imóvel, onde ainda mora, crescimento de 126% no patrimônio.
Puccinelli também informou ter três veículos: Um Toyota Corolla, ano 2003; Uma camionete Ford Ranger, ano 2006 e seu famoso Uno Mille vermelho, ano 2006. Ainda em sua garagem, há uma lancha GT 14 da marca Danalplas, no valor de R$ 5.799.
André possuia, em 2006, apartamentos e outros imóveis, que parece ter vendido e comprado terrenos no Parque Residencial Damha. Em fundos de aplicações fixa, o governador tem cerca de R$ 1,1 milhão.
Já Zeca, que em 2002 declarou ter cerca de R$ 417.096,27 em propriedades, veículos e poupança, teve aumento significativo na fortuna, que cresceu quase quatro vezes em oito anos, período em que governou Mato Grosso do Sul.

Entre as mais recentes posses está a estância Nova Esperança, que custou R$ 650 mil reais, informou o ex-governador. No extrato das contas ele também mostra que gosta de investimentos financeiros, como aplicar em ações (R$ 2.555 em ações da Petrobras e R$ 5.000 do Banco do Brasil), fundos de previdência privada (em torno de R$ 16 mil), aplicações de renda fixa (R$ 124.208,00) além de ter dólares (R$ 9.222). Zeca também declarou possuir, em guarda própria, R$ 60 mil.

Em imóveis, Zeca diz ter uma casa, no bairro Santa Fé, no valor de R$ 517 mil e propriedades rurais (R$ 310 mil reais). O ex-governador demonstra gostar de carros "clássicos", já que possui um Buggy Marina 1956 (R$ 8 mil) e um Jeep 1970 (R$ 9 mil), além de um Fiat Uno 2004 (R$ 10 mil) e um Palio (R$ 15 mil).
No caso do candidato do PSOL, Nei Braga, seu único bem é a casa, no valor de R$ 150 mil reais.
Campanha - O candidato André Puccinelli, anunciou teto máximo de gastos em R$ 20 milhões em sua campanha. O valor é R$ 5 milhões a mais do que o previsto na última, em 2006, quando o PMDB tinha previsão de R$ 15 milhões, mas garantiu ter gasto R$ 7.164.813,94.

Já o candidato da coligação “A Força do Povo”, Zeca do PT, pretende gastar no máximo R$ 16 milhões em sua corrida eleitoral. Isso não quer dizer que possa chegar perto deste valor. Em 2002, quando foi reeleito governador do Estado, Zeca declarou a Justiça Eleitoral ter gasto apenas R$ 6.523.388,27.

O PSOL estimou gastos de R$ 1 milhão na campanha.

sábado, 31 de julho de 2010

WIKIPEDIA

Wikipédia para uma sociedade livre e aberta


Entrevista com Jimmy Wales

Há um imaginário de sociedade que está por trás de obras coletivas como a Wikipédia. Nas palavras do seu fundador, Jimmy Wales, a Wikipédia foi criada para uma sociedade livre, uma sociedade aberta. O fundador da Wikipédia, a mais famosa enciclopédia livre da internet, e diretor da Wikimedia Foundation, o americano Jimmy Wales, concedeu entrevista à IHU On-Line, por telefone, na semana passada. A Wikipédia é uma enciclopédia livre e gratuita, feita por pessoas do mundo todo, em quase 80 idiomas. O seu conteúdo pode ser modificado e distribuído livremente. A versão da Wikipédia em língua portuguesa pode ser acessada no endereço http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal. A Wikimedia Foundation (http://wikimediafoundation.org/wiki/Home) é uma organização que engloba diferentes projetos dentro da linha “free knowledge”, conhecimento livre, entre eles a Wikipédia, o Wiktionary, um dicionário multilingual; o Wikibooks, uma coleção de livros gratuitos na internet; e o Wikinews, um site gratuito de notícias. Wales graduou-se pelas universidades de Auburn e Alabama e cursou a pós-graduação nos programas de finanças das universidades de Alabama e de Indiana. Ensinou em ambas as universidades durante seus estudos, mas não escreveu a tese doutoral requerida para ganhar o doutorado nestas instituições. Tornou-se comerciante em Chicago, e em poucos anos, tinha ganhado o suficiente para o sustento seu e de sua esposa para o resto de suas vidas. Atualmente, se dedica exclusivamente aos projetos da Wikimedia Foundation.

IHU On-Line – Como surgiu a idéia de criar a Wikipédia?

Jimmy Wales – Observando o crescimento do movimento do software livre, que é um grupo de voluntários que cria todos os softwares que realmente fazem a Internet rodar[1], percebi que as pessoas podem colaborar em vários tipos de trabalho. Tenho orgulho do site, mas tenho interesse em desenvolver nosso trabalho em países menos desenvolvidos. Creio que tornar o conhecimento livre muda a forma como o mundo funciona. Enfim, nosso trabalho é acabar com a exclusão digital.
IHU On-Line – Qual é o principal desafio da Wikipédia?

Jimmy Wales – O desafio maior é lidar com o crescimento. O projeto ficou muito popular cedo demais, e nós sempre tivemos mais pessoas navegando no site do que podíamos imaginar, sem podermos dedicar-lhe a atenção devida. Então, tem sido um desafio comprar computadores em quantidade suficiente para suprir todas as demandas.
IHU On-Line – Quais são os assuntos favoritos dos co-autores da Wikipédia?

Jimmy Wales – Os tópicos favoritos para contribuição são geralmente eventos/fatos atuais, que são muito populares. Sempre que há algo importante acontecendo no mundo, como, por exemplo, o Tsunami, ou o terremoto no Paquistão, e também tópicos sobre tecnologia, que são muito populares, muito bem-vindos.

IHU On-Line – Quando é hora de parar de acumular informações sobre um assunto específico?

Jimmy Wales – Nunca é hora de parar, porque há sempre a oportunidade de editar novas informações, novos fatos descobertos, mas depende muito de os editores voluntários discutirem o que escrever e quando devem parar o trabalho.

IHU On-Line – O que garante a credibilidade das informações nesse ambiente virtual?

Jimmy Wales – A qualidade de nosso trabalho, na média é muito bom. Uma das razões disso é que é revisado por centenas (dúzias de centenas) de pessoas. Mas é um método não tradicional de criar conteúdo e, portanto, as pessoas se questionam sobre a confiabilidade. A melhor resposta é que na média é muito bom, mas é claro que é preciso olhar cada caso, pensar muito a respeito da origem da informação. Toda mudança no site vai para uma “página de pesquisa das mudanças” (research changes page), que é revisada pela comunidade de colaboradores. Cada mudança é revisada por várias pessoas que determinam se é uma boa mudança ou não.

IHU On-Line – Alguns membros da Academia têm feito duras críticas à obra...

Jimmy Wales – A maioria dos acadêmicos está bem empolgada com a idéia da Wikipédia. Para qualquer um envolvido com conhecimento, com ensino, é uma coisa realmente fantástica este esforço global para o compartilhamento de informações. Claro que há gente cética com relação aos nossos métodos, mas é preciso que entendam o que estamos tentando fazer.

IHU On-Line – Seu trabalho declara o fim dos direitos autorais?

Jimmy Wales – Tudo o que fazemos está baseado em licenças livres. As pessoas são livres para copiar, modificar e redistribuir nosso trabalho, o que é uma abordagem diferente dos copyrights tradicionais, que tentam controlar informações confidenciais/restritas. Nossa missão toda é compartilhar informações. Todas as pessoas que contribuem para o site com seu trabalho o fazem sob licença livre, então a motivação delas para isso é especificamente contribuir com o conhecimento que elas têm. Tudo o que usamos no site é software livre, somos grandes apoiadores do software livre, nós fazemos isso porque respeitamos sua liberdade, e também por ser o melhor software disponível para rodar no site.


IHU On-Line – Como caracterizaria a sociedade que está por trás da Wikipédia?

Jimmy Wales – Para uma sociedade livre, uma sociedade aberta. É o objetivo da Fundação Wikimedia. Queremos que as pessoas tenham acesso às informações, que tenham habilidade de usar os programas para que possam usar as informações, porque esta é a base para a cultura crescer a partir daí. Acho que o sucesso da Wikipédia vem da pureza e da simplicidade do conceito. Quando as pessoas começaram a ouvir sobre a Internet, todos pensaram: “Uau, isso é fantástico, a Internet é uma grande ferramenta para que indivíduos de todo o mundo compartilhem informações!”. Aí entramos em todo esse “ponto com”, e parecia que a Internet estava mais para pop ups, spam e coisas do tipo. A Wikipédia retorna às raízes do que deveria se tratar a Internet: um lugar onde as pessoas se unem para compartilhar informações. Isso é muito empolgante.


IHU On-Line – Qual é o perfil das pessoas que trabalham na Wikipédia?

Jimmy Wales – Nesta área, o principal é que as pessoas sejam amigáveis e que reflitam. Na Wikipédia, estas duas características têm maior importância, porque estamos tentando trabalhar juntos, colaborativamente, não estamos apenas tentando gastar tempo discutindo, não estamos exatamente tentando ter um trabalho produtivo-lucrativo. Então as características pessoais são ser gentil, solícito e reflexivo com os outros.


IHU On-Line – Como as novas tecnologias transformaram o mundo do trabalho, na sua percepção?

Jimmy Wales – Eu diria que, quando as pessoas têm acesso ao conhecimento, e a uma maneira de se auto-educar, se tornam muito mais hábeis para o trabalho produtivo, o que ajudaria a acabar com o desemprego. Se elas tiverem acesso à educação e ao conhecimento, poderão aprender habilidades ou aquilo que as ajude a ser mais produtivas, qualquer que seja a área de trabalho que tenham escolhido. Na economia moderna, as pessoas devem aprender o máximo que podem sobre as mais diferentes áreas do mundo, porque existem muitas coisas que demandam muito conhecimento. Tentamos nos concentrar em tornar nosso trabalho acessível para qualquer indivíduo que queira aprender. As pessoas podem aprender sobre tecnologia, história, política, sobre o que quer seja para se tornarem mais qualificadas em suas vidas.