Triângulo retângulo, em geometria, é um triângulo que possui um ângulo reto e outros dois ângulos agudos. É uma figura geométrica muito usada na matemática, no cálculo de áreas, volumes e no cálculo algébrico. Em um triângulo retângulo, sabendo-se as medidas de dois lados ou a medida de um lado mais a medida de um ângulo agudo, é possível calcular a medida dos demais lados e ângulos. A área de um triângulo retângulo é dada pela metade do produto dos menores lados.
Índice [esconder]
1 Elementos do triângulo retângulo
1.1 Catetos
1.2 Altura relativa à hipotenusa
1.3 Projeções dos catetos
2 Relações métricas do triângulo retângulo
3 Teorema de Pitágoras
4 Relações trigonométricas do triângulo retângulo
4.1 Seno de um ângulo
4.2 Cosseno de um ângulo
4.3 Tangente de um ângulo
4.4 Cotangente de um ângulo
4.5 Secante de um ângulo
4.6 Cossecante de um ângulo
5 Ângulos notáveis
6 Triângulos retângulos exatos
7 Circunferência inscrita num triângulo retângulo
8 Ver também
9 Ligações externas
[editar] Elementos do triângulo retângulo
Elementos de um triângulo retângulo. Os pontos A, B e C, os lados opostos a (hipotenusa), b e c (catetos) e as projeções de b e c, m e n.Um triângulo retângulo é composto por quatro principais elementos:
Catetos
Hipotenusa
altura relativa à hipotenusa
projeções dos catetos.
[editar] Catetos
Os catetos são os menores lados do triângulo retângulo. Eles formam o ângulo de 90°.
[editar] Altura relativa à hipotenusa
[editar] Projeções dos catetos
A altura relativa à hipotenusa divide-a em duas partes, denominadas projeções dos catetos.
[editar] Relações métricas do triângulo retângulo
As relações métricas do triângulo retângulo são quatro. Os três triângulos formados são retângulos e semelhantes.
A hipotenusa é igual à soma das projeções.
Por semelhança de triângulos, temos que:
O quadrado da altura relativa à hipotenusa é igual ao produto das projeções dos catetos.
O quadrado de um cateto é igual ao produto entre a sua projeção(que se encontra do seu lado) e a hipotenusa.
O produto entre a hipotenusa e a altura relativa a ela é igual ao produto dos catetos.
[editar] Teorema de Pitágoras
O Teorema de Pitágoras diz que:
A soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa.
— Pitágoras
ou, em linguagem matemática:
hipotenusa (AB)² = cateto (BC)² + cateto (CA)²
[editar] Relações trigonométricas do triângulo retângulo
Outra maneira de calcular a medida dos lados de um triângulo retângulo é através da medida de um ângulo e um lado, usando a Trigonometria. As principais relações trigonométricas são: Seno, Cosseno e Tangente. Há outras três: Cotangente, Secante e Cossecante.
[editar] Seno de um ângulo
É dado pela razão entre os lados que formam o outro ângulo agudo, dado pela ordem :
[editar] Cosseno de um ângulo
Cosseno: É a razão entre a medida do cateto adjacente e a medida da hipotenusa e é dado pela razão entre os lados que formam o próprio ângulo agudo, dado pela ordem::
[editar] Tangente de um ângulo
É dado pela razão entre o Seno e o Cosseno de um ângulo, ou entre os catetos, dado pela seguinte ordem:
[editar] Cotangente de um ângulo
É dado pela razão entre o Cosseno e o Seno de um ângulo, ou entre os catetos, dado pela seguinte ordem:
[editar] Secante de um ângulo
É dado pelo inverso do cosseno desse ângulo ou entre os lados que formam o próprio ângulo, dado na seguinte ordem:
[editar] Cossecante de um ângulo
É dado pelo inverso do seno desse ângulo ou entre os lados que formam o outro ângulo agudo, dado na seguinte ordem:
[editar] Ângulos notáveis
[editar] Triângulos retângulos exatos
São aqueles que todos os lados são diferentes dos que formam um terno pitagórico. hipotenusa, cateto, cateto
[editar] Circunferência inscrita num triângulo retângulo
O diâmetro (d) de uma circunferência inscrita num triângulo rectângulo (a b c) é igual à soma dos catetos, menos a hipotenusa, representado pela seguinte fórmula:
a + b = c + d
a = cateto
b = cateto
c = hipotenusa
r = raio da circunferência inscrita
d = diâmetro da circunferência inscrita
Substituindo I e II em III, teremos
Como:
cqd
[editar] Ver também
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Cultura de Mato Grosso do Sul
Cultura de Mato Grosso do Sul
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: navegação, pesquisa
A cultura de Mato Grosso do Sul é o conjunto de manifestações artístico-culturais desenvolvidas pela população sul-mato-grossense. A cultura tradicional estadual é uma mistura de várias contribuições das muitas migrações ocorridas em seu território.
Índice [esconder]
1 Gastronomia
1.1 Salgados
2 Bebidas
3 Símbolos
4 Música
4.1 Instrumentos musicais
4.2 Gêneros
4.3 Danças típicas
5 Bibliografia
[editar] Gastronomia
Principais pratos típicos do estado: casulo dourado 2 claras batidas em neve,100g de queijo ralado. misture o queijo com as claras,faça as bolinhas passe na farinha e frite.
[editar] Salgados
Arroz Carreteiro: carne picada, salgada,cozida com arroz. Antigamente a carne era levada pelos peões entre a sela e o lombo do cavalo e salgada pelo suor do mesmo.
Arroz boliviano
Carpaccio de Dourado
Caribeu
Chipa: tipo de pão de queijo em forma de "u" ou alongado.
Churrasco com mandioca: carne bovina ou de peixe assada no espeto, em suportes, sobre carvão em brasa, geralmente acompanhada de mandioca frita e/ou cozida.
Farofa de banana da terra
Farofa de carne
E também o peixe urucum de Corumbá
Furrundu
Nhoque de mandioca
Pacu assado e recheado
Pamonha de milho verde cozida
Puchero/Pucherada
Quibebe de mamão
Sobá: comida japonesa feita com um tipo de macarrão mais fino.
Sopa paraguaia: bolo salgado feito com cebola, milho e queijo
Saltenha:empanado recheado com frango desafiado e batata, bem picante.
Sarrabulho : caldo grosso feito de miudezas de boi, carne, batata em cubinhos e ervilha.
[editar] Bebidas
Principais bebidas típicas do estado:
Caldo de Piranha: feito um pirão de piranha e coado, tomando-se o líquido. Costuma-se tomar o caldo de piranha em cumbucas bem apimentados. O caldo pode ser engrossado com farinha de mandioca.
Chimarrão: infusão de água quente e erva-mate servido numa cuia
Cachaça de alambique: cachaça retirada diretamente da bica e vendida
Licor de pequi: bebida doce á base de álcool e pequi
Mate Chimarrão Libra: refrigerante feito de erva-mate que é muito popular na cidade de Corumbá.
Sorvete de bocaiuva: sorvete feito da farinha de Bocaiúva.
Tereré: infusão de água gelada e erva-mate servido numa guampa de chifre de boi; bebida-símbolo de MS;
[editar] Símbolos
Trem do Pantanal
Farinha de bocaiúva
Pantanal
[editar] Música
[editar] Instrumentos musicais
Viola-de-cocho: instrumento construído artesanalmente pelos próprios violeiros, que usam materiais da região, como a madeira do sarã ou timbaúba (ou chimbuva), cola de poca, cordas de tripa de bugio ou de ema. Estudada por alguns pesquisadores, acredita-se que a viola de cocho tenha se originado do alaúde, instrumento musical usado durante a Idade Média que, vindo do Oriente Médio chegou à Europa. Imagina-se que tenha chegado ao Pantanal por volta do século XVIII, pela Bacia do Prata, único elo de ligação da Província de Mato Grosso com o mundo naquela época.
Sertaneja:Grande nomes da musica das cidades do Mato Grosso do Sul como:João Bosco e Vinicius,Victor e Vinicius,Maria Cecilia e Rodolfo e muitos outros nomes.
[editar] Gêneros
Guarânia
Chamamé
Polca Paraguaia
Vanerão
Sertanejo Almir Sater, Délio e Delinha
[editar] Danças típicas
Em Mato Grosso do Sul, as quadrilhas estão restritas às escolas e algumas associações, numa tentativa de aproveitamento folclórico. São raros os grupos originais, geralmente do meio rural, que conservam algumas partes da quadrilha, como as contra danças inseridas nas comemorações locais. O Estado do Mato Grosso do Sul pode ser mapeado e dividido em 4 partes, de acordo com as danças:
Região de Campo Grande
Compreende a capital e região central do estado. Influência paulista, mineira e e sulista.
Polca-rock: gênero que se baseia em ritmos fronteiriços, como a polca-paraguaia, o chamamé, a guarânia, o rasqueado, cururu e outros movimentos musicais que englobam o 3/4.
Região do bolsão
Compreende a porção nordeste do estado - relativa à bacia Sucuriú de Costa Rica a Três Lagoas, incluindo os municípios de Camapuã e seus distritos. Possui influência paulista e mineira.
Arara, Cobrinha ou Revirão: muito comum no resto do Brasil, recebe vários nomes, como a dança da vassoura ou dança do chapéu. Sua execução começa com um dançador, que deve tirar outro e outro, até que a fila apresente-se longa, virando ora para um lado, ora para o outro, fazendo movimentos semelhantes aos de uma cobra. Em determinado momento, os dançadores juntam-se aos pares e aquele que estiver sozinho deve requisitar o par do outro. Quando a música é interrompida, aquele que estiver só, deve pagar uma "prenda" , geralmente declamando um verso.
Caranguejo: dança de roda que é desenvolvida aos pares que batem palmas e sapateiam, permeando com volteados e passeios. Ë uma ciranda executada nos bailes rurais, nos momentos em que tendem a desanimar.
Catira: É dançada ao som da moda de viola e alegrada pelos "recortados", quando os dançadores intercalam longa série de sapateado e palmeado. É uma dança só de homens, e a mulher raramente participa dela, apenas em momentos de reserva familiar. Geralmente é dançada nas festas antes de começar o baile.
Engenho de Maromba: possui ritmo valseado e seus movimentos imitam o movimento do Engenho de Cana. As fileiras de homens e de mulheres rodam em sentidos contrários entre si, entrecruzando-se na evolução. Os versos cantados no engenho são "chorados" como o próprio engenho de cana. É uma dança executada em finais de baile como forma de despedida.
Engenho Novo: dança cuja coreografia assemelha-se ao movimento do engenho de cana, e seus versos lembram passagens de trabalho com essa máquina e também conversas entre seus operadores. Ao contrário da dança anterior, a música possui andamento rápido e alegre.
Sarandi ou Cirandinha: ciranda que mantém a mesma melodia da roda infantil Ciranda, Cirandinha. É uma dança de roda, em que os pares dão meias-voltas e voltas inteiras, trocando seus pares. Esse movimento é repetido tantas vezes quanto é o números de pares, intercalando, cada um apresenta seu verso para a moça, para o rapaz ou para o público presente.
Região do Complexo do Pantanal
Compreende a porção oeste do Estado. Cultura pantaneira, desde a fundação de Corumbá e com a formação da cultura Cuiabana no século XVIII, possuindo influência gaúcha, paraguaia, boliviana e argentina.
Cururu: atualmente se caracteriza como uma brincadeira, mas ainda preserva alguns passos de dança, executados pelos violeiros, como flexões simples/complicadas, a fim de proporcionar animação. É praticada apenas por homens que tocam suas violas de cocho e ganzás ou cracachás (reco-recos), cantando versos conhecidos ou improvisados, conforme o momento requerer e as toadas falam das coisas do cotidiano pantaneiro.
Siriri: dança animada em que os pares colocados em fila ou roda descrevem gestos alegres e gentis, com palmas aos pares e ao som de toadas. Os movimentos são de fileiras simples, duplas, frente a frente, roda e túnel. Recebem nomes como: barco do alemão, carneiro dá, canoa virou, "vamos dispidi". Os instrumentos usados para música são: viola de cocho, reco-reco, (ganzá) de bambu com talho no sentido longitudinal e tocado com um pedaço de osso e o mocho ( tambor) tocado freneticamente com dois bastões de madeira.
Região sul e fronteira
Compreende a porção sul e sudeste. (influência paraguaia, japonesa e gaúcha).
Chupim: dançado ao som/ritmo da polca paraguaia, com três pares. Seus movimentos imitam as asas da ave de mesmo nome, ao cortejar a fêmea. Às vezes, encontra-se a figura do Carão, que imita o pássaro do mesmo nome e é tido como ave de rapina que tenta a todo momento "roubar" a dama do companheiro. À esses movimentos acrescentam-se toques de castanholas, com os dedos, da aculturação espanhola. Seus movimentos são cadena, tourear o par, dançar e rodar o par.
Mazurca: também chamada de rancheira, muito comum no sul do Brasil, seguindo a mesma configuração dos bailes do Sul.
Palomita: dança de salão que é executada ao som de polca paraguaia ou chamamé, embora no Paraguai seja utilizada a música palomita para essa dança. Há revezamento entre os casais.
Polca de Carão: a dança consiste em uma brincadeira de um dos dançantes para "levar um carão", ou um "fora" do seu pretendido par. A dança de salão continua até que os outros "levem um carão".
Toro Candil: não se caracteriza como dança nem como folguedo. É considerado uma brincadeira feita com o boi (toro em espanhol), feito de arame, pano e a ossatura natural da cara do boi, abatido para a festa. Duas tochas acesas são colocadas ao chifre do boi candeeiro ( Candil - em espanhol). Os brincantes mascarados (mascaritas - em espanhol), apresentam-se travestidos para não ser reconhecidos (tanto homens, quanto mulheres), brincam entre si, mudam a voz e falam em idioma Guarani. Antes da chegada do Toro, fazem a brincadeira bola-ta-ta, uma bola de pano, embebida em óleo e acesa. Chutam a bola de um para outro brincando até que a mesma se apague. Em seguida, entra o toro Candil para alcançar o auge da festa. Quando se acham cansados, vão para o salão e dançam ( podendo ser homens com homens ou com mulheres, mesmo porque eles não se conhecem) ao som de salsas e merengues.
Xote aos Pares ou Xote de Três: equivale ao Xote de Duas Damas da Região Sul do Brasil.
[editar] Bibliografia
Sigrist, Marlei - "Chão Batido" - Editora UFMS - Campo Grande MS - e-mail: sigrist@enersulnet.com.br
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: navegação, pesquisa
A cultura de Mato Grosso do Sul é o conjunto de manifestações artístico-culturais desenvolvidas pela população sul-mato-grossense. A cultura tradicional estadual é uma mistura de várias contribuições das muitas migrações ocorridas em seu território.
Índice [esconder]
1 Gastronomia
1.1 Salgados
2 Bebidas
3 Símbolos
4 Música
4.1 Instrumentos musicais
4.2 Gêneros
4.3 Danças típicas
5 Bibliografia
[editar] Gastronomia
Principais pratos típicos do estado: casulo dourado 2 claras batidas em neve,100g de queijo ralado. misture o queijo com as claras,faça as bolinhas passe na farinha e frite.
[editar] Salgados
Arroz Carreteiro: carne picada, salgada,cozida com arroz. Antigamente a carne era levada pelos peões entre a sela e o lombo do cavalo e salgada pelo suor do mesmo.
Arroz boliviano
Carpaccio de Dourado
Caribeu
Chipa: tipo de pão de queijo em forma de "u" ou alongado.
Churrasco com mandioca: carne bovina ou de peixe assada no espeto, em suportes, sobre carvão em brasa, geralmente acompanhada de mandioca frita e/ou cozida.
Farofa de banana da terra
Farofa de carne
E também o peixe urucum de Corumbá
Furrundu
Nhoque de mandioca
Pacu assado e recheado
Pamonha de milho verde cozida
Puchero/Pucherada
Quibebe de mamão
Sobá: comida japonesa feita com um tipo de macarrão mais fino.
Sopa paraguaia: bolo salgado feito com cebola, milho e queijo
Saltenha:empanado recheado com frango desafiado e batata, bem picante.
Sarrabulho : caldo grosso feito de miudezas de boi, carne, batata em cubinhos e ervilha.
[editar] Bebidas
Principais bebidas típicas do estado:
Caldo de Piranha: feito um pirão de piranha e coado, tomando-se o líquido. Costuma-se tomar o caldo de piranha em cumbucas bem apimentados. O caldo pode ser engrossado com farinha de mandioca.
Chimarrão: infusão de água quente e erva-mate servido numa cuia
Cachaça de alambique: cachaça retirada diretamente da bica e vendida
Licor de pequi: bebida doce á base de álcool e pequi
Mate Chimarrão Libra: refrigerante feito de erva-mate que é muito popular na cidade de Corumbá.
Sorvete de bocaiuva: sorvete feito da farinha de Bocaiúva.
Tereré: infusão de água gelada e erva-mate servido numa guampa de chifre de boi; bebida-símbolo de MS;
[editar] Símbolos
Trem do Pantanal
Farinha de bocaiúva
Pantanal
[editar] Música
[editar] Instrumentos musicais
Viola-de-cocho: instrumento construído artesanalmente pelos próprios violeiros, que usam materiais da região, como a madeira do sarã ou timbaúba (ou chimbuva), cola de poca, cordas de tripa de bugio ou de ema. Estudada por alguns pesquisadores, acredita-se que a viola de cocho tenha se originado do alaúde, instrumento musical usado durante a Idade Média que, vindo do Oriente Médio chegou à Europa. Imagina-se que tenha chegado ao Pantanal por volta do século XVIII, pela Bacia do Prata, único elo de ligação da Província de Mato Grosso com o mundo naquela época.
Sertaneja:Grande nomes da musica das cidades do Mato Grosso do Sul como:João Bosco e Vinicius,Victor e Vinicius,Maria Cecilia e Rodolfo e muitos outros nomes.
[editar] Gêneros
Guarânia
Chamamé
Polca Paraguaia
Vanerão
Sertanejo Almir Sater, Délio e Delinha
[editar] Danças típicas
Em Mato Grosso do Sul, as quadrilhas estão restritas às escolas e algumas associações, numa tentativa de aproveitamento folclórico. São raros os grupos originais, geralmente do meio rural, que conservam algumas partes da quadrilha, como as contra danças inseridas nas comemorações locais. O Estado do Mato Grosso do Sul pode ser mapeado e dividido em 4 partes, de acordo com as danças:
Região de Campo Grande
Compreende a capital e região central do estado. Influência paulista, mineira e e sulista.
Polca-rock: gênero que se baseia em ritmos fronteiriços, como a polca-paraguaia, o chamamé, a guarânia, o rasqueado, cururu e outros movimentos musicais que englobam o 3/4.
Região do bolsão
Compreende a porção nordeste do estado - relativa à bacia Sucuriú de Costa Rica a Três Lagoas, incluindo os municípios de Camapuã e seus distritos. Possui influência paulista e mineira.
Arara, Cobrinha ou Revirão: muito comum no resto do Brasil, recebe vários nomes, como a dança da vassoura ou dança do chapéu. Sua execução começa com um dançador, que deve tirar outro e outro, até que a fila apresente-se longa, virando ora para um lado, ora para o outro, fazendo movimentos semelhantes aos de uma cobra. Em determinado momento, os dançadores juntam-se aos pares e aquele que estiver sozinho deve requisitar o par do outro. Quando a música é interrompida, aquele que estiver só, deve pagar uma "prenda" , geralmente declamando um verso.
Caranguejo: dança de roda que é desenvolvida aos pares que batem palmas e sapateiam, permeando com volteados e passeios. Ë uma ciranda executada nos bailes rurais, nos momentos em que tendem a desanimar.
Catira: É dançada ao som da moda de viola e alegrada pelos "recortados", quando os dançadores intercalam longa série de sapateado e palmeado. É uma dança só de homens, e a mulher raramente participa dela, apenas em momentos de reserva familiar. Geralmente é dançada nas festas antes de começar o baile.
Engenho de Maromba: possui ritmo valseado e seus movimentos imitam o movimento do Engenho de Cana. As fileiras de homens e de mulheres rodam em sentidos contrários entre si, entrecruzando-se na evolução. Os versos cantados no engenho são "chorados" como o próprio engenho de cana. É uma dança executada em finais de baile como forma de despedida.
Engenho Novo: dança cuja coreografia assemelha-se ao movimento do engenho de cana, e seus versos lembram passagens de trabalho com essa máquina e também conversas entre seus operadores. Ao contrário da dança anterior, a música possui andamento rápido e alegre.
Sarandi ou Cirandinha: ciranda que mantém a mesma melodia da roda infantil Ciranda, Cirandinha. É uma dança de roda, em que os pares dão meias-voltas e voltas inteiras, trocando seus pares. Esse movimento é repetido tantas vezes quanto é o números de pares, intercalando, cada um apresenta seu verso para a moça, para o rapaz ou para o público presente.
Região do Complexo do Pantanal
Compreende a porção oeste do Estado. Cultura pantaneira, desde a fundação de Corumbá e com a formação da cultura Cuiabana no século XVIII, possuindo influência gaúcha, paraguaia, boliviana e argentina.
Cururu: atualmente se caracteriza como uma brincadeira, mas ainda preserva alguns passos de dança, executados pelos violeiros, como flexões simples/complicadas, a fim de proporcionar animação. É praticada apenas por homens que tocam suas violas de cocho e ganzás ou cracachás (reco-recos), cantando versos conhecidos ou improvisados, conforme o momento requerer e as toadas falam das coisas do cotidiano pantaneiro.
Siriri: dança animada em que os pares colocados em fila ou roda descrevem gestos alegres e gentis, com palmas aos pares e ao som de toadas. Os movimentos são de fileiras simples, duplas, frente a frente, roda e túnel. Recebem nomes como: barco do alemão, carneiro dá, canoa virou, "vamos dispidi". Os instrumentos usados para música são: viola de cocho, reco-reco, (ganzá) de bambu com talho no sentido longitudinal e tocado com um pedaço de osso e o mocho ( tambor) tocado freneticamente com dois bastões de madeira.
Região sul e fronteira
Compreende a porção sul e sudeste. (influência paraguaia, japonesa e gaúcha).
Chupim: dançado ao som/ritmo da polca paraguaia, com três pares. Seus movimentos imitam as asas da ave de mesmo nome, ao cortejar a fêmea. Às vezes, encontra-se a figura do Carão, que imita o pássaro do mesmo nome e é tido como ave de rapina que tenta a todo momento "roubar" a dama do companheiro. À esses movimentos acrescentam-se toques de castanholas, com os dedos, da aculturação espanhola. Seus movimentos são cadena, tourear o par, dançar e rodar o par.
Mazurca: também chamada de rancheira, muito comum no sul do Brasil, seguindo a mesma configuração dos bailes do Sul.
Palomita: dança de salão que é executada ao som de polca paraguaia ou chamamé, embora no Paraguai seja utilizada a música palomita para essa dança. Há revezamento entre os casais.
Polca de Carão: a dança consiste em uma brincadeira de um dos dançantes para "levar um carão", ou um "fora" do seu pretendido par. A dança de salão continua até que os outros "levem um carão".
Toro Candil: não se caracteriza como dança nem como folguedo. É considerado uma brincadeira feita com o boi (toro em espanhol), feito de arame, pano e a ossatura natural da cara do boi, abatido para a festa. Duas tochas acesas são colocadas ao chifre do boi candeeiro ( Candil - em espanhol). Os brincantes mascarados (mascaritas - em espanhol), apresentam-se travestidos para não ser reconhecidos (tanto homens, quanto mulheres), brincam entre si, mudam a voz e falam em idioma Guarani. Antes da chegada do Toro, fazem a brincadeira bola-ta-ta, uma bola de pano, embebida em óleo e acesa. Chutam a bola de um para outro brincando até que a mesma se apague. Em seguida, entra o toro Candil para alcançar o auge da festa. Quando se acham cansados, vão para o salão e dançam ( podendo ser homens com homens ou com mulheres, mesmo porque eles não se conhecem) ao som de salsas e merengues.
Xote aos Pares ou Xote de Três: equivale ao Xote de Duas Damas da Região Sul do Brasil.
[editar] Bibliografia
Sigrist, Marlei - "Chão Batido" - Editora UFMS - Campo Grande MS - e-mail: sigrist@enersulnet.com.br
Mato Grosso do Sul: cultura e folclore
Mato Grosso do Sul, tendo seu território percorrido pelas correntes migratórias espanholas e portuguesas desde 1524 e, depois de oficializada a posse pela coroa portuguesa, sua situação geográfica de proximidade com as fronteiras do Paraguai e da Bolívia, oferece características histórico-culturais diferenciadas das demais regiões do país. Grande parte da superfície desse Estado é considerada a maior área inundável do continente americano - o Pantanal. Seus habitantes são pessoas simples e guardam em suas memórias, histórias que contam como se formou essa parte do continente, considerando que ali existia, há muitos anos, o mar de Xaraés. Encontram-se mitos como o Bicho Pé-de-garrafa, o Minhocão, o Mãozão, o Come-língua e outros, além de lendas como A tristeza do Tuiuiú, o João de Barro, o Guaraná, só para citar algumas.
A habitação folclórica mais comum é feita de paredes de palmeiras encontradas na região como o taquarussu e o bacuri, com cobertura de folhas de bacuri, carandá e sapé, equipada de forno de barro, fogão a lenha e jirau.
A culinária da região é saborosa, desde o arroz carreteiro até a chipa paraguaia, passando pelo sarrabulho, locro, churrasco com mandioca, farofa de banana da terra, carne seca ao sol frita, cozida ou assada, paçoca de carne seca, peixes como: pintado, dourado, pacu e outros, caldo de piranha (afrodisíaco), sopa paraguaia e saltenha boliviana.
As bebidas indispensáveis são o guaraná ralado (estimulante), o tereré (mate frio ou gelado servido na guampa e sorvido através de uma bomba), além dos licores de pequi, jenipapo, leite e outros. A natureza se encarrega de fornecer os frutos com os quais as quituteiras preparam as sobremesas: doces de caju, goiaba, bocaiúva, carambola, furrundum (feito com mamão verde ralado e rapadura) e tantos outros.
O artesanato regional pode ser visto e adquirido na Casa do Artesão de Campo Grande, mantida pela Secretaria de Cultura do Estado, ou em lojas comerciais de diversos municípios, como: Corumbá, Bonito, Rio Verde, Coxim, Miranda, Aquidauana, Dourados, Três Lagoas, só para citar alguns. O artesanato é composto por objetos confeccionados em fibras naturais como: salsaparrilha, taboca, urubamba, aguapé; em madeira da região como o jacarandá de Mato Grosso, principalmente em Três Lagoas e outras madeiras usadas na escultura como é o caso dos famosos bugrinhos, feitos inicialmente por Conceição dos Bugres e, posteriormente por membros de sua família; em tecelagem: faixas (que substituem os cintos), redes (em menor quantidade, ou sob encomendas). Em argila o artesanato apresenta-se rico na representação da fauna pantaneira: figuras de inúmeros pássaros e todos os tipos de animais selvagens e domesticados. Uma das principais fontes produtoras desse artesanato é a Casa do Massa Barro, em Corumbá, porém nos demais municípios, artesãos independentes também produzem peças em argila, combinada com outros materiais como troncos de árvores, pedras e metal. Em Bonito encontram-se objetos confeccionados em pedra e mármore. Ao lado desse artesanato popular, da cultura folclórica, pode-se encontrar o artesanato da cultura indígena dos Cadiwéu, representado pela cerâmica em desenhos geometrizados coloridos, Terena, pela cerâmica de cor avermelhada, Caiwá pela arte plumária e outros.
Das festas populares destacam-se as seguintes: São João de Corumbá, comemorada nesse município na noite de 23 de junho, à beira do rio Paraguai, para onde acorrem dezenas de andores do santo homenageado para ser banhado nas águas do rio. O Carnaval é festa animada em todos os municípios do Estado, recebendo destaque em Corumbá pelo desfile e premiação de fantasias nas diversas categorias.
Outras festas religiosas podem ser encontradas como: São Benedito - uma tradição da comunidade negra, formada por descendentes de Tia Eva, na cidade de Campo Grande; Nossa Senhora de Caacupé - uma tradição paraguaia, mantida pelos seus descendentes e realizada em 8 de dezembro em municípios que concentram essas populações como: Campo Grande, Porto Murtinho e Ponta Porã; a Festa do Peixe em Coxim, realizada próximo ao dia 11 de outubro, que marca a divisão do Estado, apresentando concursos de pesca, comida tradicional e outros.
Com menor divulgação, porém guardando as características do folclore, pois as festas ocorrem em âmbito familiar, mas abertas ao público interessado, destacam-se a Festa dos Santos Reis em Aparecida do Taboado e região (a festa é realizada em fazendas) e em Campo Grande nos bairros periféricos da cidade; a Festa do Divino, encontrada em Pontinha do Cocho, distrito de Camapuã, em Coxim e Miranda. Essas festas seguem o ciclo festivo do calendário religioso, sendo a primeira realizada no dia 6 de janeiro e a segunda, no dia de Pentecostes. Outras festas movimentam a vida dos habitantes sul-mato-grossenses: Bon-Odori - da colônia nipônica de Campo Grande, Santa Cruz em Miranda, além das festa dos Clubes de Laço e festa do Peão em diversos municípios do Estado.
As danças folclóricas encontradas em Mato Grosso do Sul foram incorporadas através da convivência com migrantes e imigrantes, principalmente vindos de: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, norte de Mato Grosso, Rio Grande do Sul e, de forma muito acentuada, do Paraguai. As danças: Caranguejo, Engenho Novo, Engenho de Maromba, Revirão, Sarandi, representam a região do Bolsão (nordeste do Estado); Catira de Camapuã e Campo Grande; Chupim, Polca de Carão e a brincadeira do Toro Candil são comuns nos municípios de fronteira com o Paraguai e Polca, Rasqueado, Chamamé, Xote, Mazurca e Vaneirão são apreciadas em todo o Estado; o Cururu e o Siriri são danças que representam a região do Pantanal.
A indumentária que caracteriza o traje típico de Mato Grosso do Sul é composta, para os homens, por uma calça mais folgada (antes chamava-se colote e hoje é a calça comum, universal), camisa xadrez ou lisa, faixa de peão - listrada (em substituição ao cinto), botina, chapéu de palha ou lã, faca na bainha, ajustada sob a faixa (nas costas). Para as mulheres, o vestido rodado é de chita, com enfeites aplicados, decote discreto, porém pode ser um pouco mais ousado e mais colorido se representar o gosto das mulheres paraguaias.
Pesquisas:
Marlei Sigrist é pesquisadora do folclore sul-mato-grossense há muitos anos e tem dedicado sua vida acadêmica ao estudo e divulgação dessa cultura rica e desconhecida no mundo. Mestre em Educação, com trabalho defendido na área de concentração- Linguagem, pesquisou a Festa do Divino na Pontinha do Cocho. É professora no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande e ministra as disciplinas de Folclore Brasileiro e Folclore Aplicado à Educação, entre outras. Trabalhou pela criação da Comissão de Folclore Sul-mato-grossense e hoje participa de pesquisas que contribuem para os estudos da Cátedra Unesco de Comunicação. Publicou diversos artigos e os Cadernos de Cultura Popular/MS 01 e 02. Brevemente será lançado seu livro Chão Batido (no prelo).
Em 1990 criou o Grupo Parafolclórico Sarandi Pantaneiro, ligado à mesma Universidade e o coordenou até 1996, quando se afastou para outras atividades. Hoje, presta assessoria ao Grupo Garça Branca, formado pelos dissidentes do primeiro. O grupo apresenta-se em eventos nacionais e internacionais. Os interessados em aprofundar os estudos ou contribuir com mais informações sobre o folclore de Mato Grosso do Sul podem lhe escrever para os endereços:
Residência:
Rua Júpiter, 1055 - Alto Sumaré - Campo Grande/MS - CEP 79009-020 BRASIL
ou Universidade Federal de Mato Grosso do Sul / CCHS / DAC
A/C da Profª Marlei Sigrist
Campus Universitário -Caixa Postal 549 -Campo Grande/MS - CEP 79070-900 BRASIL
Telefone: (0xx) (67) 787-3311 - Ramal 2318 ou 2319 (Departamento de Comunicação e Arte/UFMS
e.mail: sigrist@nin.ufms.br
Fonte: disponível em: http://www.pantanalms.tur.br/folclore2.htm
A habitação folclórica mais comum é feita de paredes de palmeiras encontradas na região como o taquarussu e o bacuri, com cobertura de folhas de bacuri, carandá e sapé, equipada de forno de barro, fogão a lenha e jirau.
A culinária da região é saborosa, desde o arroz carreteiro até a chipa paraguaia, passando pelo sarrabulho, locro, churrasco com mandioca, farofa de banana da terra, carne seca ao sol frita, cozida ou assada, paçoca de carne seca, peixes como: pintado, dourado, pacu e outros, caldo de piranha (afrodisíaco), sopa paraguaia e saltenha boliviana.
As bebidas indispensáveis são o guaraná ralado (estimulante), o tereré (mate frio ou gelado servido na guampa e sorvido através de uma bomba), além dos licores de pequi, jenipapo, leite e outros. A natureza se encarrega de fornecer os frutos com os quais as quituteiras preparam as sobremesas: doces de caju, goiaba, bocaiúva, carambola, furrundum (feito com mamão verde ralado e rapadura) e tantos outros.
O artesanato regional pode ser visto e adquirido na Casa do Artesão de Campo Grande, mantida pela Secretaria de Cultura do Estado, ou em lojas comerciais de diversos municípios, como: Corumbá, Bonito, Rio Verde, Coxim, Miranda, Aquidauana, Dourados, Três Lagoas, só para citar alguns. O artesanato é composto por objetos confeccionados em fibras naturais como: salsaparrilha, taboca, urubamba, aguapé; em madeira da região como o jacarandá de Mato Grosso, principalmente em Três Lagoas e outras madeiras usadas na escultura como é o caso dos famosos bugrinhos, feitos inicialmente por Conceição dos Bugres e, posteriormente por membros de sua família; em tecelagem: faixas (que substituem os cintos), redes (em menor quantidade, ou sob encomendas). Em argila o artesanato apresenta-se rico na representação da fauna pantaneira: figuras de inúmeros pássaros e todos os tipos de animais selvagens e domesticados. Uma das principais fontes produtoras desse artesanato é a Casa do Massa Barro, em Corumbá, porém nos demais municípios, artesãos independentes também produzem peças em argila, combinada com outros materiais como troncos de árvores, pedras e metal. Em Bonito encontram-se objetos confeccionados em pedra e mármore. Ao lado desse artesanato popular, da cultura folclórica, pode-se encontrar o artesanato da cultura indígena dos Cadiwéu, representado pela cerâmica em desenhos geometrizados coloridos, Terena, pela cerâmica de cor avermelhada, Caiwá pela arte plumária e outros.
Das festas populares destacam-se as seguintes: São João de Corumbá, comemorada nesse município na noite de 23 de junho, à beira do rio Paraguai, para onde acorrem dezenas de andores do santo homenageado para ser banhado nas águas do rio. O Carnaval é festa animada em todos os municípios do Estado, recebendo destaque em Corumbá pelo desfile e premiação de fantasias nas diversas categorias.
Outras festas religiosas podem ser encontradas como: São Benedito - uma tradição da comunidade negra, formada por descendentes de Tia Eva, na cidade de Campo Grande; Nossa Senhora de Caacupé - uma tradição paraguaia, mantida pelos seus descendentes e realizada em 8 de dezembro em municípios que concentram essas populações como: Campo Grande, Porto Murtinho e Ponta Porã; a Festa do Peixe em Coxim, realizada próximo ao dia 11 de outubro, que marca a divisão do Estado, apresentando concursos de pesca, comida tradicional e outros.
Com menor divulgação, porém guardando as características do folclore, pois as festas ocorrem em âmbito familiar, mas abertas ao público interessado, destacam-se a Festa dos Santos Reis em Aparecida do Taboado e região (a festa é realizada em fazendas) e em Campo Grande nos bairros periféricos da cidade; a Festa do Divino, encontrada em Pontinha do Cocho, distrito de Camapuã, em Coxim e Miranda. Essas festas seguem o ciclo festivo do calendário religioso, sendo a primeira realizada no dia 6 de janeiro e a segunda, no dia de Pentecostes. Outras festas movimentam a vida dos habitantes sul-mato-grossenses: Bon-Odori - da colônia nipônica de Campo Grande, Santa Cruz em Miranda, além das festa dos Clubes de Laço e festa do Peão em diversos municípios do Estado.
As danças folclóricas encontradas em Mato Grosso do Sul foram incorporadas através da convivência com migrantes e imigrantes, principalmente vindos de: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, norte de Mato Grosso, Rio Grande do Sul e, de forma muito acentuada, do Paraguai. As danças: Caranguejo, Engenho Novo, Engenho de Maromba, Revirão, Sarandi, representam a região do Bolsão (nordeste do Estado); Catira de Camapuã e Campo Grande; Chupim, Polca de Carão e a brincadeira do Toro Candil são comuns nos municípios de fronteira com o Paraguai e Polca, Rasqueado, Chamamé, Xote, Mazurca e Vaneirão são apreciadas em todo o Estado; o Cururu e o Siriri são danças que representam a região do Pantanal.
A indumentária que caracteriza o traje típico de Mato Grosso do Sul é composta, para os homens, por uma calça mais folgada (antes chamava-se colote e hoje é a calça comum, universal), camisa xadrez ou lisa, faixa de peão - listrada (em substituição ao cinto), botina, chapéu de palha ou lã, faca na bainha, ajustada sob a faixa (nas costas). Para as mulheres, o vestido rodado é de chita, com enfeites aplicados, decote discreto, porém pode ser um pouco mais ousado e mais colorido se representar o gosto das mulheres paraguaias.
Pesquisas:
Marlei Sigrist é pesquisadora do folclore sul-mato-grossense há muitos anos e tem dedicado sua vida acadêmica ao estudo e divulgação dessa cultura rica e desconhecida no mundo. Mestre em Educação, com trabalho defendido na área de concentração- Linguagem, pesquisou a Festa do Divino na Pontinha do Cocho. É professora no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande e ministra as disciplinas de Folclore Brasileiro e Folclore Aplicado à Educação, entre outras. Trabalhou pela criação da Comissão de Folclore Sul-mato-grossense e hoje participa de pesquisas que contribuem para os estudos da Cátedra Unesco de Comunicação. Publicou diversos artigos e os Cadernos de Cultura Popular/MS 01 e 02. Brevemente será lançado seu livro Chão Batido (no prelo).
Em 1990 criou o Grupo Parafolclórico Sarandi Pantaneiro, ligado à mesma Universidade e o coordenou até 1996, quando se afastou para outras atividades. Hoje, presta assessoria ao Grupo Garça Branca, formado pelos dissidentes do primeiro. O grupo apresenta-se em eventos nacionais e internacionais. Os interessados em aprofundar os estudos ou contribuir com mais informações sobre o folclore de Mato Grosso do Sul podem lhe escrever para os endereços:
Residência:
Rua Júpiter, 1055 - Alto Sumaré - Campo Grande/MS - CEP 79009-020 BRASIL
ou Universidade Federal de Mato Grosso do Sul / CCHS / DAC
A/C da Profª Marlei Sigrist
Campus Universitário -Caixa Postal 549 -Campo Grande/MS - CEP 79070-900 BRASIL
Telefone: (0xx) (67) 787-3311 - Ramal 2318 ou 2319 (Departamento de Comunicação e Arte/UFMS
e.mail: sigrist@nin.ufms.br
Fonte: disponível em: http://www.pantanalms.tur.br/folclore2.htm
sábado, 11 de setembro de 2010
Coligação "A Força do Povo" pede cassação de Puccinelli por abuso de poder político
A coligação “A Força do Povo” entrou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MS) com pedido de cassação do registro de candidatura de André Puccinelli ao governo do Estado, bem como de sua vice, Simone Tebet, pela coligação “Amor, Trabalho e Fé”, além da inegibilidade de ambos por oito anos.
A acusação é de abuso do poder político, baseada utilização maciça de publicidade institucional para fins de promoção pessoal de André Puccinelli e de sua gestão. Os advogados da coligação “A Força do Povo” anexaram ao pedido todas as transcrições dos programas veiculados em emissoras de televisão entre os meses de novembro e junho, período em que os fatos relatados estariam evidentes.
De acordo com a lei nº. 9.504/97, é proibido aos agentes públicos fazer uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação. A simples veiculação de propaganda institucional não gera ilegalidade, mas a acusação enfatiza que esta “deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”.
Outro ponto explorado pelos advogados da coligação “A Força do Povo” diz respeito à publicação de notícias no site oficial do governo do Estado. A página na Internet veicularia fatos com destaque à atuação do governador, “bem como de eventos e fatos políticos que têm influencia direta no pleito de 2010”.
As agendas escolares distribuídas entre os mais de 300 mil estudantes da rede estadual de ensino também foram alvo da acusação. Nelas, há a fotografia de André Puccinelli e uma mensagem destinada aos alunos, o que para os adversários seria uma “maciça promoção pessoal”.
Essas práticas, segundo os advogados, provocariam desequilíbrio na disputa eleitoral e maior captação de votos por parte do candidato peemedebista.
A ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) pede concessão de liminar para a retirada de notícias publicadas no site do governo do Estado e que se refiram aos investigados. Também é solicitado que o governo apresente os contratos de publicidade institucional veiculada na televisão.
A acusação é de abuso do poder político, baseada utilização maciça de publicidade institucional para fins de promoção pessoal de André Puccinelli e de sua gestão. Os advogados da coligação “A Força do Povo” anexaram ao pedido todas as transcrições dos programas veiculados em emissoras de televisão entre os meses de novembro e junho, período em que os fatos relatados estariam evidentes.
De acordo com a lei nº. 9.504/97, é proibido aos agentes públicos fazer uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação. A simples veiculação de propaganda institucional não gera ilegalidade, mas a acusação enfatiza que esta “deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”.
Outro ponto explorado pelos advogados da coligação “A Força do Povo” diz respeito à publicação de notícias no site oficial do governo do Estado. A página na Internet veicularia fatos com destaque à atuação do governador, “bem como de eventos e fatos políticos que têm influencia direta no pleito de 2010”.
As agendas escolares distribuídas entre os mais de 300 mil estudantes da rede estadual de ensino também foram alvo da acusação. Nelas, há a fotografia de André Puccinelli e uma mensagem destinada aos alunos, o que para os adversários seria uma “maciça promoção pessoal”.
Essas práticas, segundo os advogados, provocariam desequilíbrio na disputa eleitoral e maior captação de votos por parte do candidato peemedebista.
A ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) pede concessão de liminar para a retirada de notícias publicadas no site do governo do Estado e que se refiram aos investigados. Também é solicitado que o governo apresente os contratos de publicidade institucional veiculada na televisão.
NO JOGO
A renúncia do vice-prefeito Edil Albuquerque à vaga de suplente na chapa do vice-governador Murilo Zauith ao senado traz ao conhecimento do eleitor, em geral, o que já se notava nos bastidores da disputa eleitoral.
A candidatura de Murilo Zautih jamais foi do interesse da cúpula do PMDB, especialmente do governador, a despeito de suas declarações aqui e acolá para disfarçar suas reais intenções.
Aliás, Murilo, representante do segundo maior colégio eleitoral do Estado no governo atual, foi alijado do atual processo eleitoral desde a primeira hora. Não foi convidado a continuar como vice e muito menos consultado se concordaria em desocupar a vaga.
Com o cacife de representar o segundo maior colégio eleitoral do Estado e trazer consigo, como presidente regional do DEM, expressivo tempo de televisão, lutou solitariamente para confirmar sua candidatura.
Com habilidade, e antevendo que não teria na coligação igualdade de disputa com o seu companheiro de chapa, o deputado federal Moka, cobrou do governador a indicação para seu primeiro suplente um nome que identificasse e representasse o compromisso de Puccinelli com sua eleição.
E esse processo foi marcado por disputas e desconfianças, com o próprio Edil, antes de aceitar ser o primeiro suplente, ter anunciado rompimento político com Puccinelli, fazendo críticas ao seu modo de fazer política.
Nas hostes peemedebistas comenta-se que a decisão de “sacrificar” definitivamente Murilo-Edil seria caso de vida ou morte, pois haveria o entendimento de que só seria possível trabalhar pela eleição do candidato do partido, o deputado Moka, se a coligação tivesse apenas um candidato ao senado.
Edil atribui sua saída à falta de lealdade partidária com a chapa da qual participava. Sua saída deixa Murilo isolado, “abraçado” com sua Dourados. Independente da motivação, a renúncia de Edil atende ao desejo do PMDB.
Murilo, ontem, jogou o problema para os “adversários”, falou em crise no PMDB e disse que continua sua campanha, deixando claro que segue no jogo.
A persistir resistente, até o fim, no seu jeito quieto, mas astuto, Murilo não só segue no jogo, mas pode, de um aparente enfraquecimento imediato, passar a ser o fiel da balança na eleição ao senado e ao governo.
Nesse aspecto, o fator Artuzi poderá influenciar. Afinal, na festa na qual anunciou sua aliança com Puccinelli e Moka o prefeito ignorou a presença de Murilo.
Para tanto, será preciso saber como reagirão os eleitores da região da grande Dourados, que sonham em ter um representante no senado, ao ver o candidato que simboliza esse anseio ser massacrado abertamente por seu “maior aliado” político.
A candidatura de Murilo Zautih jamais foi do interesse da cúpula do PMDB, especialmente do governador, a despeito de suas declarações aqui e acolá para disfarçar suas reais intenções.
Aliás, Murilo, representante do segundo maior colégio eleitoral do Estado no governo atual, foi alijado do atual processo eleitoral desde a primeira hora. Não foi convidado a continuar como vice e muito menos consultado se concordaria em desocupar a vaga.
Com o cacife de representar o segundo maior colégio eleitoral do Estado e trazer consigo, como presidente regional do DEM, expressivo tempo de televisão, lutou solitariamente para confirmar sua candidatura.
Com habilidade, e antevendo que não teria na coligação igualdade de disputa com o seu companheiro de chapa, o deputado federal Moka, cobrou do governador a indicação para seu primeiro suplente um nome que identificasse e representasse o compromisso de Puccinelli com sua eleição.
E esse processo foi marcado por disputas e desconfianças, com o próprio Edil, antes de aceitar ser o primeiro suplente, ter anunciado rompimento político com Puccinelli, fazendo críticas ao seu modo de fazer política.
Nas hostes peemedebistas comenta-se que a decisão de “sacrificar” definitivamente Murilo-Edil seria caso de vida ou morte, pois haveria o entendimento de que só seria possível trabalhar pela eleição do candidato do partido, o deputado Moka, se a coligação tivesse apenas um candidato ao senado.
Edil atribui sua saída à falta de lealdade partidária com a chapa da qual participava. Sua saída deixa Murilo isolado, “abraçado” com sua Dourados. Independente da motivação, a renúncia de Edil atende ao desejo do PMDB.
Murilo, ontem, jogou o problema para os “adversários”, falou em crise no PMDB e disse que continua sua campanha, deixando claro que segue no jogo.
A persistir resistente, até o fim, no seu jeito quieto, mas astuto, Murilo não só segue no jogo, mas pode, de um aparente enfraquecimento imediato, passar a ser o fiel da balança na eleição ao senado e ao governo.
Nesse aspecto, o fator Artuzi poderá influenciar. Afinal, na festa na qual anunciou sua aliança com Puccinelli e Moka o prefeito ignorou a presença de Murilo.
Para tanto, será preciso saber como reagirão os eleitores da região da grande Dourados, que sonham em ter um representante no senado, ao ver o candidato que simboliza esse anseio ser massacrado abertamente por seu “maior aliado” político.
Construtoras implicadas na Uragano são “generosas” com prefeitos em campanha
Tanto na Capital quanto nas duas principais cidades do Estado, Três Lagoas e Dourados, as construtoras são generosas com doações eleitorais para os candidatos a prefeitos que foram eleitos nas eleições de 2008.
Em Campo Grande, o prefeito Nelson Trad Filho recebeu de todas as empreiteiras que o "ajudaram" durante a campanha para chegar à prefeitura, o valor total de R$ 2.307.000,00 (dois milhões, trezentos e sete mil reais) como doação oficial.
A maior doadora da campanha do prefeito Nelsinho foi a CGR, que teve o dono Carlos Gilberto Recalde preso na operação “Uragano” deflagrada em Dourados na semana passada.
A Financial, que também teve o dono Antonio Fernando de Araujo Garcia preso no escândalo, doou num total de R$ 284 mil. As doações foram feitas em nome da Financial (R$ 150 mil), Mineração Financial (R$ 84 mil) e da Anfer, onde Antonio Fernando é cotista (R$ 50 mil). Naquele ano, a empresa ganhou a licitação para construção do aterro sanitário de Campo Grande, cujo a obra foi avaliada em R$ 4 milhões, mas ainda não foi concluída.
Em Dourados, a CGR Engenharia, doou a campanha de Artuzi R$ 120 mil e em Três Lagoas a empresa também foi generosa com a campanha da ex-prefeita e agora candidata a vice-governadora Simone Tebet. A empreiteira doou R$ 40 mil em nome da CGR e mais R$ 47 mil em nome da Pedreira CGR. A Financial fez uma doação de R$ 48 mil para a campanha vitoriosa de Simone em Três Lagoas. E também a Anfer construtora fez a doação de mais R$ 30 mil.
Em Campo Grande, o prefeito Nelson Trad Filho recebeu de todas as empreiteiras que o "ajudaram" durante a campanha para chegar à prefeitura, o valor total de R$ 2.307.000,00 (dois milhões, trezentos e sete mil reais) como doação oficial.
A maior doadora da campanha do prefeito Nelsinho foi a CGR, que teve o dono Carlos Gilberto Recalde preso na operação “Uragano” deflagrada em Dourados na semana passada.
A Financial, que também teve o dono Antonio Fernando de Araujo Garcia preso no escândalo, doou num total de R$ 284 mil. As doações foram feitas em nome da Financial (R$ 150 mil), Mineração Financial (R$ 84 mil) e da Anfer, onde Antonio Fernando é cotista (R$ 50 mil). Naquele ano, a empresa ganhou a licitação para construção do aterro sanitário de Campo Grande, cujo a obra foi avaliada em R$ 4 milhões, mas ainda não foi concluída.
Em Dourados, a CGR Engenharia, doou a campanha de Artuzi R$ 120 mil e em Três Lagoas a empresa também foi generosa com a campanha da ex-prefeita e agora candidata a vice-governadora Simone Tebet. A empreiteira doou R$ 40 mil em nome da CGR e mais R$ 47 mil em nome da Pedreira CGR. A Financial fez uma doação de R$ 48 mil para a campanha vitoriosa de Simone em Três Lagoas. E também a Anfer construtora fez a doação de mais R$ 30 mil.
Jornalista cita senador e deputados em livro sobre operação Uragano
Motivou um certo desconforto político o lançamento do livro “A Máfia do Paletó”, operação Uragano, do jornalista Eleandro Passaia, que atuou como espião da Polícia Federal na investigação que resultou na prisão de 28 pessoas, entre as quais as principais autoridades políticas da cidade de Dourados.
Num trecho da obra, o jornalista diz que “deputados federais e senadores” também estariam implicados no esquema de corrupção, supostamente chefiado pelo prefeito da cidade, Ari Artuzi, do PDT, ainda preso.
“A Secretaria de Obras é o negócio mais rentável do mundo do crime político”, escreveu Passaia. De acordo com o jornalista os políticos cobram do prefeito uma porcentagem dos recursos enviados ao município por meio das emendas parlamentares. Num dos capítulos, Passaia dedica a um suposto acordo envolvendo a prefeitura de Dourados e o senador Delcídio do Amaral, do PT.
O jornalista diz que por meio de gravações entregues à Polícia Federal, descobriu que o senador teria cobrado uma espécie de comissão sobre R$ 33 milhões, recurso destinado a construção de obras de drenagem numa região pobre de Dourados.
Ainda segundo a obra, nessa bolada dos R$ 33 milhões, uma parcela do dinheiro teria ido a um servidor de boa patente que trabalha no Ministério das Cidades, de onde saiu o recurso por meio de emenda de Delcídio.
O jornalista cita ainda os deputados federais Marçal Filho, do PMDB, Antonio Carlos Biffi, do PT, Geraldo Resende, do PMDB, Vander Loubet do PT, Dagoberto Nogueira, do PDT.
“Como não tenho provas, vou me ater as gravações entregues a Polícia Federal”, assim expressou o jornalista ao citar o suposto envolvimento dos parlamentares no esquema de fraude em licitações públicas em Dourados.
“O maior ator entre os deputados do Estado, em minha opinião, é o deputado Geraldo Resende, do PMDB”, escreveu o jornalista. “Soa tambor em praça pública para cobrar empenho no processo de licitação”, diz Passaia sobre o peemedebista. De acordo com o jornalista, o deputado cobrava sua parte do dinheiro “diretamente” com o dono da Planacon Construtora, o empreiteiro Geraldo de Assis.
O peemedebista Marçal de Souza, o jornalista assim narra: “um peixe grande que fatalmente vai morrer pela boca”. Passaia disse que Marçal “concordou” em desviar dinheiro da secretaria municipal de Saúde para quitar dívidas de uma emissora de rádio que comanda em Dourados.
Quanto à suposta participação do deputado federal Dagoberto Nogueira, do PDT, Passaia afirma que “a mando do chefe”, Sérgio Castilho, que seria assessor do parlamentar, sempre cobrava o direcionamento das licitações.
Walquiner Gonçalves França que, segundo Passaia, seria assessor de Antonio Biffi, do PT, “também fazia as mesmas exigências”.
Já o deputado federal Vander Loubet, também petista, a quem o jornalista chama de “super carismático”, nunca teria conversado com Passaia sobre dinheiro, mas, segundo ele, o parlamentar contava com um mensageiro, servidor público, cujo nome é citado no livro como Sandro Omar de Oliveira Santos.
"Censurado"
Um fato inusitado acompanha o lançamento do livro. Cinco páginas, em branco, com o carimbo "censurado". A censura às páginas que traziam o conteúdo sobre os parlamentares não decorreu, segundo o autor, de ordem judicial, mas por imposição da gráfica que teria alegado relacionamento com os parlamentares.
Num trecho da obra, o jornalista diz que “deputados federais e senadores” também estariam implicados no esquema de corrupção, supostamente chefiado pelo prefeito da cidade, Ari Artuzi, do PDT, ainda preso.
“A Secretaria de Obras é o negócio mais rentável do mundo do crime político”, escreveu Passaia. De acordo com o jornalista os políticos cobram do prefeito uma porcentagem dos recursos enviados ao município por meio das emendas parlamentares. Num dos capítulos, Passaia dedica a um suposto acordo envolvendo a prefeitura de Dourados e o senador Delcídio do Amaral, do PT.
O jornalista diz que por meio de gravações entregues à Polícia Federal, descobriu que o senador teria cobrado uma espécie de comissão sobre R$ 33 milhões, recurso destinado a construção de obras de drenagem numa região pobre de Dourados.
Ainda segundo a obra, nessa bolada dos R$ 33 milhões, uma parcela do dinheiro teria ido a um servidor de boa patente que trabalha no Ministério das Cidades, de onde saiu o recurso por meio de emenda de Delcídio.
O jornalista cita ainda os deputados federais Marçal Filho, do PMDB, Antonio Carlos Biffi, do PT, Geraldo Resende, do PMDB, Vander Loubet do PT, Dagoberto Nogueira, do PDT.
“Como não tenho provas, vou me ater as gravações entregues a Polícia Federal”, assim expressou o jornalista ao citar o suposto envolvimento dos parlamentares no esquema de fraude em licitações públicas em Dourados.
“O maior ator entre os deputados do Estado, em minha opinião, é o deputado Geraldo Resende, do PMDB”, escreveu o jornalista. “Soa tambor em praça pública para cobrar empenho no processo de licitação”, diz Passaia sobre o peemedebista. De acordo com o jornalista, o deputado cobrava sua parte do dinheiro “diretamente” com o dono da Planacon Construtora, o empreiteiro Geraldo de Assis.
O peemedebista Marçal de Souza, o jornalista assim narra: “um peixe grande que fatalmente vai morrer pela boca”. Passaia disse que Marçal “concordou” em desviar dinheiro da secretaria municipal de Saúde para quitar dívidas de uma emissora de rádio que comanda em Dourados.
Quanto à suposta participação do deputado federal Dagoberto Nogueira, do PDT, Passaia afirma que “a mando do chefe”, Sérgio Castilho, que seria assessor do parlamentar, sempre cobrava o direcionamento das licitações.
Walquiner Gonçalves França que, segundo Passaia, seria assessor de Antonio Biffi, do PT, “também fazia as mesmas exigências”.
Já o deputado federal Vander Loubet, também petista, a quem o jornalista chama de “super carismático”, nunca teria conversado com Passaia sobre dinheiro, mas, segundo ele, o parlamentar contava com um mensageiro, servidor público, cujo nome é citado no livro como Sandro Omar de Oliveira Santos.
"Censurado"
Um fato inusitado acompanha o lançamento do livro. Cinco páginas, em branco, com o carimbo "censurado". A censura às páginas que traziam o conteúdo sobre os parlamentares não decorreu, segundo o autor, de ordem judicial, mas por imposição da gráfica que teria alegado relacionamento com os parlamentares.
Assinar:
Postagens (Atom)

