domingo, 18 de setembro de 2011

GVT lança TV por assinatura com aposta em alta definição

A GVT vai estrear no mercado de TV por assinatura com a oferta de três pacotes, que terão preços de R$ 60, R$ 90 e R$ 130 por mês. Todos os planos terão canais em alta definição e serviços interativos, como a possibilidade de pausar a programação ao vivo e retomá-la mais tarde, acesso a redes sociais e vídeos sob demanda.
A GVT fechou contrato com Globosat, Disney, Fox, Discovery e outros produtores. A companhia é controlada pela francesa Vivendi, acionista da Universal. No total, a operadora terá um leque de 140 canais pagos. O lançamento comercial da GVT TV será feito na metade de outubro e será simultâneo para todas as 106 cidades em que a operadora atua.
Além dos canais já incluídos nos pacotes, os assinantes poderão contratar, de forma avulsa, outros conteúdos, afirmou o vice-presidente de marketing da operadora, Alcides Troller, durante o lançamento na quinta-feira (15). Outra possibilidade é o aluguel de um gravador digital, que custará R$ 30 por mês.
A GVT vai usar uma combinação de duas tecnologias para oferecer o serviço: a programação linear chegará à casa dos clientes via satélite e a interatividade será baseada em TV sobre protocolo de internet (IPTV). O cliente vai receber um aparelho capaz de conectar à internet e integrar diversos aparelhos eletrônicos da casa, como computador, televisão, celulares e tablets. Dessa forma, o assinante poderá agendar a partir de seu telefone móvel a gravação de um programa e, num próximo passo, poderá assistir em seu tablet a um conteúdo da TV.
Segundo o presidente da GVT, Amos Genish, o hotsite aberto em agosto para registrar interessados em conhecer o serviço de TV tem mais de 40 mil inscritos. Entretanto, o executivo evitou fazer projeções sobre o número de assinantes que espera alcançar.

País terá regras mais duras para ONGs

A presidenta Dilma Rousseff decidiu endurecer as regras para assinatura de convênios entre os ministérios e organizações não-governamentais (ongs) do País. O objetivo é diminuir fraudes e desvios de recursos para entidades de fachada. Um novo decreto sobre o assunto deve ser publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União.
Segundo o iG apurou, a decisão foi motivada sobretudo após a Operação Voucher, da Polícia Federal, realizada em 9 de agosto deste ano. De acordo com as investigações, cerca de R$ 4,5 milhões do Ministério do Turismo foram desviados por meio de um convênio com a ong Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi).
Na oportunidade, a PF prendeu 36 pessoas, entre elas o então secretário-executivo do Turismo Frederico Silva da Costa. O caso ajudou a desgastar a imagem do então ministro Pedro Novais. Na quarta-feira passada, ele acabou demitindo-se após a revelação de que pagou uma governanta para sua casa com recursos da Câmara dos Deputados.O deputado Gastão Vieira (PMDB-Ma) assumiu o lugar de Novais na sexta-feira.
Mesmo antes da Operação Voucher, Dilma já pensava em endurecer as regras para assinaturas de convênios com ongs. A Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) já haviam revelado uma série de irregularidades, fraudes e desvios. O governo também decidiu dificultar a liberação de recursos para ongs, o que gerou reclamações da base aliada no Congresso.
Principais pontos do decreto
A reportagem do iG teve acesso aos pontos mais importantes do decreto na sexta-feira. Além da CGU, participaram da elaboração do texto final a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Secretaria-Geral da Presidência República. A coordenação coube à Casa Civil.
Por ordem expressa de Dilma, o decreto prevê que todos os convênios terão de ser assinados por ministros ou dirigentes de autarquias. Desde Operação Voucher, a presidenta já vinha dando essa recomendação informalmente. A partir desta segunda-feira, será obrigatório a assinatura do ministro. O objetivo é aumentar a responsabilidade dos comandantes das pastas.
O decreto também prevê que somente ongs com mais de três anos de experiências na área específica do objeto poderão firmar convênios com o governo. Isso ajudar a evitar a contratação de ongs de fachada. Mais. Todos os convênios também terão de ser precedidos por chamamento público _neste caso, deverá ser publicada ainda uma portaria definindo os detalhes.
Segundo o decreto, a Secretaria Geral da Presidência da República, hoje sob o comando o ministro Gilberto Carvalho, terá papel de destaque. A pasta será responsável por formar uma comissão com representantes de sete ministérios e de sete entidades da sociedade civil. O grupo fará a revisão de convênios, os contratos de repasses e os termos de parceria

Imposto atingirá quem ganha mais de US$ 1 mi

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai propor a criação de um "imposto Buffett" para pessoas que faturam mais de US$ 1 milhão por ano, como parte de suas propostas ao Congresso para a redução do déficit do país.
A proposta deve ser encaminhada nesta segunda-feira a um comitê especial do Congresso dos EUA que deverá buscar uma redução no déficit de US$ 3 trilhões nos próximos dez anos.
O diretor de Comunicação da Casa Branca, Dan Pfeiffer, disse neste sábado por meio do Twitter que este imposto seria uma espécie de Imposto Mínimo Alternativo destinado a garantir que os milionários paguem pelo menos taxas equivalentes às das famílias de classe média.
O nome "imposto Buffett" refere-se ao investidor bilionário americano Warren Buffett, que escreveu neste ano que os ricos normalmente pagam menos em impostos do que aqueles que trabalham para eles devido a brechas na lei.
Entenda
No auge da crise de crédito, que se agravou em 2008, a saúde financeira dos bancos no mundo inteiro foi colocada à prova. Os problemas em operações de financiamento imobiliário nos Estados Unidos geraram bilhões em perdas e o sistema bancário não encontrou mais onde emprestar dinheiro. Para diminuir os efeitos da recessão, os países aumentaram os gastos públicos, ampliando as dívidas além dos tetos nacionais. Mas o estímulo não foi suficiente para elevar os Produtos Internos Brutos (PIB) a ponto de garantir o pagamento das contas.
A primeira a entrar em colapso foi a Grécia, cuja dívida pública alcançou 340,227 bilhões de euros em 2010, o que corresponde a 148,6% do PIB. Com a luz amarela acesa, as economias de outros países da região foram inspecionadas mais rigorosamente. Portugal e Irlanda chamaram atenção por conta da fragilidade econômica. No entanto, o fraco crescimento econômico e o aumento da dívida pública na região já atingem grandes economias, como Itália (120% do PIB) e Espanha.
Um fundo de ajuda foi criado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE), com influência da Alemanha, país da região com maior solidez econômica. Contudo, para ter acesso aos pacotes de resgates, as nações precisam se adaptar a rígidas condições impostas pelo FMI. A Grécia foi a primeira a aceitar e viu manifestações contra os cortes de empregos públicos, programas sociais e aumentos de impostos.
Os Estados Unidos atingiram o limite legal de endividamento público - de US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões) - no último dia 16 de maio. Na ocasião, o Tesouro usou ajustes de contabilidade, assim como receitas fiscais mais altas que o previsto, para seguir operando normalmente. O governo, então, passou por um longo período de negociações para elevar o teto. O acordo veio só perto do final do prazo (2 de agosto) para evitar uma moratória e prevê um corte de gastos na ordem de US$ 2,4 trilhões (R$ 3,7 trilhões). Mesmo assim, a agência Standard & Poor's retirou a nota máxima (AAA) da dívida americana.

Cerca de 30% das refeições são feitas na rua

Mulheres e jovens em idade ativa no mercado de trabalho e também a expansão da classe C são os principais motivos das mudanças nos hábitos alimentares dos brasileiros.
O fato de trabalhar fora de casa também influencia na quantidade de refeições que os brasileiros fazem em restaurantes, lanchonetes, entre outros locais. “Atualmente, mais de 30% das refeições dos brasileiros são feitas fora do lar. O aumento da renda e da geração de empregos reduziu o tempo de permanência das pessoas em suas casas e aumentou a necessidade e o interesse pela alimentação nos mais de 1,4 milhão de estabelecimentos espalhados pelo País”, explica o coordenador do departamento de Food Service da Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação), Jean Louis Gallego.
Expansão

O movimento no mercado de Food Service traduz o aumento do consumo dos brasileiros neste segmento. Entre 2001 e 2010, o Food Service expandiu 235,1%, movimentando R$ 1,093 trilhão. Essa evolução impactou positivamente na indústria fabricante de alimentos, que nos últimos 10 anos incrementou o faturamento em R$ 532,9 bilhões na venda de ingredientes ao mercado de alimentação fora do lar.
Em 2010, a alimentação fora do lar alcançou o melhor desempenho dos últimos dez anos no Brasil, com crescimento de 16,5%, atingindo R$ 185 bilhões de faturamento, de acordo com o levantamento feito pela Abia e apresentado durante o 4º Congresso Internacional de Food Service, em São Paulo.
No ano passado, a comercialização de insumos a restaurantes, padarias entre outros estabelecimentos renderam às fabricantes de produtos alimentícios R$ 75,1 bilhões. “O desempenho do setor permanece consistente e os resultados alcançados até o momento nos levam a acreditar num crescimento entre 15% e 16%, o que resultaria em um aumento de cerca de 6% na abertura de novos postos de trabalho”, afirma o presidente da Abia, Edmundo Klotz.
O cenário favorável também garantiu aumento de 4,7% no número de contratações formais do setor, em comparação a 2009, com 73 mil novos empregados. Para 2011, a perspectiva é que o mercado de serviços de alimentação feche o ano mantendo alta performance

Cliente já encontra carro mais caro

Na tentativa de inibir a demanda neste final de semana por conta da perspectiva de aumento do IPI para carros importados, anunciado na quinta-feira (15) pelo governo, descontos que eram praticados até três dias atrás desapareceram.
O novo Veloster, da Hyundai, que acaba de chegar ao mercado nacional, já está cerca de R$ 2.000 mais caro do que o preço praticado na pré-venda. O modelo top agora sai por R$ 77,9 mil.
As vendas nas concessionárias Hyundai nesta sexta e ontem foram 70% maiores que o normal, segundo um vendedor que não quis se identificar.
Da popular chinesa Chery à alemã de luxo BMW, o clima no sábado era de pouca euforia com a repentina alta nas vendas e muita apreensão com relação ao futuro.
Na BMW Osten, a expectativa era de aumento de vendas de 10% a 15% entre sexta e sábado, com tabela cheia. Até a última quinta-feira, a concessionária estava praticando descontos de 1% a 2% para estimular a demanda.
O aumento do IPI, de até 30 pontos porcentuais, atinge carros importados por empresas sem fábricas no país. Para não pagar imposto, é preciso que pelo menos 65% da produção da montadora tenha origem no Brasil, Mercosul ou México.
(Fonte: FolhaOnline)

Aquário vai colocar Parque das Nações Indígenas em segundo plano, diz arquiteto

O Aquário do Pantanal, que está em construção no Parque das Nações Indígenas terá 18.636 metros quadrados, projeto assinado por Rui Ohtake. Terá 6 milhões de litros de água e cerca de 7.000 animais, entre peixes, jacarés e sucuris. Há um estande de visitação aberto ao público para apresentação do Cepric (Centro de Estudos e Pesquisa da Ictiofauna Pantaneira).
A obra, orçada em cerca de R$ 84 milhões, é grandiosa e vem sendo anunciada como novo atrativo turístico, além de potencial centro de estudo e pesquisa. Mas a ideia não é nova.
Entre 1998 e 1999, o Governo do Estado e o Ministério do Turismo encomendaram projeto para um Aquário do Pantanal, que foi elaborado pelos arquitetos Gogliardo Maragno e Ângelo Arruda, e que seria executado em comemoração aos 500 anos do Brasil.
“A obra não foi feita, mas nós recebemos pelo trabalho. Eu estava em Barcelona quando ouvi falar agora sobre o projeto de Rui Ohtake, que seria executado”, diz o arquiteto Maragno. “Gosto e admiro o trabalho de Ohtake, mas o projeto é excessivamente cenográfico. O nosso projeto estava orçado em cerca de 20% do valor do atual. Para fazer um aquário precisa de tudo isso? Acredito que daria para fazer uma obra mais razoável”, pondera.
Ele diz ainda que a obra tem um apelo muito formal. “Sou professor, e a gente costuma dizer que a forma é mais um resultado, o que chamamos de arquitetura pertinente. É preciso entender que o Parque das Nações Indígenas não é a Disneylândia e nem Campo Grande é Las Vegas”, opina.
Para um dos coordenadores do Plano Diretor Original do Parque das Nações Indígenas, o arquiteto Bosco Delvízio, a construção do Aquário é muito importante. “Eu não conheço a obra tecnicamente, faço minhas considerações pelas informações que tenho e pelas imagens do projeto que vi. Só que há algumas ressalvas em relação ao plano diretor”, explica.
“Nós sempre tivemos uma preocupação muito grande com a permeabilidade visual do Parque, ou seja, quem está de dentro dele teria que ser capaz de ver a cidade, os prédios, assim como quem está de fora pudesse ver o Parque. Prova disso é o prédio da administração que tem um térreo baixo e o Museu Dom Bosco, que é como se fosse uma continuidade da Afonso Pena”, esclarece.
“Um Aquário com 90 metros de extensão e 18 de altura naturalmente irá atrapalhar a visão das pessoas”, lembra. “Outra preocupação é com a arquitetura espetaculosa e não silenciosa, quando há harmonia entre a obra e o ambiente, não atrapalha o visual. Com isso, o Parque das Nações, que é atração por si só, se tornará uma atração secundária”, finaliza.

Erradicação do analfabetismo some do plano plurianual de metas de Dilma

Com quase 14 milhões de brasileiros sem saber ler nem escrever um bilhete simples, a presidente Dilma Rousseff deixou de lado o compromisso de campanha de erradicar o analfabetismo no País. O objetivo não aparece no Brasil Maior, o plano plurianual com as metas detalhadas do governo até 2015, recentemente enviado pelo governo ao Congresso.
Onze meses após a presidente ter assumido o compromisso em um debate na televisão, a erradicação do analfabetismo saiu de cena. Em seu lugar, o governo se compromete agora a "reduzir a taxa de analfabetismo, especialmente entre as mulheres, a população do campo e afrodescendentes".
O problema não é com a palavra erradicação, que se repete com frequência nos documentos do Brasil Maior. O plano plurianual fala em erradicar a extrema pobreza, prioridade do governo, e também se compromete com a erradicação do trabalho infantil, do trabalho escravo, do sub-registro de nascimento, de pragas vegetais, doenças animais, da mosca da carambola e até de casos de escalpelamento.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que o compromisso do governo, fixado no Plano Nacional de Educação (PNE), é erradicar o analfabetismo até 2020. "É uma tarefa árdua", calcula o ministro, com base nos resultados obtidos até aqui de lenta redução do analfabetismo. Ao Estado, ele alegou que não se lembrava de ter ouvido Dilma assumir compromisso com o fim do problema, que ainda atinge quase 10% da população de jovens e adultos no País.
Medidas. A declaração da presidente pode ser revista na internet. Data de 26 de setembro de 2010. Em debate com os demais candidatos ao Planalto, dias antes do primeiro turno das eleições, na TV Record, Dilma afirmou: "Eu quero acabar com o analfabetismo e quero medidas práticas e concretas e não pura e simplesmente que a gente discurse contra ele. Quero de fato, tenho compromisso de fato de acabar com ele".
A principal ação do governo federal para combater o analfabetismo é o programa Brasil Alfabetizado, criado no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, com gastos de meio bilhão de reais só no ano passado, com mais de um milhão de alunos por ano, cita Haddad. O programa deixa de fora a maioria dos analfabetos absolutos do País porque não consegue atingi-los e porque faltam turmas de educação de jovens e adultos adequadas a quem já aprendeu a ler e escrever.
"Não é tarefa simples, primeiro a pessoa deve querer se alfabetizar", diz Haddad. O governo trabalha com a meta de reduzir o analfabetismo a 6,7% da população com 15 anos ou mais até 2015.
Haddad prevê ajustes no Brasil Alfabetizado, como uma ênfase maior à educação na zona rural. Outra questão a ser resolvida é a necessidade de alfabetizar quem trabalha e não disporia de tempo para frequentar os cursos, de seis meses de duração.
O Brasil Maior diz que a meta é atingir, até 2015, o ponto intermediário da meta definida pelo Plano Nacional de Educação até 2020, de erradicar o analfabetismo, assim como reduzir pela metade o analfabetismo funcional, problema que atinge outros 20,4% da população jovem e adulta.
O plano diz que os objetivos devem ser perseguidos mediante parcerias entre União, Estados e municípios.