terça-feira, 18 de outubro de 2011

Empreiteira doadora na campanha de Giroto cobra R$ 3,8 milhões para 'elaborar projeto'

Mais uma empreiteira que deu dinheiro para a campanha de candidatos aliados ao governador André Puccinelli (PMDB) ganhou um contrato milionário com o Governo Estadual de Mato Grosso do Sul. Desta vez, a Consegv Planejamento e Obras LTDA vai receber dos cofres públicos R$ 3,8 milhões para elaborar o projeto de implantação de uma rodovia entre Rio Verde e Bonito.
Mas o valor total, de R$ 3.827.977,31 (Três milhões, oitocentos e vinte e sete mil, novecentos e setenta e sete reais e trinta e um centavos), não inclui a obra da nova estrada.
A fortuna será paga somente pela “execução da prestação dos serviços de elaboração de projeto executivo de engenharia para implantação e pavimentação de rodovia, com estudo de viabilidade técnica-econômica e ambiental (EVTEA) da rodovia BR-419/MS”, segundo o extrato do contrato publicado nesta terça-feira (17).
Nas eleições de 2010, a Consegv foi a quinta maior doadora na campanha de Giroto.
Por telefone, o gabinete do deputado afirma que não há nada de estranho na relação. “São empresários que acreditam no desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e confiam na força de trabalho de Edson Giroto. Não há nenhuma relação entre os empreiteiros e o deputado”, afirmou a assessoria.
Mas, pelo menos na prestação de contas entregue pelo deputado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o relacionamento está documentado. A Consegv doou R$ 163 mil reais para custear a eleição do ex-secretário de Obras de Mato Grosso do Sul.
Segundo o sucessor de Edson Giroto na secretaria de Obras, e ordenador de despesas da contratação, Wilson Cabral Tavares, os estudos para a rodovia BR-419/MS englobam o trecho entre a BR-163 em Rio Verde de Mato Grosso e as BRs 060 e 267 em Jardim, numa extensão de 233 Km.
Assim, a empreiteira que ajudou Giroto a ser eleito cobrará, se não houver termos aditivos aumentando o valor, mais de R$ 16,4 mil reais a cada quilômetro. O prazo para desenvolver o projeto é de 150 dias.
Para o Governo do Estado, a contratação da empreiteira por quase R$ 4 milhões para desenvolver apenas o projeto da rodovia se justifica pela localização da futura obra, que tem a maior parte dentro do Pantanal, e, por isso, precisaria de “complexo estudo de impacto ambiental e de viabilidade econômica”.
Não é o primeiro contrato milionário para a mesma empreiteira realizar “serviços técnicos”.
Em fevereiro deste ano, a mesma Consegv Planejamento e Obras Ltda abocanhou mais R$ 3.038.580,25 (Três milhões, trinta e oito mil, quinhentos e oitenta reais e vinte e cinco centavos) pela “supervisão, gestão ambiental e apoio técnico à desapropriação das obras do contorno ferroviário de Três Lagoas”.
Por telefone, a reportagem tentou falar com a Consegv, mas não conseguiu contato com alguém para falar oficialmente pela empreiteira.
Bolso dos empreiteiros
Apontado até por correligionários como candidato do governador André Puccinelli ao Congresso Nacional, Giroto foi eleito com a maior votação em Mato Grosso do Sul e teve a campanha custeada basicamente pelo bolso de empreiteiros e pelo mentor político.
Mesmo candidato pelo PR, Edson Giroto recebeu mais dinheiro do governador que a maioria dos candidatos pelo PMDB. Somente do comitê oficial de André Puccinelli (CNPJ 12.167.550/0001-89) foram R$ 1.024.150,00.
No total, a eleição de Giroto como deputado federal consumiu R$ 3.029.400,00. Como ele teve 147.343 votos, cada um custou R$ 20,56. O valor ficou acima da média em MS, que foi de R$ 17,61 para cada voto recebido pelos candidatos eleitos.
Agora cogitado como nome de Puccinelli para a sucessão na Prefeitura de Campo Grande, Giroto já trocou de partido e está de volta ao PMDB.

Com seis aditivos, valor de contrato entre Coplan e Agehab salta para R$ 5,46 milhões

Com o sexto termo aditivo, um contrato de 2009 da Agehab (Agência de Habitação Popular do Estado de MS) com a Coplan Construções, Planejamentos, Indústria e Comércio Ltda teve o valor aumentado em R$ 435.979,25. O extrato foi publicado nesta quinta-feira (5).
O contrato inicial, de outubro de 2009, tinha o valor de R$ 4.649.943,92 (Quatro milhões, seiscentos e quarenta e nove mil, novecentos e quarenta e três reais e noventa e dois centavos). Era o pagamento aprovado em licitação para a Coplan construir 296 unidades habitacionais no Residencial Guató, de Corumbá, a 444 quilômetros de Campo Grande.
Na época, o extrato do contrato apontava apenas o prazo de vigência, de seis meses. De lá para cá, foram seis termos aditivos e o valor contratual saltou para R$ 5.461.973,37 (cinco milhões, quatrocentos e sessenta e um mil, novecentos e setenta e três reais e trinta e sete centavos), segundo a nota de empenho 2011NE00622 emitida no último dia 30 de setembro de 2011.
Dois anos depois da primeira assinatura, o aditamento publicado hoje justifica o aumento de mais R$ 435,9 mil a serem pagos para a empreiteira com "aumento quantitativo de seu objeto e
reajuste pelo interstício de 12 meses". Miriam Aparecida Paulatti e Hermann Tenuta assinam o sexto termo aditivo desta quinta-feira.

Empreiteira doadora na campanha de Giroto cobra R$ 3,8 milhões para 'elaborar projeto'

Mais uma empreiteira que deu dinheiro para a campanha de candidatos aliados ao governador André Puccinelli (PMDB) ganhou um contrato milionário com o Governo Estadual de Mato Grosso do Sul. Desta vez, a Consegv Planejamento e Obras LTDA vai receber dos cofres públicos R$ 3,8 milhões para elaborar o projeto de implantação de uma rodovia entre Rio Verde e Bonito.
Mas o valor total, de R$ 3.827.977,31 (Três milhões, oitocentos e vinte e sete mil, novecentos e setenta e sete reais e trinta e um centavos), não inclui a obra da nova estrada.
A fortuna será paga somente pela “execução da prestação dos serviços de elaboração de projeto executivo de engenharia para implantação e pavimentação de rodovia, com estudo de viabilidade técnica-econômica e ambiental (EVTEA) da rodovia BR-419/MS”, segundo o extrato do contrato publicado nesta terça-feira (17).
Nas eleições de 2010, a Consegv foi a quinta maior doadora na campanha de Giroto.
Por telefone, o gabinete do deputado afirma que não há nada de estranho na relação. “São empresários que acreditam no desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e confiam na força de trabalho de Edson Giroto. Não há nenhuma relação entre os empreiteiros e o deputado”, afirmou a assessoria.
Mas, pelo menos na prestação de contas entregue pelo deputado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o relacionamento está documentado. A Consegv doou R$ 163 mil reais para custear a eleição do ex-secretário de Obras de Mato Grosso do Sul.
Segundo o sucessor de Edson Giroto na secretaria de Obras, e ordenador de despesas da contratação, Wilson Cabral Tavares, os estudos para a rodovia BR-419/MS englobam o trecho entre a BR-163 em Rio Verde de Mato Grosso e as BRs 060 e 267 em Jardim, numa extensão de 233 Km.
Assim, a empreiteira que ajudou Giroto a ser eleito cobrará, se não houver termos aditivos aumentando o valor, mais de R$ 16,4 mil reais a cada quilômetro. O prazo para desenvolver o projeto é de 150 dias.
Para o Governo do Estado, a contratação da empreiteira por quase R$ 4 milhões para desenvolver apenas o projeto da rodovia se justifica pela localização da futura obra, que tem a maior parte dentro do Pantanal, e, por isso, precisaria de “complexo estudo de impacto ambiental e de viabilidade econômica”.
Não é o primeiro contrato milionário para a mesma empreiteira realizar “serviços técnicos”.
Em fevereiro deste ano, a mesma Consegv Planejamento e Obras Ltda abocanhou mais R$ 3.038.580,25 (Três milhões, trinta e oito mil, quinhentos e oitenta reais e vinte e cinco centavos) pela “supervisão, gestão ambiental e apoio técnico à desapropriação das obras do contorno ferroviário de Três Lagoas”.
Por telefone, a reportagem tentou falar com a Consegv, mas não conseguiu contato com alguém para falar oficialmente pela empreiteira.
Bolso dos empreiteiros
Apontado até por correligionários como candidato do governador André Puccinelli ao Congresso Nacional, Giroto foi eleito com a maior votação em Mato Grosso do Sul e teve a campanha custeada basicamente pelo bolso de empreiteiros e pelo mentor político.
Mesmo candidato pelo PR, Edson Giroto recebeu mais dinheiro do governador que a maioria dos candidatos pelo PMDB. Somente do comitê oficial de André Puccinelli (CNPJ 12.167.550/0001-89) foram R$ 1.024.150,00.
No total, a eleição de Giroto como deputado federal consumiu R$ 3.029.400,00. Como ele teve 147.343 votos, cada um custou R$ 20,56. O valor ficou acima da média em MS, que foi de R$ 17,61 para cada voto recebido pelos candidatos eleitos.
Agora cogitado como nome de Puccinelli para a sucessão na Prefeitura de Campo Grande, Giroto já trocou de partido e está de volta ao PMDB.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Edital do governo para concurso de professores exige teste toxicológico

No edital do concurso para professores da rede estadual, publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial, uma das exigências para a admissão do profissional é o exame toxicológico, que mede a dosagem de canabinoides (substâncias presentes na maconha) e benzoilecgonina (substância encontrada na cocaína) existente no corpo da pessoa.
Em 2010, na posse dos aprovados no concurso anterior, a requisição do exame causou polêmica entre os aprovados, tanto pela exposição moral quanto pelo preço do teste, e o governo retirou a exigência para a contratação.
Os próprios aprovados no concurso são responsáveis por custear os exames de admissão. O valor de cada teste para detectar as substâncias, tanto de maconha quanto de cocaína, está em torno de R$ 100.
Para o presidente do CDDH (Centro de Defesa dos Direitos Humanos) de Mato Grosso do Sul, Paulo Ângelo de Souza, o exame invade a intimidade da pessoa. “Esse exame não pode ser o fator decisivo para a admissão do profissional. A dependência química é um caso de saúde pública, não deve ser tratada com exclusão do indivíduo”, defende.
O diretor ressalta que para saber se a dependência dará problemas para a escola, existe o período probatório de três meses. “Se o professor apresentar alguma falta de conduta neste período, a administração pode demiti-lo”. Paulo Ângelo deixa claro que o papel do CDDH é defender o direito do cidadão na sociedade. “Não defendemos o consumo de droga, mas não concordamos em expor as pessoas desta forma generalizada”.



Publicado o Edital para o Concurso do Magistério de MS

Cumprindo os prazos que foram estabelecidos através de acordo da FETEMS (Federação dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul) com a Secretaria de Estado de Administração para o edital para o concurso público do magistério do Governo de Mato Grosso do Sul foi publicado hoje, dia 22, no Diário Oficial (Suplemento).
O concurso tem o objetivo de preencher 545 vagas de professor na Rede Estadual de Ensino. O regime de trabalho é de 20 horas semanais e o salário é de R$ 1.392,22, para Professor com nível superior.
As inscrições estarão abertas a partir do dia 26 de setembro e irão até ao dia 14 de outubro, de 2011 e deverão ser feitas pelo site:http://www.concurso.ms.gov.br/ e pagas em qualquer agência bancária ou casa lotérica. O valor da taxa é de R$ 126,88.
São oferecidas vagas para o Estado todo nas seguintes áreas: Artes, Biologia/Ciência, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Língua estrangeira (Espanhol e Inglês), Matemática, Língua Portuguesa, Química e Sociologia.
O concurso será realizado através de prova objetiva e discursiva. A avaliação que está prevista para o dia 3 de novembro desta ano acontecerá apenas em Campo Grande.

Aluno de 10 anos atira em professora dentro da escola em SP

Um aluno de 10 anos atirou na professora dentro da sala de aula e depois disparou contra a própria cabeça em São Caetano do Sul, no ABC, na tarde desta quinta-feira (22). De acordo com a Prefeitura, os dois foram socorridos com vida, mas o estudante morreu. A professora, identificada como Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, deixou a escola consciente. O motivo do crime não foi informado.
Os disparos foram feitos na Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, localizada na Rua Capivari, no bairro Mauá, pouco antes de 16h. No momento em que o menino do 4º ano usou a arma, havia 25 estudantes na classe. A professora foi socorrida pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar, por volta das 16h30.
A Prefeitura contou que o aluno se retirou da sala de aula e disparou nele próprio depois de ter atingido a docente. O garoto foi atendido no Hospital de Emergência Albert Sabin e em seguida foi levado para o Hospital Municipal Maria Braido. Ele teve duas paradas cardíacas antes de chegar lá. As aulas foram suspensas até essa sexta-feira (23). A Prefeitura afirmou que o menino era considerado um aluno calmo e sem histórico de violência.
Revólver
O capitão da Polícia Militar Robinson Mastropil informou que o estudante usou um revólver calibre 38 e que ele é filho de um Guarda Civil Municipal. "Mas não sabemos ainda se a arma é do pai do menino", ressaltou o PM. De acordo com ele, o garoto, que deu um tiro na própria cabeça em uma escada da escola, entrou com o revólver na mochila.
O capitão informou que o revólver tem registro e, apartir da numeração, pretendem descobrir o dono. Rosileide foi atingida na região lombar e encaminhada para o Hospital das Clínicas, na Zona Oeste da capital paulista.
Mastropil disse que, como os alunos que presenciaram o crime estavam muito nervosos, não foram questionados sobre o que ocorreu dentro da sala. A PM mantém na escola o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd).

Delcídio dá as costas à unidade do PT e desafia Ruiter e Paulo Duarte em Corumbá

O senador Delcídio do Amaral Gomez (PT), que assistiu ao desfile do aniversário de Corumbá, nesta quarta-feira, 21 de setembro, no palanque oficial da Avenida General Rondon, disse que Corumbá tem bons nomes para disputar a sucessão do prefeito Ruiter Cunha de Oliveira (PT), e que vai apoiar aquele que fizer a "sua" política, mesmo que este não seja de seu partido.
Delcídio deixou claro que quer formar um grupo forte que apóie sua candidatura ao Governo do Estado em 2014. "Não adianta ficar nervoso, não adianta choramingar. Tem gente dizendo que tal candidato será prefeito porque tem 70%, 60% nas pesquisas. Eu quando enfrentei Pedrossian só tinha 1,5% e ganhei", disse, afirmando que será necessário fazer uma pesquisa qualitativa e não quantitativa para escolher aquele que será candidato à Prefeitura de Corumbá. Desta forma, até certo ponto, o senador mudou o discurso anterior que era de fazer a unidade dentro do PT, evitando as prévias, e apontando preferência para o nome do deputado Paulo Duarte, que aparece nas pesquisas com mais de 60% das intenções de voto.
Delcídio chegou a citar dois nomes que não são de seu partido, o de Evander Vendramini Duran (PP), presidente da Câmara de Vereadores e o de Elano Saldanha (PPS), que poderiam, segundo ele, significar o ponto de unidade. "O PT tem que se fortalecer nessas eleições, mas os nossos aliados também têm que estar fortalecidos", afirmou Delcídio, declarando que no PT, além do deputado Paulo Duarte, existe o nome do vereador Marcos de Souza Martins.
Surpreso
Por seu lado Paulo Duarte, que esteve em Corumbá nos últimos dias, ficou surpreso com as declarações do senador petista. "Um mês atrás, tive uma longa conversa com o senador e ele foi uma das primeiras pessoas a saberem da minha decisão de ser pré-candidato. Ele disse que me apoiaria e que estaria junto comigo neste projeto. Então, é uma declaração que surpreende, lamento, mas eu serei pré-candidato com ou sem o apoio do senador, até porque essa decisão não é só pessoal", disse o deputado.
Duarte reforçou que uma candidatura deve partir do desejo popular. "Para ser legítimo, o candidato tem que ser credenciado pelo povo, e eu acredito que o povo de Corumbá me credencie para representá-lo. E claro também, o apoio político que tenho", afirmou o deputado, com base no trabalho que desenvolve na Assembleia e nos serviços prestados desde que foi secretário de Fazenda, de Infraestrutura e chefe da Casa Civil no governo Zeca do PT.
"Candidatura sem respaldo popular e criada por imposição de ‘caciques', é uma atitude antidemocrática", frisou. Duarte ainda ressaltou que cogitar a possibilidade de o PT não fazer o sucessor do prefeito Ruiter Cunha é querer enfraquecer o partido. O deputado petista ainda lembrou que está acostumado a enfrentar dificuldades, como a do ano passado, quando se reelegeu deputado estadual com mais de 40 mil votos. "Em Corumbá, tive o apoio político do prefeito (Ruiter) e de apenas dois vereadores e mesmo assim, conquistei mais de 20 mil votos somente na cidade. Com muita humildade e trabalhando mais ainda, vamos enfrentar os adversários que vierem no ano que vem", concluiu Duarte.