segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Pesquisa mostra desconhecimento da população sobre o diabetes

Um levantamento inédito realizado pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), com apoio da Bayer HealthCare, e participação de mais de 2.000 pessoas confirma: a população ainda tem dúvidas sobre o que é o diabetes e como a doença pode ser controlada. De acordo com a pesquisa, 38% dos entrevistados acreditam que o diabetes tem cura e menos da metade dos entrevistados (49%) soube defini-la. E mais: apenas 50% dos participantes afirmaram que um diabético pode levar uma vida normal.
No entanto, é importante que todos saibam como prevenir essa que é uma das doenças crônicas que mais avança entre a população mundial. Dados da Federação Internacional do Diabetes estimam que hoje existam cerca de 250 milhões de pessoas com a doença em todo o mundo e esse número deve chegar a 380 milhões em 2025. Somente no Brasil, estima-se que cerca de 11 milhões de pessoas tenham diabetes atualmente. “O aumento de casos de diabetes, especialmente do tipo 2 em países em desenvolvimento, decorre de alguns fatores como aumento da obesidade, do sedentarismo, dos maus hábitos alimentares e do próprio envelhecimento da população”, explica o Dr. Walter Minicucci, vice-presidente da SBD e médico assistente da Disciplina de Endocrinologia da Unicamp.
Entre os principais dados trazidos pelo levantamento ainda estão:
69% dos participantes demonstraram conhecimento sobre os fatores de risco para o diabetes
63% das pessoas disseram que conhecem alguém com diabetes e, entre os que conhecem um diabético, 49% disse que essa pessoa é membro de sua família
51% dos entrevistados não sabiam diferenciar os tipos da doença: tipo 1, tipo 2 e diabetes gestacional
85% desconhecem ou subestimam o número de diabéticos no Brasil, sendo que 61% dos participantes acredita que existem cerca de 2 milhões de pessoas com diabetes no País.
De acordo com o Dr. Minicucci, é fundamental que as pessoas sejam mais informadas sobre como prevenir e tratar o diabetes. Quando não controlada adequadamente, a doença pode acarretar complicações graves como retinopatia diabética – que pode causar perda visual definitiva –, catarata precoce, alteração da função renal que pode levar o paciente para a hemodiálise, alterações neurológicas que podem ocasionar dores em membros inferiores e atrofias musculares e complicações cardiovasculares (infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral - AVC). “Mas também é preciso lembrar que nada disto ocorrerá se o tratamento for efetivo e contínuo”, reforça o especialista.
“Uma rotina de atividades físicas deve ser incorporada por quem quer prevenir a doença e faz parte do tratamento dos pacientes com diabetes”, conta Dr. Walter Minicucci. A prática de exercícios físicos é importante, pois colabora para a redução dos níveis de glicemia no sangue e melhora a ação da insulina. Além disso, ajuda a manter um peso adequado.
Para o endocrinologista, a obesidade é uma das grandes vilãs quando o assunto é diabetes: “as pessoas com excesso de gordura no corpo, principalmente aquela concentrada na região abdominal, precisam emagrecer para diminuir os riscos de desenvolver o diabetes tipo 2”, explica o médico. “Para os homens, o ideal é manter a medida da cintura abaixo dos 102 cm, já para as mulheres, o melhor é a medida abaixo dos 88 cm”, afirma o Dr. Minicucci.

1º dia de ação na Rocinha tem 4 presos, armas e drogas apreendidas

No primeiro dia de Operação Choque de Paz, que resultou na ocupação da polícia nas favelas da Rocinha, do Vidigal e da Chácara do Céu, na zona sul do Rio, 38 armas foram apreendidas, além de rojões, granadas e drogas.
Até as 18h deste domingo (13), a polícia tinha detido quatro pessoas, de acordo com a Secretaria de Segurança do Estado.
A grande quantidade de munições apreendidas chamou a atenção: foram 16.066 balas para armas de diversos calibres.
Os policiais também encontraram duas centrais clandestinas de TV a cabo, serviço controlado por Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na Rocinha, preso na noite da última quinta-feira (10).
**Veja o balanço final do domingo:
Quatro presos
Armas apreendidas
20 pistolas
15 fuzis
1 submetralhadora
2 espingardas
20 rojões
3 granadas
16.066 balas para armas de calibres diversos
7 lunetas
102 carregadores de fuzil; 56 carregadores para outras armas
Drogas apreendidas
112 kg de maconha, 80 tabletes de maconha
60 kg de pasta base de cocaína
145 trouxinhas de maconha
14 tabletes de cocaína
75 motos e uma picape Toyota Hilux
Outras apreensões: 17 máquinas caça-níqueis, 1 pistola desmontada, 1 réplica de pistola, 1 notebook, 1 iPod, 1 câmera digital, 61 bombas artesanais, 2 rádios transmissores, 1 barraca de camping, 1 capa de colete, 1 farda do Exército, 1 camisa da Polícia Civil e material hospitalar.
MADRUGADA DE DOMINGO
A ocupação da comunidade da Rocinha pela polícia começou na madrugada deste domingo (13).
Moradores disseram que o início da operação foi tranquilo. Segundo depoimentos, ouvia-se apenas o som constante dos blindados da Marinha e dos helicópteros que sobrevoaram a comunidade durante o dia todo.
Ao todo, 18 blindados da Marinha foram utilizados na operação. O mais pesado deles, um modelo Clanf (carro lagarta anfíbio), pesa 22,6 toneladas e tem capacidade para transportar 25 pessoas. Em geral, ele é usado para levar fuzileiros de navios para a terra. Além dele, a Marinha usou o M-113 e o Mowag Piranha.
Em frente ao 23º Batalhão de Polícia Militar, no Leblon, na zona sul, local que concentrou o comando da operação de ocupação, os veículos impressionaram os moradores das comunidades.

"Não é todo dia que vemos esses tanques assim tão perto. Ele queria ver e eu trouxe o menino", contou o porteiro Marcos Antônio Silva, morador da Rocinha, que levou o filho Marcos Vinícius, 12, para tirar fotos ao lado dos taques.
Após pedir autorização aos policiais do batalhão, ele usou a câmera do celular para fazer o registro. Já o menino sabia o que faria com a foto. "Com certeza ela vai agora para o meu Facebook", brincou.
A polícia comemorou o fato de a operação não registrar nenhum incidente entre as forças de segurança e os moradores das comunidades.
"Eu estava com muito medo, mas não aconteceu nada, graças a Deus. Só as crianças, que estranharam dormir comigo e ficavam o tempo todo perguntando se a polícia ia entrar, se ia bater neles", disse Cássia Cristina Silva, 25, que dormiu com os quatro filhos no quarto e acordou com os helicópteros.

As aeronaves da polícia sobrevoaram a comunidade da Rocinha e lançaram panfletos com os dizeres "sua comunidade está sendo pacificada".
No papel, havia e-mail e números de telefone para que os moradores denunciassem traficantes, esconderijos de armas e drogas.
A chefe da Polícia Civil no Rio, Martha Rocha, também fez um apelo às mulheres que moram nas favelas para que indicassem ações criminosas dos traficantes. "Mãe, avós, trabalhadoras, nos ajudem a combater o crime", disse.
O contingente da Polícia Federal deve permanecer no Rio de Janeiro o tempo que for solicitado pelo governador Sérgio Cabral e pelo secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, afirmou neste domingo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
Cardozo elogiou a ocupação desencadeada nas três favelas do Rio Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu. "Foi uma operação exemplar."
Para o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, a operação de ocupação deste domingo acabou com o "jugo do fuzil" na favela da Rocinha. Ele se referia ao controle dos traficantes sobre os moradores da comunidade.
Uma bandeira do Brasil e outra do Estado foram hasteadas no alto da favela da Rocinha, zona sul do Rio, por volta das 12h50. O hasteamento símbolo da tomada da favela pelas forças de segurança ocorreu na localidade conhecida como curva do S.
Sites de notícias internacionais como o espanhol "El País", a rede de TV norte-americana CNN e o britânico "Guardian", entre outros, repercutiram a Operação Choque de Paz, o primeiro passo para a instalação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) nas comunidades.
A Rocinha se destaca particularmente por ser uma das maiores do Rio e sua pacificação é chave para a política de segurança da gestão do governador Sérgio Cabral (PMDB).
Os policiais vasculharam ainda a casa de luxo de Sandro Luis Amorim, conhecido como Peixe, em busca de drogas.
Considerado o chefe da segurança de Nem, Peixe foi preso na última sexta-feira, quando a polícia realizava uma operação na favela Vila Vintém, na zona oeste, para coibir a fuga de traficantes. Além de Peixe, outros nove homens foram presos na operação.
A Vila Vintém era apontada como o principal reduto da ADA (Amigo dos Amigos), facção criminosa que vinha comandando o tráfico de drogas na Rocinha nos últimos anos.

Folha Online

Professor ateia fogo em jovem por causa de dívida de acidente de trânsito

Uma rapaz de 20 anos sofreu atentado e teve o rosto completamente queimado, além do pescoço e do tórax, ao tentar receber o pagamento de uma dívida em razão de um acidente de trânsito. Rafael Lourenço da Silva Júnior faz manutenção em computadores e estava na casa de um cliente quando sua moto, que estava estacionada, foi atingida por um veículo e ficou totalmente destruída. O autor do acidente, que aconteceu há cerca de dois meses, se comprometeu a pagar os estragos. Mas há uma semana, quando Rafael foi até a casa dele para receber parte do dinheiro, o agressor jogou um copo de álcool e com um isqueiro, ateou fogo na vítima.
Os pais do jovem estão indignados e procuraram o Correio do Estado para denunciar o caso, que classificam como “absurdo”. Eles contam que o filho estava no residencial Apoena Meireles, onde mora um cliente de Rafael, que é vizinho do homem que bateu na moto. O veículo estava estacionado em frente ao condomínio quando o autor, que é professor e servidor da Secretaria Estadual de Educação (SED), chegou com seu carro, um Celta, e acertou em cheio a moto de Rafael.
Segundo o pai da vítima, Rafael Lourenço da Silva, testemunhas do fato disseram que o motorista estava alcoolizado. Rafael chamou o pai e um dos irmãos para conversar com o autor e ele concordou em pagar o conserto da moto. “Ele disse que ia arcar com o conserto e por isso nem chamamos a polícia”, conta o pai.
Todos saíram do local tranquilos e no dia seguinte Rafael foi até uma oficina para avaliar o valor do conserto, que ficou em R$ 1,8 mil. Ele telefonou ao professor informando o preço e este disse que “pagaria em parcelas”. A mãe de Rafael conta que servidor público entregou cerca de R$ 1 mil para os primeiros consertos e que o restante seria pago depois. “Foi então que ele chamou meu filho para ir até a casa dele pegar parte do dinheiro, uns R$ 300, no domingo de manhã. Meu filho foi e aconteceu isso”.
No dia do atentado os pais de Rafael foram até a delegacia prestar queixa e contaram que em um dos pagamentos feitos pelo professor, ele teria ameaçado a vítima dizendo que pagaria o conserto, mas que “não ficaria assim”. “Eu falei pra ele que isso era ameaça e que ia procurar a polícia para registrar queixa, quando ele falou: “não, fica tranquilo, esquece o que eu falei”.
Álcool
O pai de Rafael conta que no sábado (5 de novembro) o professor ligou várias vezes pedindo para que o filho fosse pegar os R$ 300. Como não pôde, ele foi lá no domingo de manhã. “Meu filho me contou que ele chegou na casa do professor, entrou e foi beber um copo de coca-cola que o professor ofereceu. No que ele foi pegar o copo, o professor pegou outro copo que estava na mesa, cheio de álcool e jogou no rosto do meu filho e acendeu o isqueiro”.
Segundo o relato de Rafael a seu pai, ao entrar na casa do servidor público ele percebeu os dois copos em cima da mesa - um com coca cola e outro com o que parecia ser água. O filho também teria notado o isqueiro na mão do professor, mas como ele fuma, não achou estranho. “No que ele jogou o álcool e acendeu o isqueiro no rosto do meu filho ele saiu correndo e deixou o menino sozinho na casa. Foi quando o Rafael foi para o banheiro jogar água e começou a gritar por socorro”.
O rapaz teve queimaduras de primeiro e segundo graus no rosto e no tronco, conforme boletim médico da Santa Casa. Ele vai precisar passar por uma cirurgia plástica para reconstruir a face e desde o domingo do atentado está internado no hospital.
Investigação
“A polícia ainda não fez nada, mas o delegado disse que vai chamar o professor para depoimento. O que queremos é que ele arque com o que fez e assuma seu erro”, afirmou.
O delegado que cuida do caso, Weber Luciano de Medeiros, da 2ª Delegacia de Polícia, explica que os fatos estão sendo apurados e que o autor, “por ser conhecido em Campo Grande”, será facilmente encontrado. O inquérito policial já foi instaurado e o autor pode ser indiciado por lesão corporal gravíssima.
A reportagem não conseguir localizar o agressor para ouvir sua versão, por isso, o nome dele não foi mencionado.

correiodoestado

Deputados criticam investidas contra conquistas da população negra

Em sessão solene realizada nesta sexta-feira (11) para homenagear o Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, deputados ressaltaram que é preciso organizar o povo negro para lutar contra a investida dos que são contra suas conquistas.
O deputado Luiz Alberto (PT-BA) lembrou que o direito das comunidades quilombolas à terra em que vivem e as cotas raciais estão sendo questionados no Supremo Tribunal Federal (STF). “A decisão do STF será importante para essa comunidade que precisa da terra para sobreviver”, disse.
Também autor do requerimento para realização do evento, o deputado Amauri Teixeira (PT-BA) dedicou a sessão solene aos quilombolas, especialmente aos do Rio dos Macacos, na Bahia, que estão sendo ameaçados de serem desalojados pela Marinha do Brasil.
Teixeira também criticou o questionamento das cotas raciais no STF. Na opinião do parlamentar, as comunidades afrodescendentes precisam de mais políticas públicas. “Nós avançamos, mas ainda estamos muito longe de ter os negros no patamar em que devem estar”, observou.
Ano Internacional dos Afrodescendentes Luiz Alberto informou que nos dias 17 a 19 próximos será realizado, em Salvador (BA), o Encontro Mundial do Ano Internacional dos Afrodescendentes. De acordo com o parlamentar, o evento deverá contar com a presença de 12 chefes de Estado e discutirá os avanços e perspectivas para a população negra do mundo.
Luiz Alberto informou ainda que ocorrerá na Bahia, no dia 20, ato público com a participação de todas organizações negras do Brasil. “A Câmara dos Deputados se insere neste contexto e realiza essa sessão solene”, disse o parlamentar, um dos autores do requerimento para realização da homenagem.
Vítimas de violência e desrespeito Por sua vez, o deputado Luiz Couto (PT-PB) afirmou que o negro continua sendo vítima de violência e desrespeito no Brasil. Ele assinalou que as execuções sumárias, em sua maioria, são de jovens pobres afrodescendentes. Além disso, observou o parlamentar, quem está no trabalho escravo são negros, nordestinos e analfabetos. “Essa é uma questão que deve ser enfrentada no Brasil”, alertou o parlamentar.
Estatuto da Igualdade Racial
Em mensagem lida pelo deputado Luiz Alberto, o presidente da Câmara, Marco Maia, destacou a aprovação, pelo Congresso, do Estatuto da Igualdade Racial, que procura corrigir as injustiças cometidas contra os negros. Entre os principais pontos do Estatuto da Igualdade Racial, está a obrigatoriedade do ensino da história da população negra no Brasil, o reconhecimento da capoeira como esporte e a garantia de linhas de crédito para os remanescentes de quilombos.
Marco Maia salientou ainda que a celebração do Dia Nacional da Consciência Negra tem significado especial, pois 2011 foi escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) o ano dos afrodescendentes.
Desde o início da década de 1970, os brasileiros têm comemorado o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro. A data foi escolhida justamente por ter sido o dia em que Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra ao regime escravocrata, foi assassinado, em 1695. Seu objetivo é fazer refletir sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e sobre a igualdade racial.
O deputado Edson Santos (PT-RJ), que também propôs a homenagem, lembrou que a instituição da data é “uma conquista do movimento negro brasileiro” e marca não apenas a importância da cultura negra para o País, mas também a luta para que as dívidas históricas com a população negra sejam reconhecidas.

Persistir na guerra fiscal pode causar fuga de empresas em Mato Grosso do Sul

Mesmo com a decisão unânime do Supremo Tribunal Federal (STF), declarando inconstitucionais as leis estaduais que concediam reduções e isenções fiscais, Mato Grosso do Sul e outros três Estados, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo, restabeleceram os benefícios julgados ilegais, fraudando decisão de última instância.
Se mantida esta injusta e ilegal prática, que torna confuso o sistema tributário, empresas que hoje venham a se beneficiar destes incentivos poderão ser contestadas na Justiça e obrigadas a ressarcirem o erário, no futuro.
Estados que tiveram as leis estaduais de incentivos fiscais do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), derrubadas pelo STF, ignoram a decisão ou optaram por fazer ajustes utilizando brechas que contornam a imposição legal, levando o Supremo a examinar meios para conter essa prática.
Os benefícios foram derrubados, pois não haviam sido previamente aprovados pelo Conselho Nacional de Política Monetária (Confaz), que só toma decisões unânimes, o que pode provocar a declaração da inconstitucionalidade da própria lei, não só a forma como elas foram aprovadas.
Para impedir os governos estaduais de reeditar normas derrubadas, o Supremo pode vir a editar súmula vinculante, o que evidenciaria falhas no pacto federativo. A questão exige ampla discussão que englobe o sistema tributário, mas, no momento parece não haver condições políticas adequadas.

Ultraje a Rigor "sai no tapa" e xinga Chris Cornell em show

Após a mudança no cronograma dos shows dos palcos principais dos SWU, a apresentação do Ultraje a Rigor começou quente. Uma troca de empurrões entre a equipe da banda brasileira e do americano Chris Cornell que se apresenta em seguida agitou ainda mais o show já na primeira música. Em seguida, Roger Moreira, líder do Ultraje, dedicou ao vocalista do Soundgarden a música Filha da Puta. "Espero que eles entendam um pouco de português."
A mudança no cronograma dos shows aconteceu por conta de uma forte rajada de ventos e chuva. Para não atrasar ainda mais o festival, os organizadores anteciparam a apresentação da Tedeschi Trucks Band. Com isso os shows de Ultraje a Rigor e Chris Cornell acontecem na seqüencia e no mesmo palco, o Consciência. O Ultraje abriu a apresentação com Zoraide. Ao fim canção Roger brincou: "o Chris Cornell, hoje, é nosso roadie". Em seguida, Ricardo Moreira, irmão do vocalista envolveu-se em um empurra-empurra com troca de tapas e socos entre as equipes das duas bandas. "Gringo vem aqui e acha que pode cagar na nossa cabeça." A briga incendiou ainda mais o público.
O Ultraje prosseguiu com o show tocando Ah, Se Eu Fosse Homem e Independente Futebol Clube. Na sequência mais um recado para Cornell. "Nós sabemos o nosso lugar. Sabemos que os melhores tocam depois. Essa música para para eles. Espero que entendam um pouco de português", ironizou antes de executar Filha da Puta. O show do Ultraje contou ainda com outros clássicos roqueiros do grupo como Volta Comigo, Ciúmes, Rebelde Sem Causa, Pelado e Nós Vamos Invadir Sua Praia.
Coincidência ou não, há um ano Roger se envolveu em um entrevero com um amigo de Cornell. Durante sua passagem pelo Brasil no SWU do ano passado, o guitarrista Tom Morello do Rage Against The Machine declarou, no Twitter, apoio à presidente Dilma Rousseff e ao Movimentos dos Trabalhores Sem Terra (MST). Roger respondeu à mensagem de Morello com um "What the fuck do you know, you asshole?" (algo como: "que p... você sabe, seu c...?") Morello e Cornell foram companheiros de banda no Audioslave.

Diabetes causa uma morte a cada dez segundos em todo o mundo

Estima-se que haja, pelo menos, 300 milhões de pessoas com diabetes em todo o mundo, e no Brasil, são cerca de 11 milhões de portadores, segundo dados do Ministério da Saúde e de sociedades médicas.
No Dia Mundial do Diabetes, lembrado hoje (14), o foco da campanha global, pelo terceiro ano seguido, é orientar a população para prevenir a doença, que mata uma pessoa a cada dez segundos no mundo - conforme estatística da Federação Internacional de Diabetes, ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS).
O desconhecimento sobre o que é a doença, os sintomas e o tratamento tem sido um dos obstáculos para conter essa epidemia global. A própria federação internacional estima que metade das pessoas não sabe que tem diabetes.
Apesar de muitos brasileiros terem um parente ou amigo com a doença, parte deles não sabe como evitá-la. “Muitos têm contato, mas não conseguem ajudar a pessoa próxima [com a doença]. E ficam incapazes de prevenir nelas mesmas”, alerta o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Walter Minicucci.
O diabetes tipo 2, que atinge mais pessoas, ocorre quando há aumento da taxa de açúcar (glicose) no sangue. Os sinais mais comuns são a sede excessiva, a perda de peso, a fome exagerada, a vontade de urinar muitas vezes, a difícil cicatrização de feridas, a visão embaçada, o cansaço e infecções frequentes. Alguns dos fatores de risco são a obesidade, o sedentarismo e o histórico familiar com casos da doença.
A prática de exercícios físicos e a alimentação equilibrada ajudam a evitar o diabetes tipo 2, que não tem cura.
Quando o diabetes não é tratado, aumenta o risco de o paciente ter um ataque cardíaco, ficar cego ou sofrer amputação de uma perna.