sexta-feira, 23 de março de 2012

Angiotomografia permite ver claramente se há gordura ou cálcio nas artérias. Médico deve indicar se o paciente tem risco alto, moderado ou leve.


O Bem Estar desta terça-feira (20) mostrou como funciona o exame de angiotomografia de artéria coronária, um grande avanço da medicina, segundo os médicos. No estúdio, os cardiologistas Roberto Kalil e Luiz Francisco Ávila falaram sobre os benefícios da nova tecnologia e explicaram como ocorre o infarto.
Ao contrário dos exames funcionais como o eletrocardiograma de esforço, o ecocardiograma de estresse e os exames da medicina nuclear que só conseguem detectar a artéria com mais de 70% de obstrução, a angiotomografia fornece um diagnóstico precoce e permite ver claramente se há gordura ou cálcio acumulados nas paredes arteriais mesmo com 5% de obstrução.
O aparelho de tomografia computadorizada multislice é usado para fazer o exame e é uma tecnologia moderna que permite que o médico veja uma imagem 3D das artérias coronárias. O exame é feito com um tomógrafo (aparelho de Raio X) acoplado a um eletrocardiograma. O médico localiza o coração e injeta um contraste para que as artérias possam ser visualizadas num monitor.
A tomografia é muito rápida, leva cerca de 5 segundos para captar a imagem do coração do paciente com cortes milimétricos feitos em todo órgão. Os novos aparelhos têm 1 ou 2 tubos de Raio X e entre 256 a 320 detectores, que fazem em segundos cortes milimétricos na imagem. Este número é muito maior que outros tomógrafos, que chegam a ter somente uma ou duas fileiras de detectores, utilizados para radiologia geral. Essa rapidez também diminuiu a radiação do aparelho.

De olho em 2014, Puccinelli criará secretaria para Nelsinho no governo


Para pavimentar a permanência do PMDB no comando do Executivo estadual, o governador André Puccinelli (PMDB) confirmou, na manhã desta sexta-feira (23), criar secretaria para tirar o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) do “sereno” e garantir relação constante com todos os municípios sul-mato-grossenses.
“Faremos uma Secretaria de Desenvolvimento de Relações Interinstitucional Municipal para ele assumir”, disse Puccinelli, em evento na governadoria. Segundo ele, a missão de Nelsinho será receber as reivindicações dos prefeitos dos 79 municípios do Estado e articular com o governo para atender os pedidos.
Na reta final do mandato em Campo Grande, Nelsinho, pré-candidato a governador pelo PMDB, ficaria dois anos no “sereno”, ou seja, sem cargo público. Um dos planos dele para não cair esquecimento é encerrar com “chave de ouro” seu mandato.
Indagado sobre seu destino a partir de 2013, o prefeito afirma ter várias opções, uma delas, inclusive, seria assumir cargo no governo. No caso de não surgir a oportunidade, ele planeja voltar a atuar como médico urologista ou percorrer o Estado ministrando palestras sobre sua experiência no comando da maior prefeitura de Mato Grosso do Sul.
Além de Nelsinho, estão de olho na sucessão de Puccinelli a vice-governadora Simone Tebet (PMDB) e o senador Delcídio do Amaral (PT).

A seis meses da eleição, governador afirma contar com o apoio de nove partidos a Giroto


Para afastar chances de debandada do arco de aliança do PMDB na sucessão da Prefeitura de Campo Grande, o governador André Puccinelli (PMDB) revelou, nesta sexta-feira (23), já contar com o apoio de nove partidos à pré-candidatura do deputado federal Edson Giroto (PMDB).
Segundo ele, além do PMDB, estão com o parlamentar o PR, DEM, PTC, PHS, PMN, PDT, PTdoB e PTB. DEM, PMN e PDT, no entanto, não oficializaram aliança com os peemedebistas.
“O PMDB não vai ficar sozinho”, garantiu Puccinelli. “Nosso partido e o PR já estão compostos, o PTB, o PTdoB e o DEM também anunciaram que vão ficar conosco”, acrescentou.
Questionado sobre a indicação do presidente regional do DEM, deputado estadual Zé Teixeira, de reproduzir aliança nacional e apoiar a pré-candidatura do deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB), o governador destacou que quem decidirá o rumo do partido na Capital será o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o vereador Airton Saraiva, principais lideranças da sigla na Capital. “Nos importa em termos de Campo Grande”, comentou Puccinelli sobre as lideranças democratas.
Em relação ao PMN, que cogita a pré-candidatura de Iara Costa à prefeitura, o governador indicou confiar no apoio do partido. “Eu tenho boa conversa com o bom valor chamado Iara Costa e com o Adalton Garcia (presidente regional do PMN) e creio que existe grande possibilidade de eles estarem conosco”, comentou.
Sobre o PDT, que neste sábado (24) ratifica a pré-candidatura de Dagoberto Nogueira a prefeito, Puccinelli disse que a fase de “namoro” com o partido já avançou para “algo com mais”.
Em 2008, na corrida pela reeleição do prefeito Nelsinho Trad (PMDB), o PMDB entrou no embate com o apoio de 18 partidos. No total, nove sinalizam seguir outro rumo neste ano.

Governador diz que quem resolve exclusividade dos consignados com o BB é o STJ


Durante solenidade na tarde desta quinta-feira (22), o Governador André Puccinelli disse não ser problema dele resolver a questão da exclusividade dos empréstimos consignados do Banco do Brasil.
“Quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) definir, está definido”, disse. Enquanto isso, servidores estaduais que se sentirem lesados com o contrato de exclusividade do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul com o Banco do Brasil para a realização de empréstimos consignados deve fazer o pedido para negociar com outro banco e enviar à Governadoria.
Quando questionado a respeito de ter que aprovar cada pedido, de servidor em servidor e se não seria mais fácil ele resolver logo a questão, André ironizou. “Eu não. Cada servidor tem o direito de pleitear e o Superior Tribunal é que vai definir”.
Apesar da situação instaurada na Justiça, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) instaurou em agosto de 2011 um processo administrativo em desfavor do Banco do Brasil a fim de apurar práticas relatadas por servidores públicos e determinou, à época, a concessão de medida preventiva determinando a cessação da prática de exclusividade nos contratos de empréstimos consignados.
Em setembro, o Banco do Brasil ingressou com embargos alegando obscuridades e contradições na decisão. O Cade suspendeu a execução da decisão até julgamento dos embargos e, após análise do recurso do Banco, o Conselho decidiu em novembro pelo restabelecimento da cessação da prática de exclusividade.
Como o Banco do Brasil tinha direito a recurso voluntário contra a medida preventiva, o impasse sobre a exclusividade continua para os servidores públicos. O recurso será julgado em data a ser definida. Após o julgamento, o Conselho dará prosseguimento a fase de instrução do processo administrativo.


quinta-feira, 22 de março de 2012

Comissão do Senado aprova dedução de gastos com remédios do IR


A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou hoje parecer favorável à proposta que permite deduzir despesas com medicamentos da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Física.
A proposta vai agora, em caráter terminativo, para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). "É um projeto meritório e não será isso que fará diferença no caixa do governo federal", disse o presidente da CAS, senador Jayme Campos (DEM-MT), sobre a proposta de autoria do senador Cyro Miranda (PSDB-GO), relatada pela senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO).
O senador Wellington Dias (PT-PI) quer garantir que o projeto seja aprovado na CAE, sem "desvios" ou "excessos de abatimentos de qualquer natureza".

Senador: político ganha pouco e 15º salário não é irregular


O senador Ivo Cassol (PP-RO) suspendeu nesta terça-feira a votação do projeto que acaba com o pagamento dos 14º e 15º salários a deputados e senadores. Conforme o parlamentar, o pagamento não é irregular. Ele pediu que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado adie a votação. "O político no Brasil é muito mal remunerado porque tem que atender com passagem, dar remédio, ser patrono de formatura. Se bater alguém na sua porta pedindo uma Cibalena (analgésico), você não vai dar?", disse. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
Cassol sugeriu ainda que os deputados e senadores contrários ao pagamento dos salários extras devolvam o dinheiro aos cofres públicos. O projeto é da ministra e senadora licenciada Gleisi Hoffmann. Para ela, o pagamento só fazia sentido quando os meios de transportes eram mais difíceis. "Hoje os membros do Congresso Nacional têm a possibilidade de retornar à sua base eleitoral a cada semana", disse.

Zeca diz abrir mão de candidatura ao Senado para apoiar Puccinelli em chapa com Delcídio


O ex-governador Zeca do PT declarou nesta segunda-feira (19) estar disposto a deixar de lado a rivalidade política e abrir mão de sua pré-candidatura ao Senado para apoiar “dobradinha” do governador André Puccinelli (PMDB) com o senador Delcídio do Amaral (PT), nas eleições de 2014.  Para ele, está na hora de os partidos reproduzirem no Estado aliança nacional e se unir em torno da candidatura de Delcídio ao governo e de Puccinelli ao Senado.
“Não tem aliança nacional do PT com o PMDB? Então não vejo problema nenhum em nos unirmos em Mato Grosso do Sul”, disse Zeca. Indagado sobre os anos de rivalidade com o PMDB no Estado e, principalmente, com Puccinelli, ele frisou que o importante “é um programa de governo com desenvolvimento em todos os setores”.
Nas eleições de 2010, quando confrontou diretamente o atual governador nas urnas, Zeca não aceitou abrir mão de sua candidatura em nome da aliança nacional de PT com PMDB.
Relação sob suspeita
Em relação às falas de apoio do governador ao prefeito Nelsinho Trad (PMDB) em 2014, Zeca colocou em xeque a relação dos dois. “O que eu ouço falar é que o André não gosta dos Trad”, comentou. “Talvez ele essa união só dure até o fim das eleições municipais”, emendou, sugerindo a possibilidade de o governador declarar apoio à pré-candidatura de Nelsinho ao governo apenas para conseguir eleger seu candidato em Campo Grande, o deputado federal Edson Giroto (PMDB).
No caso de o PMDB manter o projeto de candidatura própria, Zeca promete lutar por vaga de senador na chapa de Delcídio. Antes, no entanto, ele defendeu união da oposição nas eleições municipais. “2012 indicará quem vencerá em 2014”, frisou.