Deputados estaduais do PT se manifestaram hoje na Assembleia Legislativa contra a postura do governador André Puccinelli (PMDB), candidato à reeleição, neste período eleitoral. Os petistas acusaram Puccinelli de compra de votos, perseguição eleitoral e de constranger servidores públicos a apoiarem candidatos de sua coligação.
A acusação de compra de votos partiu do deputado estadual Paulo Duarte (PT) em análise à declaração dada pelo governador em Corumbá (terra natal do petista) quando ele prometeu ampliar o número de beneficiários do programa Vale Renda caso candidato a deputado estadual, Oséas Ohara, que ele apoia no município, se eleja.
“Eu quero continuar com o Vale Renda, que tem 2500 famílias cadastradas. Mas... Se... Se o Oséas se eleger, e depende de vocês, esse número pode dobrar”, condicionou durante discurso gravado em vídeo divulgado pelo Midiamax. Veja abaixo.
O deputado Duarte se indignou. “Se isso não é uma compra de votos, não sei mais o que é”, disse. O parlamentar afirma que tem sido perseguido eleitoralmente pelo governador. “Ele me chama de Paulo do Mal e pede às pessoas para não votarem em mim”, relatou.
Duarte diz ainda que tem sido vigiado em sua campanha eleitoral. “Às vezes tem carros que ficam parados em frente ao nosso comitê vigiando (...) Qualquer coisa que venha a me acontecer eu responsabilizo o governador do Estado”, acusa.
Outro petista que também afirmou conhecer indícios de irregularidades praticadas pelo grupo do governador nesta campanha foi Pedro Kemp. Segundo ele, há um e-mail sendo distribuído a servidores da área da Educação que convocam servidores para reuniões políticas de candidatos ligados a Puccinelli. Kemp revelou que está juntando o material encaminhado para detalhar o assunto com mais subsídio.
Outro lado
Líder do governo na Assembleia, o deputado estadual Youssif Domingos (PMDB) disse que “não havia nada demais” no fato de o governador prometer a ampliação do programa Vale Renda, visto que tal meta já consta do programa de governo dele.
Sobre o fato de Puccinelli ter condicionado a eleição de um aliado ao aumento no número de beneficiários, Youssif descartou atitude eleitoreira. “Aquilo foi força de expressão. Ampliar o programa social está no seu programa de governo”, repete.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
Zeca faz carreata em Três Lagoas e recebe apoio de Ratinho
A primeira carreata nas eleições de 2010 foi realizada pela coligação força do povo no dia de hoje em Três Lagoas na visita de Zeca do PT, empolgando moradores e comerciantes no centro da cidade. Zeca do PT e sua caravana que contou com cerca de 200 veículos, entre militantes, aliados e apoiadores, circularam por vários bairros da cidade, encerrando a carreata por volta do meio dia, em frente a antiga praça das Bandeiras, areá central da cidade e que estava totalmente tomada de gente , por conta da data de comemoração do dia dos pais. Na região central o trajeto foi realizado a pé, quando Zeca, acompanhado pelo candidato a Senador Dagoberto Nogueira, a candidata a primeira suplente Gilda do PT, e pelos candidatos da coligação no municipio e região: Gilmar Garcia Tosta ( candidato a dep. estadual pelo PT), Iara Neves ( candidata a dep. Federal/ PT) e Ângelo Guerreiro, (candidato a deputado estadual pelo PDT), pediam votos e cumprimentavam comerciantes e pais pela data, ouvindo queixas de arrocho fiscal no comércio e apresentando sugestões e propostas.
O candidato chegou a assinar m frente de centenas de testemunha na rua Paraíba, em frente aloja de um comerciante de Tecidos, seu panfleto com os compromissos de redução de impostos, quando foi solenemente aplaudido. Ao encontrar o comerciante e empresário ( x- presidente do PMDB no muncipio) João Juniz Júnior Zeca parou para ouvir diversas queixas do representante do comércio que disse “ os comerciantes estão sofrendo com o terrorismo fiscal, e que o pagamento antecipado de tributos está impossibilitando o desenvolvimento do comércio, trazendo o desemprego para alguns setores “.
A recepção calorosa empolgou e emocionou Zeca diversas vezes, antes mesmo de iniciar a carreata, ainda no aeroporto obteve outra surpresa ao se encontrar com o apresentador do SBT, Antonio Carlos Massa, o Ratinho, que lhe desejou sucesso e declarou apoio em entrevista as rádios e TVs da região. Ratinho também se queixou, que recorda de que quando foi produtor Rural em Mato Grosso do sul, “ lembro com saudades que no tempo do Zeca do PT as estrads vicinais tinham manutenção ao contrario do que ocorre hoje. Acabei vendendo minha propriedade na região de Camapuã e torço para que o Zeca volte pra que eu possa investir novamente neste estado que aprendi a gostar.
Ratinho criticou ainda o atual governo , pela falta de uma política de turismo que divulge um estado com belezas tão naturais por isso acredita que o povo está com Zeca “o Zeca é gente boa, é uma pessoa maravilhosa, um cara totalmente de bem, eu gosto muito dele e estou torcendo que ele seja o nosso próximo governador, digo isso, porque me sinto em cãs no Mato Grosso do Sul”, finalizou Ratinho.
Ainda, durante a caminhada pelo centro de Três Lagoas, Zeca do PT voltou a se emocionar ao reencontrar velhos companheiros como o Sr. Generino Ferreira, que também não escondia sua felicidade: “Zeca é tudo pra mim. Lá em casa ele tem 28 votos.”.
Anderson Garcia, policial civil disse que a classe vota no Zeca pois ele foi o melhor governador para a área de Segurança Pública e finalizou dizendo “Ele foi muito bom patrão, bem diferente deste que está de plantão.”
O agente penitenciário, Tiago Gimenez Giraldeli, disse que já havia encontrado esta semana com Zeca do PT em Brasília e que o principal motivo que o levará a votar nele é que ele não esconde sua posição na luta pela PEC 308” ele tem posição definida, não é só de fahada’, revelou desconfiando dos que tratam da questão “ com demagogia e de forma eleitoreira”.
A estudante , Francielly Caroliine confessou que vai votar pela primeira vez e que o candidato é o Zeca porque ele é o que mais se esforça pela comunidade, “ é sincero e fala as coisas com o coração e não falsidade.”Sr. Geraldo Maciel, aposentado disse que é preciso eleger o Zeca e a Dilma porque o Brasil só desenvolveu com o PT no comando e temos que seguir e continuar com este caminho, “ pois está dando certo.”
Paulo Vítor que foi eleito durante o segundo mandato de Zeca do PT como prefeito Mirim de Três Lagoas e hoje trabalha no comércio local, também clamou pela volta do Zeca “ pois foi a melhor administração que o Mato Grosso do Sul já teve e com certeza terá de novo” .
Ainda em Três Lagoas, Zeca do PT participou na parte da tarde e inicio da noite, de uma caminhada no Bairro Jardim das violetas, se reuniu com apoiadores do candidato Ângelo Guerreiro (PDT) e á noite, finaliza sua agenda, participando da inauguração do comitê do candidato Gilmar Garcia Tosta (PT) no salão de eventos Vieira.
Governo Lula vai deixar uma conta de R$ 90 bilhões para próximo presidente
Após oito anos de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará a seu sucessor um bolo de pagamentos pendentes de R$ 90 bilhões, segundo estimativa da área técnica. Será um novo recorde, superando os R$ 72 bilhões de contas penduradas que passaram de 2009 para 2010.
Após oito anos de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará a seu sucessor um bolo de pagamentos pendentes de R$ 90 bilhões, segundo estimativa da área técnica. Será um novo recorde, superando os R$ 72 bilhões de contas penduradas que passaram de 2009 para 2010.
Essas despesas que passam de um ano para outro são os chamados "restos a pagar" e ocorrem porque os ministérios muitas vezes contratam uma obra que não é concluída até dezembro. Como o governo se comprometeu (empenhou) a pagar a despesa, a conta acaba sendo jogada para o ano seguinte.
Os restos a pagar são uma ocorrência rotineira na administração pública, mas a conta se transformou numa bola de neve por causa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
À medida que as obras vão saindo do papel, o volume de despesas que ultrapassa o prazo de um ano vai aumentando, chegando ao ponto em que os restos a pagar são quase iguais ao total de investimentos previsto no ano.
Após oito anos de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará a seu sucessor um bolo de pagamentos pendentes de R$ 90 bilhões, segundo estimativa da área técnica. Será um novo recorde, superando os R$ 72 bilhões de contas penduradas que passaram de 2009 para 2010.
Essas despesas que passam de um ano para outro são os chamados "restos a pagar" e ocorrem porque os ministérios muitas vezes contratam uma obra que não é concluída até dezembro. Como o governo se comprometeu (empenhou) a pagar a despesa, a conta acaba sendo jogada para o ano seguinte.
Os restos a pagar são uma ocorrência rotineira na administração pública, mas a conta se transformou numa bola de neve por causa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
À medida que as obras vão saindo do papel, o volume de despesas que ultrapassa o prazo de um ano vai aumentando, chegando ao ponto em que os restos a pagar são quase iguais ao total de investimentos previsto no ano.
Lula admite que pode voltar em 2014 se Dilma perder eleições
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu pela primeira vez que pode voltar a disputar a Presidência da República em 2014 se sua candidata presidencial, Dilma Rousseff (PT), perder as eleições este ano. Ele defendeu, no entanto, a reeleição da pestista em caso de vitória em outubro.
Em entrevista à revista IstoÉ, Lula contou como escolheu Dilma e despertou nela seu “animal político”. O presidente também provocou o candidato tucano à Presidência, José Serra, falou da presidenciável Marina Silva (PV) e pediu seis meses para pensar no futuro depois de entregar a faixa presidencial.
Em entrevista à revista IstoÉ, Lula contou como escolheu Dilma e despertou nela seu “animal político”. O presidente também provocou o candidato tucano à Presidência, José Serra, falou da presidenciável Marina Silva (PV) e pediu seis meses para pensar no futuro depois de entregar a faixa presidencial.
Governador flagrado usando Vale Renda para pedir votos para deputado estadual em Corumbá
O governador André Puccinelli, candidato à releeição pelo PMDB, foi flagrado prometendo dobrar o número de famílias atendidas pelo programa social Vale Renda em troca da eleição do candidato a deputado estadual Oseas Ohara, que ele apóia em Corumbá.
A proposta, que constrangeu até correligionários presentes, foi gravada durante a inauguração do comitê de Ohara na última segunda-feira (2), na Cidade Branca.
“Eu quero continuar com o Vale Renda, que tem 2500 famílias cadastradas. Mas... Se... Se o Oséas se eleger, e depende de vocês, esse número pode dobrar”, condiciona Puccinelli arrancando aplausos da platéia.
Procurado para comentar a declaração enquanto participava de uma caminhada na região do Grande Santo Amaro, em Campo Grande, o governador negou que tenha dito o que foi gravado em áudio durante o evento político na presença de dezenas de pessoas. “Não é verdade. O que eu falei foi: Elejam o Oséas, depois me peçam o que quiserem”, afirmou.
Condicionar o acesso a bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, exceto nos casos de calamidade pública ou de emergência é uma conduta vedada aos candidatos pela Legislação Eleitoral. O parágrafo 10 do artigo 73 da Lei 9.504, de 1997, inclusive cita os casos de programas sociais autorizados em lei, que podem continuar desde que já estejam em execução orçamentária no exercício anterior. Nestes casos, a Lei especifica que o Ministério Público poderá “promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa”.
“No ano em que se realizar eleição, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o Ministério Público poderá promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa.” (cf. § 10 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997).
Vale Renda sob suspeita até no PMDB
O uso indevido do Vale Renda, projeto estadual que distribui dinheiro para famílias carentes, já está na justiça desde junho de 2009, quando Paulo Cesar Barbizan, vereador em Sete Quedas pelo próprio partido de Puccinelli, PMDB, conseguiu um mandado de segurança para obter informações sobre os valores e o número de famílias favorecidas pelo programa.
Em 14 de junho, a 2ª Vara Cível do TJ-MS concedeu o direito ao vereador de saber como estava sendo distribuído o dinheiro do Vale Renda, mas o governo, através da Procuradoria Geral do Estado, recorreu contra a decisão. Antes, o vereador peemedebista já havia conquistado duas vitórias judiciais contra o chefe do PMDB estadual, todas protestadas por meio de recursos.
Governador garante "votos lá fora"
A participação de Puccinelli na inauguração do comitê do médico Oséas deixou correligionários do governador com ciúmes. Na mesma noite em que garantiu publicamente que daria “estrutura e apoio” para Ohara, o candidato peemedebista já havia participado da inauguração de mais dois comitês, dos candidatos Julio Trajano e Rose Benzi.
“Aqui tem potencial para eleger, aqui dentro, três deputados. Eu quero o Oséas”, garantiu André referindo-se aos planos eleitorais para Corumbá à platéia formada basicamente por cabos eleitorais da coligação. Para Waldemir Moka, candidato ao senado, e Esacheu Nascimento, candidato a deputado federal, o governador determinou: “Vocês vão ter que pedir aos seus eleitores para votar no Oséas”.
“Doutor Oséas”, como é conhecido o médico, foi eleito o vereador mais votado de Corumbá. No evento político, organizado no Barracão de Zinco, André desafiou os cabos eleitorais para fazerem do candidato o mais votado para deputado estadual. “Ele precisa de alguns votos lá fora. Lá, nós encaminharemos. Lá, me encarregarei eu para complementarmos os votos necessários para ele chegar à Assembléia Legislativa”, prometeu.
A proposta, que constrangeu até correligionários presentes, foi gravada durante a inauguração do comitê de Ohara na última segunda-feira (2), na Cidade Branca.
“Eu quero continuar com o Vale Renda, que tem 2500 famílias cadastradas. Mas... Se... Se o Oséas se eleger, e depende de vocês, esse número pode dobrar”, condiciona Puccinelli arrancando aplausos da platéia.
Procurado para comentar a declaração enquanto participava de uma caminhada na região do Grande Santo Amaro, em Campo Grande, o governador negou que tenha dito o que foi gravado em áudio durante o evento político na presença de dezenas de pessoas. “Não é verdade. O que eu falei foi: Elejam o Oséas, depois me peçam o que quiserem”, afirmou.
Condicionar o acesso a bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, exceto nos casos de calamidade pública ou de emergência é uma conduta vedada aos candidatos pela Legislação Eleitoral. O parágrafo 10 do artigo 73 da Lei 9.504, de 1997, inclusive cita os casos de programas sociais autorizados em lei, que podem continuar desde que já estejam em execução orçamentária no exercício anterior. Nestes casos, a Lei especifica que o Ministério Público poderá “promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa”.
“No ano em que se realizar eleição, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o Ministério Público poderá promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa.” (cf. § 10 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997).
Vale Renda sob suspeita até no PMDB
O uso indevido do Vale Renda, projeto estadual que distribui dinheiro para famílias carentes, já está na justiça desde junho de 2009, quando Paulo Cesar Barbizan, vereador em Sete Quedas pelo próprio partido de Puccinelli, PMDB, conseguiu um mandado de segurança para obter informações sobre os valores e o número de famílias favorecidas pelo programa.
Em 14 de junho, a 2ª Vara Cível do TJ-MS concedeu o direito ao vereador de saber como estava sendo distribuído o dinheiro do Vale Renda, mas o governo, através da Procuradoria Geral do Estado, recorreu contra a decisão. Antes, o vereador peemedebista já havia conquistado duas vitórias judiciais contra o chefe do PMDB estadual, todas protestadas por meio de recursos.
Governador garante "votos lá fora"
A participação de Puccinelli na inauguração do comitê do médico Oséas deixou correligionários do governador com ciúmes. Na mesma noite em que garantiu publicamente que daria “estrutura e apoio” para Ohara, o candidato peemedebista já havia participado da inauguração de mais dois comitês, dos candidatos Julio Trajano e Rose Benzi.
“Aqui tem potencial para eleger, aqui dentro, três deputados. Eu quero o Oséas”, garantiu André referindo-se aos planos eleitorais para Corumbá à platéia formada basicamente por cabos eleitorais da coligação. Para Waldemir Moka, candidato ao senado, e Esacheu Nascimento, candidato a deputado federal, o governador determinou: “Vocês vão ter que pedir aos seus eleitores para votar no Oséas”.
“Doutor Oséas”, como é conhecido o médico, foi eleito o vereador mais votado de Corumbá. No evento político, organizado no Barracão de Zinco, André desafiou os cabos eleitorais para fazerem do candidato o mais votado para deputado estadual. “Ele precisa de alguns votos lá fora. Lá, nós encaminharemos. Lá, me encarregarei eu para complementarmos os votos necessários para ele chegar à Assembléia Legislativa”, prometeu.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Aprovação alta do PT projeta bancada recorde
Partido mais popular do país desde o ano 2000, o PT reconquistou o apoio que havia perdido durante a crise do mensalão e hoje é apontado como a legenda preferida por 25% dos eleitores, patamar mais alto de sua história.
O partido, que chegou a ter 24% de preferência em dezembro de 2004, despencou para 15% em fevereiro de 2006, oito meses após a denúncia do mensalão.
A recuperação começou depois da reeleição de Lula. Em dezembro de 2009, o PT atingiu 25% de preferência popular, valor que permanece estável desde então (os números são do Datafolha).
A retomada da popularidade em ano eleitoral pode ser vista como indicador de aumento da bancada petista na Câmara dos Deputados.
Levantamento feito pela Folha mostra que há 20 anos existe grande correlação entre o índice de preferência do PT e o total de votos que o partido obtém para seus candidatos a deputado federal.
Se a correlação se mantiver na disputa deste ano, o PT poderá eleger mais de cem deputados federais.
Em 1990, segundo o Datafolha, 9% dos eleitores afirmavam que o PT era seu partido preferido. A legenda teve então 10,2% dos votos e elegeu 7% dos deputados.
Em 1994, com 13% de preferência, teve 12,9% dos votos e 9,6% de deputados; em 1998, 11% de preferência, 11,2% dos votos e 11,3% de deputados; em 2002, 20% de preferência, 18,4% dos votos e 17,7% de deputados; em 2006, 16% de preferência, 14,9% dos votos e 16,2% de deputados federais.
A diferença entre a preferência do PT aferida pelo Datafolha e o percentual de votos do partido nunca superou 1,6 ponto percentual.
Já a discrepância em relação às bancadas eleitas é maior (3,4 pontos), em razão das coligações partidárias e sobretudo das distorções na distribuição das cadeiras da Câmara entre os Estados.
Na década de 90, o PT era mais forte no Sul e no Sudeste. Com 60% do eleitorado, as regiões tinham 49,6% das vagas na Câmara. Daí por que o partido conquistava menos cadeiras que votos.
O crescimento nos anos posteriores ocorreu sobretudo no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que têm proporcionalmente mais vagas. Em 2006, a legenda conseguiu mais cadeiras que votos.
O PT também chegou aos grotões. Em 1993, estava presente de forma organizada em cerca de 40% das cidades; em 2009, em 96%.
OUTROS
PARTIDOS
A preferência partidária não é um indicador necessário de intenção de voto.
Se a regra parece valer para o PT, no caso dos outros partidos não é possível encontrar correlação. Em 2006, por exemplo, o PSDB elegeu 12,9% dos deputados, mas tinha 5% de preferência. Já o PP, com 1% de preferência, elegeu 8% dos deputados.
O PT hoje é exceção quando o assunto é preferência partidária. Metade dos eleitores declara não ter nenhum partido predileto.
As demais siglas têm índices bem menores. O segundo colocado é o PMDB, com 7%, seguido pelo PSDB, com 5%.
O partido, que chegou a ter 24% de preferência em dezembro de 2004, despencou para 15% em fevereiro de 2006, oito meses após a denúncia do mensalão.
A recuperação começou depois da reeleição de Lula. Em dezembro de 2009, o PT atingiu 25% de preferência popular, valor que permanece estável desde então (os números são do Datafolha).
A retomada da popularidade em ano eleitoral pode ser vista como indicador de aumento da bancada petista na Câmara dos Deputados.
Levantamento feito pela Folha mostra que há 20 anos existe grande correlação entre o índice de preferência do PT e o total de votos que o partido obtém para seus candidatos a deputado federal.
Se a correlação se mantiver na disputa deste ano, o PT poderá eleger mais de cem deputados federais.
Em 1990, segundo o Datafolha, 9% dos eleitores afirmavam que o PT era seu partido preferido. A legenda teve então 10,2% dos votos e elegeu 7% dos deputados.
Em 1994, com 13% de preferência, teve 12,9% dos votos e 9,6% de deputados; em 1998, 11% de preferência, 11,2% dos votos e 11,3% de deputados; em 2002, 20% de preferência, 18,4% dos votos e 17,7% de deputados; em 2006, 16% de preferência, 14,9% dos votos e 16,2% de deputados federais.
A diferença entre a preferência do PT aferida pelo Datafolha e o percentual de votos do partido nunca superou 1,6 ponto percentual.
Já a discrepância em relação às bancadas eleitas é maior (3,4 pontos), em razão das coligações partidárias e sobretudo das distorções na distribuição das cadeiras da Câmara entre os Estados.
Na década de 90, o PT era mais forte no Sul e no Sudeste. Com 60% do eleitorado, as regiões tinham 49,6% das vagas na Câmara. Daí por que o partido conquistava menos cadeiras que votos.
O crescimento nos anos posteriores ocorreu sobretudo no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que têm proporcionalmente mais vagas. Em 2006, a legenda conseguiu mais cadeiras que votos.
O PT também chegou aos grotões. Em 1993, estava presente de forma organizada em cerca de 40% das cidades; em 2009, em 96%.
OUTROS
PARTIDOS
A preferência partidária não é um indicador necessário de intenção de voto.
Se a regra parece valer para o PT, no caso dos outros partidos não é possível encontrar correlação. Em 2006, por exemplo, o PSDB elegeu 12,9% dos deputados, mas tinha 5% de preferência. Já o PP, com 1% de preferência, elegeu 8% dos deputados.
O PT hoje é exceção quando o assunto é preferência partidária. Metade dos eleitores declara não ter nenhum partido predileto.
As demais siglas têm índices bem menores. O segundo colocado é o PMDB, com 7%, seguido pelo PSDB, com 5%.
Senado aprova US$ 312 milhões em empréstimos para MS
O plenário do Senado aprovou no início da noite desta terça-feira, 3 de agosto, dois empréstimos no valor total de US$ 312 milhões para Mato Grosso do Sul. Os pedidos de financiamento já haviam sido aprovados de manhã pela Comissão de Assuntos Econômicos-CAE, em sessão presidida pelo senador Delcídio do Amaral (PT/MS) e foram encaminhados a apreciação do plenário em regime de urgência.
A mensagem nº 229 de 2010 autoriza o governo do estado a contratar operação de crédito externo no valor de US$ 300 milhões para financiar o Programa de Transportes e Desenvolvimento Sustentável de Mato Grosso do Sul. O empréstimo será feito junto ao Bancon Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento – BIRD e tem o aval do governo federal. O outro financiamento, no valor de US$ 12 milhões, feito junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, se destina ao Programa de Modernização da Administração Tributária, Financeira e Patrimonial do Estado de Mato Grosso do Sul (PROFISCOMS).
Delcídio destacou a importância da aprovação dos empréstimos para o estado.
“É uma honra ter presidido a Comissão de Assuntos Econômicos em um momento tão importante quanto esse, quando se analisa um dos maiores financiamentos já concedidos a Mato Grosso do Sul. O desafio do nosso estado é logística, é infraestrutura, e nós vamos ter US$ 300 milhões para realizar obras que beneficiarão os pequenos, médios e grandes produtores rurais , os assentamentos e a população em geral. Além disso, tem mais US$ 12 milhões para aperfeiçoar a gestão pública.É uma vitória de todos nós, da bancada, do governo do estado, dos secretários e também do presidente Lula, que está junto conosco, dando o OK para que nós aprovássemos o empréstimo na CAE. Eu estou muito feliz , como sul-mato-grossense e como senador que representa o estado no Congresso Nacional”, disse Delcídio, que à tarde participou da mobilização realizada no plenário para aprovar as matérias.
Obras
O empréstimo para obras aprovado nesta terça-feira vai financiar o pacote MS Forte, lançado no ano passado pelo governo do estado. As obras, que serão contratadas em licitação internacional, estão divididas em 5 lotes : o primeiro prevê a pavimentação do trecho da MS-141 (Naviraí–Ivinhema- Angélica ) com 94 km de extensão. No lote II está a MS-145, do entroncamento com a MS-276 até o entroncamento com a Br-267, num trecho de 87 km. Já o lote III é composto pela MS-276, entre Indápolis e Deodápolis, com 62 km de extensão. O quarto lote prevê a reabilitação da rodovia MS-306 , entre Cantina Chapadão do Sul e Cassilândia, em um total de 143 km. O lote V é a reabilitação da rodovia MS-377, do entroncamento com a BR-262 até o entroncamento com a MS-112 , na altura do município de Inocência, num total de 128 km de extensão.
Para executar as obras, além dos US$ 300 milhões contratados através de empréstimo ao BIRD, o governo do estado entrará com uma contrapartida de US$ 75 milhões.
A mensagem nº 229 de 2010 autoriza o governo do estado a contratar operação de crédito externo no valor de US$ 300 milhões para financiar o Programa de Transportes e Desenvolvimento Sustentável de Mato Grosso do Sul. O empréstimo será feito junto ao Bancon Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento – BIRD e tem o aval do governo federal. O outro financiamento, no valor de US$ 12 milhões, feito junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, se destina ao Programa de Modernização da Administração Tributária, Financeira e Patrimonial do Estado de Mato Grosso do Sul (PROFISCOMS).
Delcídio destacou a importância da aprovação dos empréstimos para o estado.
“É uma honra ter presidido a Comissão de Assuntos Econômicos em um momento tão importante quanto esse, quando se analisa um dos maiores financiamentos já concedidos a Mato Grosso do Sul. O desafio do nosso estado é logística, é infraestrutura, e nós vamos ter US$ 300 milhões para realizar obras que beneficiarão os pequenos, médios e grandes produtores rurais , os assentamentos e a população em geral. Além disso, tem mais US$ 12 milhões para aperfeiçoar a gestão pública.É uma vitória de todos nós, da bancada, do governo do estado, dos secretários e também do presidente Lula, que está junto conosco, dando o OK para que nós aprovássemos o empréstimo na CAE. Eu estou muito feliz , como sul-mato-grossense e como senador que representa o estado no Congresso Nacional”, disse Delcídio, que à tarde participou da mobilização realizada no plenário para aprovar as matérias.
Obras
O empréstimo para obras aprovado nesta terça-feira vai financiar o pacote MS Forte, lançado no ano passado pelo governo do estado. As obras, que serão contratadas em licitação internacional, estão divididas em 5 lotes : o primeiro prevê a pavimentação do trecho da MS-141 (Naviraí–Ivinhema- Angélica ) com 94 km de extensão. No lote II está a MS-145, do entroncamento com a MS-276 até o entroncamento com a Br-267, num trecho de 87 km. Já o lote III é composto pela MS-276, entre Indápolis e Deodápolis, com 62 km de extensão. O quarto lote prevê a reabilitação da rodovia MS-306 , entre Cantina Chapadão do Sul e Cassilândia, em um total de 143 km. O lote V é a reabilitação da rodovia MS-377, do entroncamento com a BR-262 até o entroncamento com a MS-112 , na altura do município de Inocência, num total de 128 km de extensão.
Para executar as obras, além dos US$ 300 milhões contratados através de empréstimo ao BIRD, o governo do estado entrará com uma contrapartida de US$ 75 milhões.
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