sábado, 2 de julho de 2011

Dilma afasta cúpula dos Transportes após denúncias de cobrança de proprina

Quatro integrantes da cúpula do Ministério dos Transportes foram afastados de seus cargos hoje, por causa da revelação, pela revista Veja, de um suposto esquema de propinas montado para irrigar os cofres do PR.
Perderam os cargos o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, o presidente da Valec Engenharia, José Francisco das Neves, o Juquinha, o chefe de gabinete do Ministério dos Transportes, Mauro Barbosa Silva, e o assessor Luís Tito Bonvini.
Os quatro receberam telefonemas, hoje, do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que os informou do afastamento, a ser oficializado na segunda-feira pelo Palácio do Planalto. O próprio ministro, que também é presidente do PR, balança perigosamente no cargo. Logo pela manhã, ele telefonou para a presidente Dilma Rousseff e sugeriu o afastamento dos quatro. Informou, também, que abrirá uma sindicância e para isso pedirá apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).
De acordo com a Veja, o esquema montado nos Transportes era baseado na cobrança de propinas de 4% das empreiteiras e de 5% das empresas de consultoria que elaboram os projetos de obras em rodovias e ferrovias. Em troca do pagamento da propina, os fornecedores tinham garantia de sucesso nas licitações, eram beneficiados com superfaturamento de preços e tinham liberdade para fazer aditivos, o que também elevava o valor das obras.
Ainda conforme a revista, o produto dos desvios era dividido da seguinte maneira: a maior parte ia para o PR e uma parcela era distribuída aos parlamentares dos Estados em que a obra era realizada. O comandante informal do esquema seria o deputado Valdemar da Costa Neto (SP), secretário-geral do PR. Segundo empreiteiros ouvidos pela revista, Bonvini seria o "homem da pasta" e Mauro Barbosa, o "dono da chave".
O crescimento vertiginoso do custo dos empreendimentos teria levado a presidente Dilma Rousseff a convocar a cúpula dos Transportes para dar uma bronca daquelas. "Vocês ficam insuflando o valor das obras. Não há orçamento fiscal que resista aos aumentos propostos pelo Ministério dos Transportes. Eu teria de dobrar a carga tributária do País para dar conta", teria afirmado a presidente ao secretário executivo do ministério, Paulo Sérgio Passos, ao diretor de engenharia da Valec, Luiz Carlos Oliveira Machado e ao diretor do Dnit afastado do cargo, segundo relato da revista.
Ela teria dito ainda que eles precisavam de babá, e que agora passariam a ter três: "a Miriam, a Gleisi e eu". Ela se referia à ministra do Planejamento, Miriam Belchior, coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.
Entre os dados que irritaram Dilma, está o crescimento de 38% no orçamento de ferrovias em menos de um ano, de R$ 11,9 bilhões para R$ 16,4 bilhões, e um orçamento de R$ 1 bilhão para apenas um trecho da BR 116 entre Eldorado do Sul e Pelotas. As cidades estão a 270 quilômetros uma da outra

Para Lula, Itamar era um 'democrata'

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota de pesar pela morte do ex-presidente e senador Itamar Franco (PSDB-MG), neste sábado, 2. Lula destacou a dedicação de Itamar à vida pública e o modo como coordenou a política econômica do País quando assumiu a presidência, em 1992. Abaixo, a íntegra da nota, assinada por Lula e por sua esposa, Marisa Letícia:
“O senador e ex-presidente Itamar Franco foi um grande democrata, com uma vida pública dedicada ao Brasil. Mesmo nos momentos de divergência política mantivemos uma relação de profundo respeito e diálogo. Quando assumiu a presidência em um momento conturbado, em 1992, teve sabedoria para dialogar com toda a sociedade brasileira e ajudou o país a entrar em uma rota positiva na política,na economia e no social. No seu governo implementou o Plano Real, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) e engajou o governo federal no combate à fome, com o apoio a Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida, junto ao sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. A contribuição de Itamar Franco foi fundamental para a construção coletiva de um país democrático, mais justo e sem pobreza. Nesse momento de tristeza, prestamos solidariedade aos seus familiares e amigos.”

Ex-ministro de Itamar lembra que ele tinha fama de 'mão fechada'

O ex-ministro Alexis Stepanenko, que durante o governo Itamar Franco ocupou as pastas do Planejamento e das Minas e Energia, lembrou da fama de "pão-duro" do ex-chefe e afirmou que a decisão da família em não utilizar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar o corpo é muito coerente com a vida que ele teve.
"Ele era pessoa de mão fechada. O Itamar era muito econonômico e fazia as coisas por ele mesmo, não dependendo do erário público. Era uma pessoa muito preocupada com os custos e as despesas. A decisão da família foi muito coerente com a vida que ele teve", disse.
Para Stepanenko, o primeiro legado político que Itamar deixa foi "recuperar a governabilidade, a crença, depois de tantos choques econômicos. Foi um presente de Deus. Ele conversava com todos. Recebeu sindicalistas, falava com Lula e Brizola...", disse.
O ex-ministro também disse que Itamar foi o primeiro presidente que acabou com a inflação e que tinha certeza de que ele iria se posicionar de forma decisiva em relação à Reforma Política no Senado. "Certamente ele ia colocar obstáculos", afirmou.
Stepanenko foi ao Hospital Albert Einstein neste sábado quando soube da morte de Itamar, que tinha 81 anos. O ex-presidente estava em tratamento contra uma leucemia e contraiu uma pneumonia. Ele morreu às 10h15 de hoje, após sofrer um acidente vascular cerebral.

Pedra, produtor rural, concorda com Maia e diz que MS ganhou 'trambiqueiro no Senado'

Indignado, o vereador de Campo Grande, Paulo Pedra (PDT) confeccionou um informativo com críticas em relação a renúncia da vaga de senadora de Marisa Serrano para assumir o cargo de conselheira no Tribunal de Contas do Estado (TCE). A alfinetada, mais precisamente, é sobre a consequência da atitude, que deixou caminho para o suplente Antônio Russo (PR) assumir o Senado.
Paulo Pedra, que também é produtor rural, não acredita na legitimidade de Antônio Russo, como senador, para defender os interesses do Estado, em especial a categoria produtora. O novo senador sul-mato-grossense era dono do Frigorífico Independência, que deu calote em pecuaristas não pagando pelos bois que comprou, e agora está no nome dos filhos dele.
Durante palavra livre da sessão da Câmara do dia 9 de junho, Pedra lamentou a troca do mandato da Senadora Marisa Serrano no Senado Federal, para ocupar um cargo no Tribunal de Contas do Estado. “É triste a senadora Marisa Serrano, que tem uma extensa folha de serviço prestado para nosso estado, deixar, no final da sua carreira, a sua vaga no Senado para um “trambiqueiro” e que deu calote. Com isso Mato Grosso do Sul vai viver na mídia negativamente”, disse.
“Nosso Estado tem grandes personalidades políticas, como o Ruben Figueiró, que é trabalhador e um político que contribui muito para nosso Estado. Agora a vaga no Senado ser ocupada por um trambiqueiro da área rural? Isso é uma preocupação também desta Casa, uma vez que o TCE auxilia a Câmara a fiscalizar o executivo”, finaliza o parlamentar.

Giroto ataca Dilma em Mato Grosso do Sul e acusa presidente de 'enrolação'

O deputado federal Edson Giroto (PR), apontado como articulador do governador André Puccinelli (PMDB) junto à presidente Dilma Rousseff (PT) mantém o discurso de oposição dos tempos em que fez campanha para José Serra, no ano passado. Pelo menos em Mato Grosso do Sul.
Nesta semana, a assessoria do deputado federal, braço direito de Puccinelli, que supostamente estaria fazendo o 'meio de campo' entre Dilma e o governador, divulgou material de Giroto chamando de "enrolação" a decisão do Palácio do Planalto de prorrogar por 90 dias o prazo para execução das emendas parlamentares.

O republicano, que é vice-líder do bloco parlamentar PR, PRB, PTdoB, PRTB, PRP, PHS, PTC, PSL, disse que o grupo decidiu que não haveria condições de perder os R$ 4,5 bilhões referentes aos restos a pagar do Orçamento Geral da União de 2009, por isso houve outra reunião com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para convencê-la de que o pagamento era primordial para as economias municipais.
Pelo Decreto 7.468/11, as emendas perderiam a vigência hoje. A crítica é resultado de avaliação após reunião com outros líderes partidários e com os 64 integrantes do bloco. Na tarde de ontem, os deputados que compõem o bloco partidário estiveram reunidos para avaliar os prejuízos aos pequenos municípios com o fim do prazo para liberar os recursos.
Após Dilma Roussefff retornar de viagem oficial ao Paraguai, na noite de ontem, Salvatti anunciou a prorrogação por 90 dias do prazo para liberar o dinheiro, mas não teria dado garantia de que haverá o pagamento, garante Giroto.
“O compromisso era pagar as emendas, não enrolar. o Governo está tentando empurrar para agosto o repasse dos recursos”, disparou Giroto, completando que a decisão da presidente Dilma Rousseff “mantém a inadimplência nos municípios, comprometendo toda uma rede econômica local. Há uma paradeira geral nas cidades pequenas.
Os arquivos dos programas políticos eleitorais da campanha de André Pucinelli à reeleição, veiculados entre agosto e setembro do ano passado, comprovam a denúncia de sindicalistas veiculadas ontem pelo Midiamax, de que a propaganda do Hospital Regional do MS usou um casting de atores para causar a impressão de que tudo vai bem no HR.

Pelo menos dois quadros são literalmente repetidos, o de uma médica examinando o ouvido de uma menina e outro de um médico auscutando o coração de um garoto.
No meio sindical ligado à saúde, a propaganda é vista como uma tentativa de abafar as seguidas denúncias de mau atendimento no hospital, provocado pela falta de médicos, equipamentos e leitos.




Aécio diz que Itamar deixa um grande vácuo de saudade e admiração

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) lembrou hoje a perda de seu pai, o ex-deputado Aécio Cunha, no fim do ano passado, ao manifestar pesar pela morte do ex-presidente e senador Itamar Franco (PPS-MG). “Eu me despedi de meu pai no final do ano passado e me despeço de Itamar agora. E não posso deixar de lamentar, com grande tristeza, profunda e intimamente, como filho e cidadão, as perdas que Minas vem sofrendo”, disse ele.
Em nota, Aécio Neves afirma que Itamar deixa atrás de si um imenso vácuo de saudade e admiração. “Foi um homem excepcional e singular naquilo que é tão precioso e tão raro na vida pública: a fidelidade aos seus princípios e convicções.”
“Nunca foi omisso e, no exercício da Presidência e do governo, honrou as melhores tradições de Minas, sendo implacável na defesa do interesse público. Os mineiros, em toda a sua sabedoria, prestaram a Itamar, sem saber que seria a última, uma homenagem que teve para ele um significado muito especial”, acrescentou. Aécio se referia à eleição de Itamar para o Senado, em outubro do ano passado.
O ex-governador, que participou da última campanha para o Senado ao lado de Itamar Franco, afirmou que, ao elegê-lo de novo para o Senado, Minas manifestou a ele todo seu reconhecimento e respeito, "permitindo que ele vivesse um momento de especial importância na sua vida”. Para Aécio, nos poucos meses em que exerceu o mandato, "iluminou" o Senado.
"Nesses poucos meses, graças aos mineiros, o Brasil se lembrou do valor de Itamar. Para mim, pessoalmente, trata-se de uma perda irreparável. Mantive com Itamar, ao longo dos últimos dez anos, uma convivência próxima e amiga”, ressaltou.
Aécio lembrou, por fim, ter sido testemunha do incansável trabalho de Itamar Franco por Minas, bem como de sua lealdade. “Poucos homens honraram a vida pública com tanta bravura. Ele costumava dizer que tinha por mim um afeto paternal”, concluiu o senador tucano.