quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Luiz Estevão é condenado a três anos e meio por falsificação de documentos

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a condenação a três anos e meio de prisão em regime semiaberto ao ex-senador Luiz Estevão, proferida inicialmente pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Em julgamento realizado na semana passada, cujo teor foi divulgado somente ontem, a 6ª Turma do STJ manteve a sentença na qual o empresário foi condenado por falsificação de documentos públicos. De acordo com a decisão, Estevão teria alterado livros contábeis para conseguir a liberação de bens de sua propriedade que haviam sido bloqueados pela Justiça.
Parte do patrimônio do ex-senador foi tornada indisponível como forma de garantir que ele irá ressarcir os cofres públicos por desvios de R$ 169,4 milhões da obra do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. No começo do ano, Luiz Estevão iniciou uma negociação com a Advocacia-Geral da União (AGU) para quitar a dívida de forma parcelada. As conversas esbarraram na divergência de valores.
O empresário diz que a quantia atualizada é de R$ 464,8 milhões, conforme cálculos baseados na taxa Selic. A AGU, por sua vez, afirma que a dívida, corrigida pela inflação mais juros, é de R$ 1,1 bilhão. Estevão diz ter o interesse de quitar o valor. A pretensão é conseguir o desbloqueio, pela Justiça, de um total estimado de 1.255 imóveis do Grupo OK, de sua propriedade.
Em julho, a Justiça Federal havia determinado o depósito imediato de R$ 55 milhões do Grupo OK para os cofres públicos, em virtude do desvio de verbas da obra do TRT. Na ocasião, Estevão avisou que não tinha interesse de recorrer, por considerar que a decisão era “vantajosa” porque evitará prejuízos em relação à correção do valor. O empresário, no entanto, observou que está pedindo a revisão do mérito da sentença em que foi condenado a ressarcir a União. Caso ele seja absolvido na análise de recursos, o valor terá de ser devolvido.

Bens bloqueados

O processo mostra que a fraude de documentos tinha por objetivo evitar que bens do Grupo OK fossem colocados à disposição da Justiça. Entre os imóveis bloqueados da empresa está a casa onde Estevão mora, no Lago Sul. Segundo a decisão do STJ, a falsificação e o uso de documentos falsos tinha como fim “induzir o juízo a erro e, assim, promover a liberação de bens indisponíveis por força de decisão judicial.”
Além de manter a sentença condenatória da Justiça Federal, o STJ confirmou que a pena de três anos e meio de cadeia não pode ser substituída por medidas alternativas e também determinou que Estevão pague multa de 255 salários mínimos. Ainda cabe recurso contra a decisão da 6ª Turma do STJ.
Na sentença condenatória, o TRF considera “altamente repreensível” a conduta social de Estevão, que, segundo a sentença, “agiu de maneira premeditada e audaciosa”. “Não obstante a pena ter ficado em patamar que permite o início de seu cumprimento em regime aberto, esse limite não se refere à pena mínima cominada ao crime, mas esta foi elevada em decorrência da má conduta social do réu e dos motivos que o levaram a praticar o crime”, destaca a decisão.
Procurado pela reportagem, Luiz Estevão preferiu não comentar a decisão. Disse que só se pronunciará por meio do advogado, Marcelo Bessa, que pretende primeiro analisar o teor da sentença para então recorrer. Em julgamento realizado em novembro do ano passado, o STJ confirmou outra condenação imposta ao ex-senador, dessa vez a 31 anos de prisão, pelos crimes de corrupção ativa, estelionato, formação de quadrilha, peculato e uso de documento falso. O empresário nega as acusações

Senado aprova Medida Provisória que amplia a área de atuação dos Correios

O Senado aprovou nesta quarta-feira (31/8) a Medida Provisória (MP) 532, que autoriza os Correios a constituir subsidiárias ou adquirir o controle ou participação acionária em sociedades empresariais. Como recebeu modificações na Câmara dos Deputados, o texto virou Projeto de Lei de Conversão 21/2011.
Ele amplia as áreas de atuação dos Correios, que poderá explorar serviços postais eletrônicos, financeiros e de logística integrada. Pelo texto aprovado, os Correios passaram a ter a mesma estrutura das empresas de sociedade anônima, e suas decisões serão tomadas por assembleia geral.
A MP também atribui à Agência Nacional de Petróleo (ANP) a responsabilidade de fiscalização e regulamentação do setor produtivo de etanol, que era considerado um subproduto agrícola.
O texto aprovado pelos senadores é idêntico, em mérito, ao aprovado pelos deputados. A MP recebeu apenas emendas de redação no Senado e, portanto, segue para sanção presidencial

Ministério Público denuncia 21 pessoas investigadas pela Operação Voucher

O Ministério Público Federal no Amapá (MPF-AP) ofereceu, nesta terça-feira (30/8), denúncia contra 21 pessoas, entre servidores e empresários investigados pela Operação Voucher, que apurou esquema de desvio de dinheiro no Ministério do Turismo. A informação foi divulgada somente nesta quarta (31/8) pelo MPF-AP.
As denúncias do procurador Celso Leal estão divididas em quatro ações que detalham a participação de cada envolvido no esquema e foram encaminhadas à Justiça Federal da 1ª Região.
Entre os denunciados, estão o ex-secretário executivo do Ministério do Turismo, Frederico da Silva Costa, o ex-presidente do Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur) Mario Moyses e o ex-deputado federal peemedebista Colbert Martins, que ocupava a secretaria nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo.
Os envolvidos são acusados de formação de quadrilha, falsidade ideológica, peculato – obtenção de vantagem em razão do cargo – e uso de documento falso.
De acordo com o MPF, os autos do processo com evidências de participação da deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP) serão encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR), pois só o órgão pode oferecer denúncia contra parlamentares no Supremo Tribunal Federal (STF), devido à prerrogativa de foro.
O esquema, que levou 36 pessoas à prisão no início do mês, resultou no desvio de cerca de R$ 4 milhões do Ministério do Turismo, por meio de contratos com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (Ibrasi), para qualificar servidores na área de turismo no Amapá.
Servidores do Ministério do Turismo e da Caixa Econômica Federal falsificram documentos na tentativa de comprovar ao Tribunal de Contas da União (TCU) a execução de serviços que não foram prestados. A Operação Voucher foi desencadeada no início deste mês pela Polícia Federal (PF).

Aluno tenta matar colega em aula e diz que crime faria parte de ritual

Na tarde desta quarta-feira (31), um garoto de 14 anos tentou matar um colega em sala de aula. Em interrogatório, o adolescente disse aos agentes de polícia que estaria cumprindo o ritual de uma seita, no qual deveria matar uma pessoa às 14h. A tentativa aconteceu em Dourados (MS).
O professor da sala de aula em que o caso aconteceu disse aos policiais que o aluno estava agitado e teria perguntado as horas várias vezes. Ao ouvir que eram 14h, levantou-se e deu uma gravata em um colega da classe, de 12 anos. Rapidamente, sacou do bolso um canivete e tentou ferir o colega, que conseguiu escapar.
Outros estudantes e o professor apartaram os dois, acredita-se que poderia haver uma rixa entre os adolescentes. O menor de 14 anos foi apreendido

Senador de MS pede mais recursos para saneamento básico

O senador Waldemir Moka (PMDB) cobrou mais investimentos dos governos federal, estaduais e municipais no setor de saneamento básico. Em pronunciamento nesta quarta-feira (31) na tribuna do Senado, Moka disse que os serviços essenciais para atender a população “não têm sido tratado com a devida atenção e prioridade que merece”.
O senador citou levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) segundo o qual o avanço no serviço de saneamento do País entre 2000 e 2008 foi tímido. “Em 2008, perto de 35 milhões de pessoas viviam em cidades onde não há nenhum tipo de rede coletora de esgoto”, mencionou.
Moka explicou que quase 40% dos municípios têm área de risco no perímetro urbano e necessitam de drenagem e que 12 milhões de domicílios no País não têm acesso à rede geral de abastecimento de água.
Argumentou que a falta de saneamento é a causa da maioria das doenças que afetam as crianças, devido às más condições em que vivem. “É preciso entender que, a cada real investido, o país deixa de gastar outros quatro em assistência hospitalar”, disse.
O senador afirmou que, diferentemente da realidade nacional, Campo Grande tem buscado eliminar os problemas no setor de saneamento. “A Capital tem hoje mais de 70% da sua população plenamente atendida com água tratada, esgoto e tratamento do lixo. A média nacional, reitero, é de 44% das moradias atendidas nessa área”, declarou.
Afirmou que os investimentos feitos pelo prefeito Nelsinho Trad (PMDB) deram sequência às administrações de André Puccinelli (PMDB), cuja marca, segundo o senador, foi a de promover o desenvolvimento da cidade, focando no bem-estar do cidadão que ali vive.

Moka disse que, embora o Brasil faça parte das maiores economias do mundo, ainda presta serviço de péssima qualidade, em especial na área de saneamento básico. “Temos hoje uma das maiores economias do mundo, mas com serviços essenciais, muitas vezes, de terceiro mundo”, declarou.

Nascido em Campo Grande, Bruno Furlan é considerado melhor jogador estrangeiro de Belarus

O jogador Bruno Furlan, que atuou no Comercial de Campo Grande, foi contratado pelo Atlético Paranaense e cedido no meio do ano passado para o Dinamo Minsk, de Belarus (Bielorrússia), país próximo a Polônia, na Europa. Nesta quarta-feira (31), Bruno, que tem 19 anos, foi eleito o melhor jogador estrangeiro do mês.
Natural de Campo Grande, o jogador conta que ficou sabendo da novidade durante o treino desta tarde. Mesmo sem falar russo, Bruno diz que já se adaptou ao local e ao frio, que pode chegar a 20 graus negativos.
Atualmente, Bruno Furlan mora sozinho no país, mas pretende vir ao Brasil no final do ano para se casar com a namorada, que morou com ele por três meses e voltou para o Paraná este ano.

Giroto ataca órgãos responsáveis por fiscalizar o uso do dinheiro público em reunião de comissão no Congresso Nacional

Confirmado para um cargo de destaque na Câmara, "Relator Setorial de Planejamento e Desenvolvimento Urbano" da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2012, onde dará seu parecer sobre a aplicação de recursos federais bilionários, Giroto não para de criticar as instituições federais de controle, as tabelas oficiais de preços de serviços e insumos de obras e a própria Polícia Federal.
Como deputado pelo PR, Giroto já tentou mudar a própria Lei de Diretrizes Orçamentárias com a finalidade de reduzir os prazos de apuração do TCU. Mas no último dia 10 de agosto, criticou duramente o Tribunal de Contas da União (TCU), a Corregedoria Geral da União (CGU) e a Polícia Federal.
O fato se deu no plenário da Comissão de Viação e Transportes na Câmara, da qual Giroto faz parte, quando o deputado do PR apoiou uma proposta de audiência com o secretário-geral de Controle Externo do TCU, Guilherme Henrique Almeida em termos duros.
Com severidade e em tom grave, Giroto afirmou que "esse país passa por um momento que preocupa, onde qualquer denúncia vira motivo de desmoralização daqueles que fazem da sua vida pública uma vida a serviço do povo".
O deputado afirmou que os preços dos componentes de obras são diferentes no país, mas que as diferenças não são levadas em conta pelos órgãos de fiscalização, acrescentando que "através de um suposto indício, aciona-se a Polícia Federal. E a Polícia Federal prende para investigação, não se preocupando com o caráter, com a família e com a desmoralização que faz conosco, homens públicos", garantiu.
E ao falar do TCU e da CGU, Giroto foi mais enfático. Numa fala comum a qualquer empreiteiro, afirmou que o jeito de moralizar as obras públicas é com "preço justo".
"O Guilherme Henrique, secretário-geral de Controle Externo do TCU, gostaríamos de saber dele, se ele de fato pensa em tentar moralizar as obras públicas, com preço justo. Não com supostas denúncias que não levam a nada. Por isso acho que devemos abrir essa discussão porque "grandes analistas" como tem a CGU, nem engenheiros são. Condenam, sendo pessoas que são de outras áreas, e vão fazer vistorias de obras sendo administradores, sendo dentistas, odontólogos, e dizem que o preço está superfaturado. Eles nem sabem o que é superfaturamento e sobrepreço, e passam a condenar", asseverou Giroto.
Curioso é que na mesma reunião, Giroto votou contra a convocação de Frederico Augusto Dias, que sem ser funcionário público, tinha uma sala no ministério dos Transportes. Augusto Dias se apresentava como assessor do ex- diretor do Dnit, Luis Antonio Pagot, e participava de reuniões com a cúpula do ministério nos estados.
"Acredito que nós perderíamos tempo em convidá-lo. O Dr. Pagot foi claro em dizer da sua atuação no Dnit, e seria, a meu ver, desnecessária a convocação", finalizou Giroto.

O deputado ainda argumentou que a presença na comissão do ministro dos Transportes, Sérgio Passos, na semana seguinte (17/08), dispensaria a convocação do "assessor". Mas no dia da explanação do ministro do PR, que começou às 10h21minh e durou mais de cinco horas, Giroto não se manifestou.
Dias antes, inclusive, havia defendido Pagot, quando o diretor afastado do Dnit foi prestar esclarecimentos na Câmara. "O sr. se colocou a serviço dessa Casa para esclarecer essas inverdades que foram ditas, não só do sr, mas também do ministro (Alfredo Nascimento, exonerado por Dilma).
As assessorias do TCU e da CGU não quiseram comentar a declaração.
Giroto fez crítica a partir de experiência pessoal
Em sua fala, Giroto reclamou de ter que prestar contas de gastos em obra da prefeitura de Campo Grande, depois de uma denúncia anônima "qualquer".
"Eu posso dizer isso porque sofri na pele, quando fui secretário da prefeitura da capital de Mato Grosso do Sul, aonde através de uma denúncia anônima, que eu reputo como absurdo, porque qualquer denuncia anônima abre-se um processo no Ministério Público Federal contra o gestor, e abri cinco mil composições do Sinap" (Sinap era a tabela de preços para a construção de obras).

Pelas características desta queixa, possivelmente o deputado do PR se referia ao caso Engecap, agora em julgamento na Justiça Federal de São Paulo.
O caso começou com a denúncia anônima de que a empresa pertencia ao caixa de campanha de Puccinelli, Eolo Ferrari, e que ainda usava garis como "laranjas" para receber obras do próprio governo Puccinelli.
Abrindo as planilhas de custo da obra, a canalização do córrego Bandeira, e comparando com os preços Sinap, a Controladoria encontrou sobrepreços e superfaturamento da ordem de R$3.9 milhões. O Ministério Público Federal quer que Giroto, Puccinelli e mais cinco réus devolvam o dinheiro aos cofres públicos.
No entanto, Giroto poderia estar se referindo a outros episódios em que teve que prestar contas ao TCE/MS e ser multado. Além de ter sido citado em operações de vulto da Polícia Federal, já extintas pela Justiça, à exceção da Operação Vintém.
A Operação Vintém foi deflagrada pela Polícia Federal em 29 de setembro de 2006, dois dias antes das eleições. A Polícia Federal grampeou com autorização judicial, diálogos de uma armação contra o então deputado Semy Ferraz, que havia denunciado o escândalo dos garis da Engecap.
A armação comprovada pela PF foi à colocação de cédulas de R$ 20,00 grampeadas em "santinhos" do ex-deputado, no carro do coordenador de campanha de Semy, que acabou sendo preso em flagrante.
Com o caso desmascarado, na tramóia mal sucedida aparecem os nomes de Puccinelli, do filho do governador, o Junior, Mirched Jafar Júnior, Edmilson Rosa e Giroto.
Edmilson Rosa assumiu o crime sozinho perante a justiça. Mas a procuradora da República Luiza Frischeinsen denunciou os quatro porque estavam “em comunhão de esforços e conjugação de vontades”.
Segundo a Polícia Federal, depois de colocarem as cédulas com dinheiro no carro do assessor, houve o seguinte diálogo entre Giroto com Mercher:
Giroto: ”Ué! Levaram! Prendeu!

Mercher: “hummmmm. Então tá! Foi jubiloso o negócio lá!?

Giroto: “Nossa vin... vingança será maligna” (os dois riem)

Dep. Giroto, Comissão de Viação e Transportes, 10/08/2011 (sic):




"Na verdade, a engenharia do país foi abandonada. O governo não tem interesse em fazer um preço Brasil. O Tribunal de Contas da União prefere ser um órgão condenativo, do que um órgão de assessoramento. A engenharia foi abandonada. Sobrepreço e superfaturamento são coisas diferentes. E esse país passa por um momento que preocupa, onde qualquer denúncia vira motivo de desmoralização daqueles que fazem da sua vida pública uma vida a serviço do povo. Eu tive uma conversa com o ministro Aroldo Cedras dizendo isso. O TCU, como órgão de controle, deveria, junto com o executivo, criar um preço. Os modelos de composição não são diferentes, não se muda muito, e eu posso dizer isso porque sofri na pele, quando fui secretário da prefeitura da capital de Mato Grosso do Sul, aonde através de uma denúncia anônima, que eu reputo como absurdo, porque qualquer denuncia anônima abre-se um processo no Ministério Público Federal contra o gestor, e abri cinco mil composições do Sinap.
Sinap nunca foi índice de preço pro Brasil. Na verdade, o que muda é insumo, e insumo nesse Brasil é diferente preço da pedra no Amapá do preço da pedra no Rio Grande do Sul. E eles tomam a mesma referência pra condenação. E através de um suposto indício, aciona-se a Polícia Federal. E a Polícia Federal prende para investigação, não se preocupando com o caráter, com a família e com a desmoralização que faz conosco, homens públicos.
Esse país, através desse seu requerimento, deputado Macris, trazendo aqui o Guilherme Henrique, secretário-geral de Controle Externo do TCU, gostaríamos de saber dele, se ele de fato pensa em tentar moralizar as obras públicas, com preço justo. Não com supostas denúncias que não levam a nada. Por isso acho que devemos abrir essa discussão porque "grandes analistas" como tem a CGU nem engenheiros são.
Condenam, sendo pessoas que são de outras áreas, e vão fazer vistorias de obras sendo administradores, sendo dentistas, odontólogos, e dizem que o preço está superfaturado.

Eles nem sabem o que é superfaturamento e sobrepreço, e passam a condenar".