quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Médicos podem ter descoberto nova técnica para tratar diabetes

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, revelaram um novo alvo possível para o tratamento de diabetes. Eles encontraram um mecanismo molecular que é responsável por fazer o número de células produtoras de insulina diminuir conforme uma pessoa envelhece.
Ao alterarem esse funcionamento, os cientistas esperam podem solucionar a falta da substância em pessoas com diabetes. A insulina é responsável por permitir a entrada de açúcar (glicose) dentro das células para que energia seja gerada para o corpo.
O estudo é descrito no site da revista científica "Nature" nesta semana. Seung Kim, professor na universidade e autor principal do artigo, acredita que será possível manipular este mecanismo para oferecer um novo tratamento para humanos. O trabalho que acaba de divulgar, porém, foi conduzido em camundongos. O mecanismo descoberto por Kim existe tanto nos roedores como em homens.
Conforme os níveis de uma mólecula conhecida pela sigla PDGF caem no corpo, o nascimento de novas células-beta começa a diminuir no pâncreas. Essas células são as responsáveis por produzir insulina para baixar os níveis de açúcar no sangue. As diabetes de tipo 1 e 2, apesar de diferentes, coincidem ao apresentar uma redução no número de células-beta.
Níveis altos de açúcar no sangue podem levar à hiperglicemia - uma condição que pode causar dano nos órgãos, coma e até a morte. A vantagem do método de Kim está no fato do estímulo à produção de insulina não provocar o efeito inverso: ou seja, o excesso de produção da substância, que pode levar à hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue).
Fonte: G1

Quinze minutos de exercícios por dia aumentam expectativa de vida em três anos

Quinze minutos de atividade física por dia aumentam a expectativa de vida em três anos. Essa é a constatação de um estudo feito com 416.175 pessoas em Taiwan e publicado há uma semana na revista The Lancet, a publicação médica mais influente do mundo.
Os pesquisadores queriam descobrir se fazer menos de 30 minutos de exercícios por dia – o preconizado por médicos e recomendado pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte – traria benefícios para a saúde da pessoa. Os resultados mostraram que fazer 15 minutos de atividade física reduz o risco de morte em 14% e aumenta a longevidade em três anos. Os participantes foram acompanhados por 12 anos, entre 1996 e 2008.
Os pacientes foram divididos em cinco categorias, segundo o nível de exercícios praticados: sedentários ou de baixa atividade, média, alta ou muito alta. Foram calculados os riscos de mortalidade para cada grupo comparados com os inativos e calculada a expectativa de vida cada categoria.
As pessoas do grupode baixa atividade física e que se exercitavam 15 minutos por dia apresentaram, se comparados com os sedentários, redução de 14% no risco de mortalidade geral e 10% no risco de morte por câncer e ainda aumentaram a expectativa de vida em três anos ou mais.
A cada 15 minutos a mais de exercício por dia, o risco de morte geral reduziu 4% e o de morte por câncer 1%.
O personal trainer Fábio Carneiro diz que em 15 minutos o gasto calórico é muito baixo.
"E as pessoas vinculam o gasto calórico com emagrecimento". Ele afirma que para atingir os benefícios à saúde é preciso considerar a intensidade do exercício feito em 15 minutos. "Pode ser que 15 minutos de corrida intensa seja interessante, mas o mesmo tempo de caminhada a 5,5 km/h é pouco".
Carneiro recomenda a musculação como uma das melhores formaa de aproveitar ao máximo os 15 minutos diários de exercício proposto pela pesquisa.
"É um treino que aumenta a massa muscular e melhora a aptidão física. Fazendo musculação, a pessoa vai conseguir varrer a calçada sem ter dores no braço ou lavar o carro sem sentir dores na perna", exemplifica.
"Os 15 minutos diários podem ser um começo, mas a pessoa precisa progredir e acrescentar exercícios de maior intensidade".
Na cabeça
15 minutos de caminhada também faz bem para o cérebro, já que aumenta a oxigenação, ajudando até a melhorar a memória.
Fonte: O Diário

Menores de dois anos devem ficar longe de eletrônicos, dizem médicos

Pais de crianças menores de dois anos devem evitar expor seus filhos ao uso de aparelhos eletrônicos, mesmo se estiverem utilizando programas educativos, afirma a Academia Americana de Pediatria. A recomendação oficial foi divulgada nesta terça-feira (18) e indica que crianças dessa idade precisam aprender “na prática”, brincando e não através de conteúdos apresentados em telas de televisão, computadores, celulares e tablets.
Segundo nota da Academia de Pediatria, a “tentação” de usar aparelhos eletrônicos para entreter os pequenos é grande e existem diversos programas e aplicativos voltados a ajudar no desenvolvimento de crianças dessa idade.
No entanto, não há comprovação científica de que crianças tão pequenas sejam capazes de entender o que está acontecendo na tela. Por isso, a exposição pode causar mais mal do que bem, atrasando o desenvolvimento infantil. Crianças muito expostas a meios eletrônicos, segundo o grupo, apresentam atraso no desenvolvimento da linguagem quando chegam na idade escolar.
“Crianças pequenas aprendem melhor através da interação com humanos, não com telas”, diz a nota da AAP.
Brincar livremente, segundo os pediatras, estimula o cérebro ao fazer a criança pensar criativamente e resolver problemas, e também desenvolve a coordenação motora. Além disso, ensina a criança a se entreter sozinha, estimulando a independência.
Segundo os pediatras americanos, as crianças aprendem mais com apresentações ao vivo – como teatros infantis – do que com a mesma apresentação em uma tela.
Além disso, o hábito de assistir televisão antes de dormir atrapalha o sono, piorando o humor da criança e dificultando o aprendizado.
Fonte: G1

Mulheres obesas desenvolvem câncer de mama mais cedo, diz estudo

Mulheres obesas desenvolvem câncer de mama mais cedo, é o que aponta estudo realizado pela Universidade de Granada e publicado na revista espanhola Nutrición Hospitalaria.
Pesquisadores observaram 524 mulheres diagnosticadas com câncer de mama, que se tratam no hospital universitário San Cecilio de janeiro de 2009 a setembro de 2010 em Granada, na Espanha. Eles avaliaram o estado nutricional dessas pacientes (peso normal, obesidade e obesidade mórbida) e sua idade no momento do diagnóstico. Mulheres com histórico familiar de câncer de mama não participaram do estudo.
Os cientistas descobriram que a obesidade feminina está associada a um diagnóstico mais cedo de câncer de mama. A descoberta contrasta com os resultados obtidos em outros estudos que mostravam que indivíduos com mais índice de massa corporal teriam menos riscos de desenvolver a doença.
O estudo também apontou que as mulheres que tiveram a doença diagnosticada muito cedo foram as que começaram a menstruar antes dos 10 anos de idade. Assim, a idade da menarca é determinante no desenvolvimento e diagnóstico de câncer de mama, especialmente em mulheres com obesidade mórbida.
Ainda que fatores genéticos e histórico familiar sejam fatores muito relevantes (cerca de 18% das mulheres obesas tinham fatores genéticos para desenvolver a doença), o estudo prova que a obesidade é um dos fatores para desenvolver o câncer mais cedo.
UOL Ciência e Saúde

PT deve indicar Amarildo Cruz para assumir cargo de superintendente do Ibama

A assessoria do deputado federal Vander Loubet informou na tarde desta terça-feira (17), que a bancada do PT (Partido dos Trabalhadores) se reuniu e chegou ao consenso que o nome mais indicado para assumir a Superintendência do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis) é o ex-deputado estadual Amarildo Cruz.
Nesta segunda-feira (16) o engenheiro agrônomo David Lourenço foi exonerado do cargo, que ocupou por três anos e 7 meses. Sua demissão deve-se a investigação da Polícia Federal, que apura a relação de servidores públicos em irregularidades envolvendo a criação de jacarés e a pousada que pertence ao funcionário do órgão, Gerson Bueno Zahdi.
O deputado estadual Paulo Duarte (PT) argumentou que a indicação ao Ibama deve continuar sendo do partido, em virtude do êxito do trabalho prestado pelos seus indicados ao longo dos anos. Para Paulo Duarte o que ocorreu trata-se de um fato isolado e não há nada de concreto que comprove o envolvimento de David Lourenço. “David Lourenço goza da nossa confiança e tem todo o apoio da bancada do PT”, concluiu ele.
 A assessoria do PT destacou que Amarildo Cruz já possui um histórico na área ambiental e que este foi um dos principais motivos para a indicação do seu nome ao cargo, além das suas qualificações profissionais. A bancada do PT indicará o nome de forma oficial para o Ibama Nacional nesta semana e, segundo a assessoria, agora é apenas questão de tempo para obter uma resposta definitiva da direção do Instituto.
Ibama nacional
A direção do Ibama Nacional informou que não existe prazo para a nomeação de um novo superintendente do órgão, já que Marcio Yule continua como Substituto Interino. Além disso, assessoria de comunicação do Ibama divulgou que no final desta semana uma Comissão do Instituto, de Brasília, visitará a sede do Ibama de Mato Grosso do Sul, para investigar as denúncias de irregularidades. Trata-se da instauração de correição extraordinária na superintendência do órgão aqui no estado, que visa levantar dados e analisar os fatos, com objetivo de corrigir possíveis erros e abusos de autoridade.

Prefeitura de São Gabriel quer entregar administração do hospital a fundação privada

O prefeitode São Gabriel do Oeste quer entregar o único hospital municipal do SUS da cidade a uma entidade social sem fins lucrativos de São Paulo – a Fundação São Camilo, ligada ao hospital São Camilo.
A proposta do prefeito Sérgio Luiz Marcon (PSDB), eleito em 2008, foi feita em uma reunião com os diretores e funcionários da Funsaúde (Fundação de Saúde de São Gabriel) que dirige o hospital, e de dirigentes do sindicato municipal dos Enfermeiros.
Na reunião, o prefeito afirmou que além de repassar o hospital para a Fundação São Camilo, ainda pretende demitir todos os funcionários, que passaram por concurso público antes de assumir os respectivos cargos e funções.
E mais um dado preocupa a grande maioria dos moradores da cidade, que depende do SUS. O prefeito quer, ainda, que depois de repassado para a fundação paulista, o hospital do SUS venha a atender, conjuntamente, pacientes particulares e de convênios privados.
Segundo o atual diretor clínico do hospital, Renato Cesar Oliveira Sobrinho, o hospital, que é SUS total desde 2002, realiza 12 mil atendimentos/mês, 3.000 mil/mês no OS, e 11 cirurgias SUS/mês. “Em média, uma cirurgia eletiva aqui não demora mais que três meses, enquanto no Hospital Regional em Campo Grande, uma eletiva pode cair numa fila de espera de quase três anos”, ressalta ele.
O diretor-clínico acha que os pacientes do SUS podem perder qualidade no atendimento, caso a proposta se concretize. “O hospital hoje não tem estrutura para atender particulares, isso só seria possível com um investimento alto, mas a maior preocupação é que, se a proposta do prefeito vingar, quem garante que haverá estrutura para atender, de forma digna, todos os usuários do SUS da mesma forma como tem sido feito até hoje?”, indaga ele.
Onorildo de Souza, presidente da Associação dos Moradores do Bairro Fênix, um dos mais populosos da cidade, cujos moradores são usuários do SUS, os riscos da queda de qualidade são grandes.
“Nós encaramos isso como um risco para a nossa comunidade, que depende do SUS, depois da notificação extraoficial que recebemos. O serviço está a contento, apesar das dificuldades que o SUS tem, porque os moradores não enfrentam filas demoradas, como em hospital de campo Grande – o HR e a Santa casa”, garante ele.
Convicto, Onorildo ainda garante que haverá uma mobilização para evitar a privatização do hospital de São Gabriel do Oeste. “A sociedade ainda não está inteiramente informada, mas vamos acompanhar de perto e proteger o patrimônio público” afirma. O presidente da associação se refere ao fato de que o hospital, seus equipamentos e funcionários são todos decorrentes do SUS, e seriam repassados para a Fundação São Camilo – à exceção dos funcionários, que seriam demitidos.
Para o vereador Osmar Alves, presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, a população certamente será prejudicada com a privatização.
“O que a gente está entendendo é que isso vai trazer prejuízo para a própria população. Esse hospital sempre foi bem administrado pelas seguidas administrações municipais, se bem que o atual prefeito cortou médicos especializados como neurologista, ortopedista, pediatra. São os funcionários que dão a vida para o hospital andar, mas na atual gestão a qualidade diminuiu, e agora ele querem privatizar” garante ele.
“Isso só serve para a prefeitura se livrar da gestão do SUS na cidade, se livrar do problema, mas a administração tem que ver a questão como direito do cidadão. Vamos mobilizar a sociedade,” garante o vereador.
A presidente do sindicato dos Servidores da Saúdedo município, Janaína Monteiro afirma que “a apreensão do sindicato, além da perda do emprego dos servidores municipais concursados, é com os usuários do SUS”.
Segundo Janaína Monteiro, o padrão pode cair porque hoje o hospital trabalha sem cotas para exames, como por exemplo, ultrassom e raio-x, fato que não ocorre em outros hospitais. “A nossa preocupação é manter, e melhorar, os serviços que temos para a população”.
Segundo a presidente do sindicato dos Servidores da Saúde, o prefeito chegou a afirmar, em reunião na qual ela estava presente, “que o maior problema da cidade é que as pessoas que têm convênio e atendimentos particulares não têm para onde ir, e essa demanda acaba sendo absorvida pelo hospital municipal”. Segunda ela, daí decorre a iniciativa de privatizar e atender convênios e particulares no hospital municipal 100% SUS de São Gabriel do Oeste.
Hospitais da Fundação São Camilo têm problemas graves
Troca de bebê negro por branco, pacientes idosos que morrem em fila de espera e condenação na justiça por obrigar funcionário a comprar uniforme são problemas graves gerados pela privatização de hospitais públicos de Rondonópolis (MT) e Itabira (MG).
A troca de bebês, ocorrida em 1975, em Minas Gerais, mesmo com o protesto da mãe, gerou a separação do casal, por acusação de adultério, e o abandono familiar da criança, quando adolescente.
A fundação foi condenada em indenizar a família em R$ 26 mil, corrigidos monetariamente desde om início da ação judicial.
Já em Rondonópolis, o Conselho Municipal de Saúde encontrou um grupo de 37 pacientes em situação grave, esperando por cirurgia.




terça-feira, 18 de outubro de 2011

Exceto Delcídio, bancada luta por mais recursos do pré-sal para Mato Grosso do Sul

As discussões sobre a distribuição dos royalties do petróleo ganharam forma e se ampliaram com o pré-sal, que para muitos parlamentares é um patrimônio dos brasileiros, para uma minoria deve continuar nas mãos dos estados produtores.
Em Mato Grosso do Sul a discussão ecoou e a bancada federal se posiciona a favor de uma distribuição para todos os 5.565 municípios, uma forma de beneficiar também o nosso estado com mais recursos.
Na contramão de Mato Grosso do Sul, o senador Delcídio do Amaral (PT), se pronunciou dando apoio aos estados produtores, prejudicando as possibilidades de mais recursos para o estado. A divergência segue e outro senador sul-mato-grossense, Waldemir Moka (PMDB), se mostrou favorável a distribuição aos municípios, independente se produtores, com início já em 2012.
Para o senador Antônio Russo (PR), os direitos adquiridos pelos estados produtores, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo devem ser mantidos. “Acho fundamental garantir a divisão dos recursos para os estados não produtores, assim como foi definido no relatório do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB)”.
Aparentemente unida, a bancada federal de Mato Grosso do Sul afinou o discurso e se posicionou para que o estado passasse a receber mais este recurso, de forma que investimentos sejam realizados para o benefício da população.
E, a bandeira de que o petróleo encontrado na camada pré-sal é propriedade de todos os brasileiros tem o apoio dos deputados federais de MS, mesmo contrariando algumas declarações de Delcídio, que chegou a dar apoio aos estados produtores.
Definição
O deputado Geraldo Resende (PMDB) espera que a definição inclua todos os estados no rateio destes recursos. “Uma alternativa seria a questão do percentual, mas é um recurso natural de todo o país, da nação brasileira”, enfocou.
Resende tem defendido que não fique restrito aos municípios e estados produtores, seja distribuído para todos. “É para todas as unidades da federação e acredito que haverá um acordo até o final do mês”.
Vander Loubet (PT) é bastante claro. “Nossa posição é aquela que os royalties é patrimônio da União, mas com o pré-sal uma nova distribuição deve ser realizada”.
Para o deputado Vander o ideal é que haja o acordo e que Mato Grosso do Sul também seja contemplado, assim como os outros estados não produtores. “Espero um acordo que ajude ao Brasil”, avaliou.
Vander acredita que as discussões caminham para o entendimento. “Os estados produtores são isolados, os não produtores são maioria”.
O parlamentar destacou que os recursos do pré-sal também são importantes para o Mato Grosso do Sul. “É uma receita a mais. Quanto mais receita, maior a capacidade de investimento e isso é bom, independente de quem está no governo”, enfocou.
Riqueza
O deputado Antônio Carlos Biffi (PT) é enfático ao falar do pré-sal. “Primeiro, o pré-sal não pode ficar para os estados que se dizem produtores, pois é uma riqueza do país”. E justificou: “Aos produtores deve ser dado um percentual maior, em razão do desgaste”.
Biffi vai mais além e lembra que há mais para se definir. “Queria que fosse discutido, pois esta riqueza não pode ser simplesmente dos estados e municípios. Isso tem data para terminar e precisamos de projetos que proporcione condições de vida melhor para a população”.
O deputado petista ressaltou a necessidade de um controle social dos recursos oriundos do pré-sal. “A União deve ficar com a parte do leão e reverter em educação, ciência e tecnologia”.
De acordo com o deputado, essa riqueza precisa de proteção. “Sem um programa específico essa riqueza com certeza será usada para fins que a população desconhece”.
Para Biffi, 50% dos recursos deverão ser destinados à educação e o restante em ciência e tecnologia. “A nação precisa ter claro, pois muitas cidades que possuem os royalties não proporcionaram melhorias na qualidade de vida e é uma grana pesada, precisa haver controle. Esta riqueza tem validade, não é renovável”, concluiu.
Municípios
O deputado federal pelo DEM, Luiz Henrique Mandetta, lembrou que é uma discussão macro sobre a lei que está no Senado. “Para Mato Grosso do Sul é bem vinda, mas é necessário preparar as leis e o ambiente, pois é uma perspectiva de 5 a 10 anos para começar a exploração”.
Mandetta segue favorável a nova distribuição. “É uma riqueza distante da plataforma. Assim, é tanto do Mato Grosso do Sul, quanto do Rio de Janeiro. O espírito desta lei é favorecer os municípios”.
Segundo Mandetta, uma das aplicações destes recursos deve ser para a educação. “Acredito que os recursos devem ser voltados para políticas nacionais, mas precisa achar o petróleo, precisa fazer o dever de casa e isso vai levar um tempo e a discussão está antes da exploração”, finalizou.
Justiça
Não diferente de seus colegas, o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) é defensor do veto do então presidente Lula. “Acho que é o faz justiça para todo o país, aos Estados”.
Para Azambuja, os recursos do pré-sal poderão contribuir com a melhoria da saúde e da segurança pública, tão pertinente a toda população. “Sou favorável da derrubada do veto do Lula, pois o Rio de Janeiro e o Espírito Santo não podem achar que são donos do petróleo”.
Marçal Filho (PMDB) ressaltou que votou favorável e que continua na luta. “É a salvação da lavoura para os municípios e os prefeitos já estão se mobilizando. Será uma partilha muito boa”.
Assim como os outros deputados do estado, Marçal Filho ressalta que o pré-sal é uma riqueza de todos os brasileiros. “Onde já existe acho que não deve ser mexido, nem naquilo que vem sendo recebido pelos estados produtores. A lei é bastante radical e ajudará Mato Grosso do Sul”.
O deputado comparou as riquezas do pré-sal ao Pantanal e a Amazônia. “Tem que conservar, é um recurso do país inteiro”.
Marçal de Souza destacou seu posicionamento. “Acredito que ninguém vote contra o seu estado. Eu vou votar para derrubar o veto e estou trabalhando para que os colegas façam o mesmo”.
Segundo o deputado Fábio Trad (PMDB), não seria justo, nem lícito, que apenas o Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo sejam beneficiados com a exploração de uma riqueza encontrada na plataforma continental. “A plataforma é da União. Mato Grosso do Sul é um estado da federação brasileira, logo tem direito a receber também os royalties e as participações especiais”.
Fábio Trad destacou o artigo 20 da Constituição Federal, onde diz que os recursos naturais da plataforma continental, do mar territorial e da zona econômica exclusiva são bens da União. “A reserva de petróleo está situada em um espaço juridicamente atribuído a União e todos os estados e municípios integram a União. A emenda que foi vetada pelo ex-presidente Lula precisa se restabelecida pelo Congresso Nacional, Câmara e Senado, porque prevê que 50% dos royalties e participações especiais sejam divididos entre todos os Estados e 50% entre todos os municípios, sendo ou não produtores de petróleo”.