sábado, 17 de março de 2012

Diretoria da Fetems divulga nota oficial sobre a greve nacional


A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) divulgou nesta sexta-feira (16), nota oficial sobre a paralisação nacional dos professores e os eventos relativos às manifestações e reivindicações a classe.
A paralisação durou três dias em todos os estados da federação. No estado, a adesão chegou a 90%  dos trabalhadores. Em alguns municípios a paralisação chegou a 100% do efetivo.
A entidade luta pelo cumprimento, pelo poder público, do determinado na Lei do Piso Salarial Nacional [nº 11.738] que fixa o piso a ser recebido pelos professores, bem como da utilização de 1/3 das horas em atividades fora de sala de aula.

Confira abaixo a nota:
    Muitos afirmam que uma educação de qualidade é fundamental para o desenvolvimento do país, porém, na maioria das vezes não paramos para refletir o que é e como deve ser o ensino público que queremos para os nossos municípios, estados e para o Brasil. Nestes três dias de greve nacional, nós enquanto dirigentes da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), acreditamos que toda a sociedade brasileira voltou os seus olhos para as questões que envolvem o desenvolvimento da educação pública em nosso país.
    A iniciativa da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) de convocar todos os sindicatos em educação do Brasil ao pararem as suas redes públicas de ensino e lutarem por questões como a aprovação do Plano Nacional de Educação, 10% do Produto Interno Bruto para a educação pública e o cumprimento na íntegra da Lei do Piso Salarial Nacional, nº 11.738, foi louvável e com certeza rendeu e ainda renderá bons frutos na luta por melhorias no ensino público brasileiro.
    Em Mato Grosso do Sul, nós da diretoria da Federação que representa os trabalhadores em educação e que estivemos a frente da mobilização e organização da paralisação no Estado, tivemos alguns avanços como a conquista do cumprimento na íntegra da Lei do Piso Salarial Nacional em quinze municípios do nosso Estado. Antes da movimentação da greve nacional tínhamos apenas cinco gestores públicos que cumpriam a Lei, pagavam R$ 1.451 ou mais para os professores da rede municipal de ensino e concediam 1/3 de hora-atividade para o planejamento de aulas.
    Podemos afirmar que no primeiro dia de greve nacional tivemos 85%  das redes públicas de ensino em Mato Grosso do Sul que pararam as suas atividade e nos dois outros dias tivemos mais de 90%. Nossos sindicatos de base fizeram diversas movimentações em seus municípios, como passeatas, atos públicos, panfletagens, debates importantes sobre questões como o Plano Nacional de Educação e suas 20 metas, os planos de cargo e carreira das cidades, entre outras questões que afetam diretamente o dia-a-dia da categoria.
    Ressaltamos também municípios como Dourados, Três Lagoas, Aquidauana, Corumbá, Coxim, Maracajú, Douradina, Aparecida do Taboado, Coxim , Ponta Porã, Anastácio, entre outros que paralisaram as suas redes 100%.
    Além disso, consideramos que o movimento sindical da educação pública de Mato Grosso do Sul e do Brasil sai desta paralisação nacional fortalecido, pois conseguimos sensibilizar não só a sociedade como esperamos ter atingido os gestores públicos que precisam entender de uma vez por todas que sem investimento na educação pública as suas cidades e os seus estados nunca alcançaram a meta de desenvolvimento que eles procuram.
    A FETEMS e os seus 71 sindicatos afiliados superaram a meta de 10 mil trabalhadores em educação nas ruas da capital, no dia da mobilização em nível estadual, foram 15 mil trabalhadores, 58 ônibus vindo de todo o interior de MS, que participaram de umas das maiores passeatas da história da Federação, que neste mês de março completou os seus 33 anos.
    Agora a certeza que temos é de que a luta continua, aguardamos que o Governo do Estado cumpra a Lei do Piso Salarial Nacional na sua íntegra e conceda 1/3 de hora-atividade para os professores da rede estadual de ensino, também solicitamos uma reunião com a diretoria da Assomasul (Associação dos municípios de Mato Grosso do Sul), pois queremos que a entidade intervenha com os gestores municipais para que eles também assumam o compromisso de cumprir a Lei em seus municípios. A nível nacional vamos continuar na luta pela aprovação do PNE e pelo investimento de 10% do PIB para educação pública, juntamente com a CNTE e os demais sindicatos da educação do país.
    Nossa luta é a de todos que reconhecem nos profissionais em educação pessoas importantes e decisivas para a formação de nossas crianças e adolescentes, para a formação de cidadãos mais éticos, justos e comprometidos com as causas sociais. Agradecemos todo o apoio da sociedade sul-mato-grossense e da sociedade brasileira, principalmente os pais de alunos que entenderam a nossa causa e nos apoiaram nestes três dias de paralisação, reafirmamos que estas aulas serão repostas com a mesma qualidade e com o mesmo compromisso que temos de oferecer um ensino público de qualidade para os filhos dos trabalhadores de nosso Estado.
    Encerramos esta nota prestando solidariedade e apóio aos companheiros de luta do Piauí, Goiás, Distrito Federal e de todos os outros estados que decidiram continuar em greve, que é um direito legal e com certeza um instrumento legítimo da nossa luta.
    Diretoria da FETEMS

sexta-feira, 16 de março de 2012

ASSOMASSUL


Após manifestação na região central de Campo Grande, cerca de 1,2 mil professores da rede públicade Mato Grosso do Sul seguiram, em carreata, até a sede da Assomasul (Associação dos Municípios do Estado), onde entregaram ao representante do órgão um documento com as principais reivindicações da classe.Ao todo, 58 ônibus, além de carros e motos, estacionaram, por cerca de uma hora, nas proximidades da entidade - que fica localizada da avenida Eduardo Elias Zharan. O trânsito ficou tumultuado.No local, o presidente do Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores de Educação) de Rio Verde, Jorge Ibere Gomes Antunes, de 49 anos, explicou que o objetivo é fazer com que a entidade ofereça apoio aos professores e pressione prefeituras do interior para cumprir a lei nacional do piso.[Image]“São três pontos principais: Aumento de 10% do PIB [Produto Interno Bruto] para educação, aprovação do Plano Nacional de Educação que está em votação no congresso e o cumprimento da lei 11.738, do piso salarial”, afirmou o sindicalista.[Image]Na tarde desta quinta-feira (15), a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação do Estado) vai homenagear 15 prefeitos que cumprem a lei no Estado. Entres gestores municipais que receberão menção honrosa estão os prefeitos de São Gabriel do Oeste, Camapuã, Naviraí e Três Lagoas.
Passeata – Hoje pela manhã professores da rede pública saíram em passeata pela região central de Campo Grande para reivindicar melhores condições de trabalho e cumprimento da leiA concentração foi na praça do Rádio Clube. Os professores saíram em marcha pela avenida Afonso Pena, 14 de julho, Marechal Rondon, 13 de maio e Barão do Rio Branco.Por conta da paralisação, pelo menos 85% das escolas da rede pública não tiveram aula.

Paralisação atinge 85% das escolas da Capital; em MS, 90% estão sem aulas


Pelo menos 85% das escolas da rede pública em Campo Grande estão com os portões fechados, nesta quinta-feira (15), segundo dia da paralisação nacional dos professores, de acordo com a perspectiva da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul).
Para a entidade, o movimento fechou praticamente 100% das escolas estaduais da Capital. Entre as municipais, pouco mais de 70% estão paralisadas.
Com portões fechados, a escola estadual Lúcia Martins Coelho praticamente não tinha movimentação pouco antes das 7 horas, horário em que os alunos chegam para assistir aulas. Tanto é que funcionários aproveitaram para adiantar a limpeza que seria feita no sábado.
Na escola estadual Severino de Queiroz, na Vila Célia, o marasmo também impera na manhã desta quinta-feira. A vendedora Vera Lúcia Ramos Barreto, 57 anos, trabalha na frente do colégio e disse que o movimento está fraco lá desde ontem.
“Desde a hora que estou aqui hoje, não vi ninguém. Ontem, ainda tinha gente”, relatou a vendedora.
Em todo o estado, a expectativa da Fetems é de que mais de 90% das escolas da rede pública paralisaram as atividades nesta quinta-feira.
Atividades - Mais de 10 mil trabalhadores em educação de todo o Mato Grosso do Sul devem tomar as ruas de Campo Grande, nesta quinta-feira, na luta por melhorias na educação pública brasileira. A passeata organizada pela Fetems sai ainda nesta manhã da praça do Rádio Clube, na Afonso Pena.
Logo após a passeata pelas ruas do centro da Capital, os trabalhadores em educação seguirão em carreata até a Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) para entregar uma carta com reivindicações. Entre elas, a solicitação para que os prefeitos cumpram a Lei do Piso Salarial Nacional em seus municípios.
Às 15h30 haverá solenidade de reconhecendo do trabalho de 15 prefeitos que cumprem na íntegra o piso nacional e concedem 1/3 de hora-atividade para planejamento de aulas. O piso para início de carreira de professores com ensino médio é de R$ 1.451 por 40h semanais.
A mobilização nacional termina na sexta-feira (16), com debates simultâneos nos municípios sobre as 20 metas do Plano Nacional de Educação.

Passeata reúne cerca de 12 mil professores, segundo Fetems


Com bandeiras e gritos de guerra como ‘piso, carreira e 10%’, professores da rede pública de Mato Grosso do Sul saíram em passeata, na manhã desta quinta-feira (15), no centro de Campo Grande.
Segundo a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação do Estado), cerca de 12 mil educadores de praticamente todos os municípios sul-mato-grossenses participaram do protesto, que integra a paralisação nacional do três dias.
Depois que ficarem quase duas horas concentrados na praça do Rádio Clube, os professores saíram em marcha pela avenida Afonso Pena. Completam o trajeto as ruas 14 de Julho, Marechal Rondon, 13 de Maio e Barão do Rio Branco.
Com a passeata, o trânsito do centro da cidade ficou mais tumultuado que o normal nas vias próximas ao percurso da passeata.
Dentre as reivindicações da paralisação dos três dias, estão a aprovação do Plano Nacional de Educação, aplicação da lei do piso na íntegra e a separação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação.
O presidente da Fetems, Roberto Botareli, ressaltou que a paralisação é para que o professor tenha, daqui a dez anos, o salário equivalente ao do médico ou advogado.
“Nos últimos dez anos, tivemos mtos avanços. Tanto é que faz dez anos que não existe greve”. Botareli é contra deixar o reajuste salarial da categoria baseado na inflação. “Se deixar de acordo com a infalção, vamos receber de novo um salário mínimo”.
O professor de Educação Física, Cristiano César Trindade, 34, leciona em Campo Grande e destaca que a paralisação é o único jeito de conquistar os direitos.
“Os professores não estão paralisados pelo reajuste salarial, mas pela valorização da educação no país. É preciso investir na educação e nas condições de trabalho”.
Para o professor de Matemática, Erikson Tiago Sena, 25, Mato Grosso do Sul tem um piso relativamente bom, mas é preciso reivindicar melhorias para outras regiões.
“Por exemplo, no Rio Grande do Sul, o piso é de R$ 900. No Nordeste, é lamentável a situação das escolas. Por isso que é importante que a paralisação seja nacional, pela educação do país como um todo. Os governantes acham que estamos contra eles, mas nós somos a favor de investimentos para que a educação melhore”, relatou Sena.
Portões fechados - Por conta da paralisação nacional, pelo menos 85% das escolas da rede pública em Campo Grande não tiveram aula, nesta quinta-feira (15). Em todo o estado, a expectativa da Fetems é de que mais de 90% das escolas da rede pública paralisaram as atividades.
Atividades - Logo após a passeata pelas ruas do centro da Capital, os trabalhadores em educação seguirão em carreata até a Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) para entregar uma carta com reivindicações. Entre elas, a solicitação para que os prefeitos cumpram a Lei do Piso Salarial Nacional em seus municípios.
Às 15h30 haverá solenidade de reconhecendo do trabalho de 15 prefeitos que cumprem na íntegra o piso nacional e concedem 1/3 de hora-atividade para planejamento de aulas. O piso para início de carreira de professores com ensino médio é de R$ 1.451 por 40h semanais.
A mobilização nacional termina na sexta-feira (16), com debates simultâneos nos municípios sobre as 20 metas do Plano Nacional de Educação.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Juiz determina bloqueio do dinheiro arrecadado por Michel Teló com 'Ai se eu te pego'

O juiz da 3ª Vara Cível de João Pessoa, Miguel de Brito Lyra Filho, concedeu, na segunda-feira (12), liminar favorável às estudantes Marcella Quinho de Ramalho, Maria Eduarda Lucena dos Santos e Amanda Borba Cavalcanti, que se dizem coautoras da música 'Ai se eu te pego', hit que se tornou sucesso internacional na voz do cantor Michel Teló em 2011. Todo o dinheiro arrecadado com a venda ou distribuição da música está bloqueado, de acordo com a decisão assinada pelo magistrado paraibano.
No documento, o juiz cita ainda e Editora Musical Panttanal Ltda, a cantora Sharon Acioly, o compositor Antônio Diggs, a empresa Teló Produções Ltda, o cantor Michel Teló, a Gravadora Som Livre Ltda e a Apple Computer do Brasil Ltda. “Concedo a medida cautelar para determinar que os 1º, 2º, 3º, 4º e 5º promovidos - Editora Musical Panttanal Ltda, Sharon Acioly, Antônio Diggs, Teló Produções Ltda e Michel Teló apresentem balanço contábil de faturamento com a música “Ai se eu te pego”, consignando judicialmente a receita/lucro, mantendo o crédito indisponível até o trânsito em julgado da presente demanda”, afirma o juiz em sua decisão.
De acordo com o advogado Miguel de Farias Cascudo, um dos representantes das estudantes, já foram encaminhadas cartas de citação a todos os réus no processo movido pelas paraibanas. Todos os citados no documento - exceto a Som Livre e a Apple - têm um prazo de 60 dias para apresentar um balanço contábil do que foi arrecadado com a música. A medida tem efeito retroativo, ou seja, em caso de vitória das paraibanas, elas terão direito a participação nos lucros desde que a música foi gravada até hoje.
Nesse período, o dinheiro ficará num conta à disposição da Justiça, até que a decisão final do processo seja tomada. Já a gravadora Som Livre Ltda. e a Apple do Brasil Ltda. terão que consignar judicialmente "toda e qualquer importância financeira arrecadada com operações comerciais, nacionais e internacionais relativas à música 'Ai se eu te pego', mantendo o crédito indisponível até o trânsito em julgado, no prazo de cinco dias, sob pena de multa diária no valor de R$ 50 mil”.
O magistrado determinou, ainda, segundo o advogado das estudantes, que o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) seja notificado para que também passe a depositar os ônus da música em medida de consignação judicial.
Segundo Miguel de Farias, o objetivo das estudantes é obter reconhecimento pela coautoria da música e, consequentemente, participarem dos lucros com a propagação do hit. Segundo elas, a música foi composta em uma viagem à Disney, mas a cantora baiana Sharon Acioly a teria registrado em seu nome. Desde que o hit foi gravado pelo cantor Michel Teló e virou febre internacional, as paraibanas tentam reaver o direito sobre a composição.

Fim da novela: deputados vão dizer se protegem Puccinelli ou deixam Justiça trabalhar


A nova solicitação atende ao pedido do deputado Jerson Domingos, que comunicou ao tribunal federal que não havia recebido o pedido oficial anterior, da desembargadora Nancy Andrighi, datado de 15 de dezembro de 2011.
Assim, agora não há mais possibilidade de mal entendido, nem mau entendimento. Outra vez a desembargadora do Superior Tribunal de Justiça (STJ) solicitou autorização da Assembléia Legislativa para analisar denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que pede a condenação do governador Puccinelli na Ação Penal 664 – relativa à doação da Área do Papa à Financial.
Agora, acredita-se, chegou ao fim uma novela que começou no dia 15 de dezembro do ano passado, quando o STF informou que havia remetido à Assembléia a solicitação em questão. No dia 16 de fevereiro, o tribunal informou que a Assembléia havia acusado o recebimento da comunicação do STJ, mas o presidente da casa negou a informação.
Por isso, no último dia 7 de março, o departamento jurídico da Assembleia enviou carta à ministra requerendo uma nova solicitação de autorização para processar Puccinelli. A alegação era de que a Assembléia só havia recebido as cópias dos CDs do processo, mas sem o pedido de autorização.
O novo pedido apenas repete o anterior, apenas com novos números de registro:
“12/03/2012- 17h56min-OFÍCIO Nº 000730/2012-CESP SOLICITANDO AUTORIZAÇÃO PARA INSTAURAR PROCESSO EXPEDIDO AO (À) PRESIDENTE DEPUTADO ESTADUAL JERSON DOMINGOS”
“15/12/2011 - 17:20 - OFÍCIO Nº 005319/2011-CESP SOLICITANDO AUTORIZAÇÃO PARA INSTAURAR PROCESSO EXPEDIDO AO (À) PRESIDENTE DEPUTADO ESTADUAL JERSON DOMINGOS (CÓPIA JUNTADA)”.
Jerson prometeu dar andamento ao caso
No que depender da palavra do presidente da Assembléia Legislativa, Jerson Domingos, em poucos dias a Assembléia vai dizer sim, ou não, ao pedido do STJ. O próprio governador Puccinelli afirmou que enviaria uma carta aos deputados, em favor da autorização da investigação do STJ.
Na ocasião, Puccinelli não se esqueceu de recomendar a liberação ao processo aos deputados da sua fiel base de apoio com uma ressalva direta: “para que assim entendendo possam investigar”. O “entendendo” se refere a uma decisão autônoma dos deputados, na qual não haveria pressão do governador pelo engavetamento da APn 664. Mas nesse caso, o governador pediu a liberação para o processo, e não exigiu como em outros tipos de votação.
Além disso, Puccinelli criou uma confusão semântica em seu pedido, porque quem investiga o caso, de direito, é uma das mais altas instâncias do judiciário nacional, o STJ, a pedido da mais alta instância do Ministério Público, a federal. E trata-se de um processo de longa tramitação, não uma investigação.
Se a Assembleia tomar a mesma decisão em pedido anterior do STJ (APn573), o caso vai ser engavetado. O problema de Puccinelli é que a STJ reagiu à decisão dos seus parlamentares.
Três Ações Penais estão na fila de espera da Assembléia
A APn 664 é uma denúncia da subprocuradora da República Áurea Lustosa Pierre, que encontrou indícios de irregularidades na doação da Área do Papa à Financial Construtora, pelo ex-prefeito Puccinelli, a preços muito abaixo do mercado, em troca da realização de obras com indícios de superfaturamento, e sem licitação.
Pela denúncia, a prefeitura e seus contribuintes teriam perdido dinheiro nas duas pontas do negócio, feito sem licitação. O terreno da Área do Papa (onde se realiza o desfile das escolas de samba) foi vendido a R$ 10,32 o metro quadrado, mas o preço de mercado na época era de R$ 58,00, segundo o MPF.
O mesmo caminho deve ter a APn 665, que investiga a concessão da Águas de Campo Grande à empresa Águas de Guariroba, hoje do grupo Equipav. A tramitação desta APn no judiciário também depende da Assembléia.
Em outra ação penal mais grave, a APn 573, o MPF denunciou Puccinelli por lavagem de dinheiro e ocultação de bens na compra e venda de fazendas entre a região de Anastácio e Nioaque.
A denúncia do MPF aferiu que nem Puccinelli, nem seu sócio, o ex-diretor de licitações da prefeitura, Mauro Cavalli, tinham proventos para adquirir fazendas, conforme as suas declarações de rendimentos de quanto assumiram seus respectivos cargos na prefeitura de Campo Grande. Cavalli hoje é um dos maiores pecuaristas do MS.
No caso da APn 573, Assembléia não autorizou o andamento do processo contra Puccinelli. Em contrapartida, a ministra Nancy Andrighi determinou que a prescrição do prazo final da ação fosse congelado em novembro de 2010, até que Puccinelli deixe o cargo de governador.
O fato significou que o STJ não aceitou a limitação de seu campo de atuação pelos parlamentares fiéis ao governador.
Financial é empreiteira conhecida da Polícia Federal
A empreiteira citada na APn 664, a Financial, é a mesma empreiteira que, em 2010, foi envolvida na Operação Uragano, da PF, sob a acusação de corrupção ativa. Seu dono, o empreiteiro Antônio Fernando de Araújo Garcia, é um dos indiciados na operação, acusado de desviar recursos públicos para financiamento de campanhas políticas nos contratos de tratamento do lixo de Dourados.
Não foi a primeira vez que Garcia se viu às voltas com a PF. Em 2006, a Polícia Federal do MS pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Antônio Garcia. Na oportunidade a PF queria saber o destino de R$ 180 mil, apreendidos com o empresário em uma mala.

Jerson comunica ao STJ que não recebeu ofício para autorizar processos contra Puccinelli


O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado Jerson Domingos (PMDB), encaminhou ofício ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), informando que a Casa de Leis não recebeu pedido para autorizar processo contra o governador André Puccinelli.
No site do STJ consta que a Assembleia recebeu o Aviso de Recebimento (AR) da solicitação de autorização para processar Puccinelli dia 22 de dezembro do ano passado. Jerson, por sua vez, garantiu que só chegou ao Legislativo cópia de duas ações contra o governador.
Diante do desencontro de informações, o presidente encaminhou ofício ao Tribunal para “comunicar à ministra Nancy Andrighi que a Assembleia não recebeu o pedido”. “Assim que obtiver um retorno do STJ vou comunicar a imprensa”, emendou Jerson.
Chegando o ofício, o pedido de autorização passará pelo exame da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e, depois será remetido para votação em plenário. A autorização para processar qualquer governador depende da manifestação das Assembleias, conforme estabelece a Constituição Federal.
Processos
O processo contra o governador apura a permuta da Área do Papa com a empreiteira Financial, ainda na época em que ele era prefeito da Capital. A ministra-relatora do caso no STF suspendeu o prazo de prescrição da Ação Penal 664, enquanto a Assembleia não deliberar se concede, ou não, a licença para processar Puccinelli.
Com esta decisão, somam-se três processos suspensos, temporariamente, por aguardarem a mesma decisão dos parlamentares – as ações penais 573 (lavagem de dinheiro e ocultação de bens), a 665 (privatização da Águas de Guariroba) e agora a APn 664. 


Jerson diz que recebeu ações do STJ sem os pedidos de autorização para processar André




O presidente da Assembleia Legislativa do MS, deputado Jerson Domingos(PMDB), afirmou no começo desta tarde (22/2) à reportagem do Midiamax que, provavelmente, houve um engano do Superior Tribunal de Justiça na remessa da solicitação do pedido de autorização para processar o governador Puccinelli, em meados de dezembro passado.
Segundo o deputado, no dia 19 de dezembro a presidência da Assembleia recebeu dois envelopes relativos às APns 664 e 665, em tramitação no STJ, que continham dois CDs com as cópias digitais das ações penais. Mas que, ao abrir as mídias, não encontrou os dois pedidos de autorização à Assembleia para dar andamento nos processos.
Ainda segundo Jerson Domingos, “teria sido mais fácil receber a solicitação e encaminhá-las para a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia (CCJ)”, que é o primeiro passo de apreciação do pedido do STJ, antes de remeter os casos para a decisão dos deputados, por meio de votação em plenário.
O presidente esclareceu que os Avisos de Recebimento (AR) da Assembleia, que constam nos “andamentos” dos dois casos no site do STJ, se referem apenas ao recebimento dos CDS, e não das solicitações de autorização.
Nesse momento, a direção da Assembleia está em contato com a Coordenadoria da Corte Especial do STJ, especialmente com o gabinete da ministra Nancy Andrighi, que relata as APns que envolvem o governador Puccinelli, para esclarecer o desencontro de informações.
Segundo as afirmações do presidente da Assembleia, trata-se, apenas, de um caso de erro burocrático, fácil de ser corrigido.


Cerca de 450 mil alunos estão sem aula em MS


Cerca de 350 mil alunos da rede estadual de ensino estão sem aula em Mato Grosso do Sul. Além deles, em Campo Grande, mais 100 mil da rede municipal também estão sem atividades desde a manhã desta quarta-feira (14) e seguem assim até sexta-feira (16).
Segundo os grevistas, o objetivo da paralisação é forçar os governos (estadual e municipal) a aderirem ao PNE (Plano Nacional de Educação), que determina que 10% do PIB (Produto Interno Bruto) sejam destinados à educação, além do cumprimento do Piso Nacional dos Professores, R$ 1.461,00.
No âmbito municipal, a cobrança é também pela ampliação da hora atividade do professor, destinando 1/3 da carga horária ao planejamento das aulas e a aplicação do valor do piso para uma jornada de 20 horas.
O presidente da ACP (Associação Campo-grandense dos Professores), Geraldo Alves Gonçalves, que está reunido com cerca de 300 professores na entidade informou que aproximadamente 70% dos três mil professores da rede municipal de ensino aderiram à greve. Segundo ele, mais quatro mil professores da rede estadual de ensino estão parados em Campo Grande.
Gonçalves disse que recebe nesta manhã a Comissão de Educação da Câmara Municipal de Campo Grande, composta pelos vereadores Silveira (PSDB), professora Rose (PSDB) e Marcelo Bluma (PV). Eles irão conversar com os professores e buscar formas de encontrarem um consenso.
O professor de matemática Paulo Reis, que estava na ACP, disse que é muito importante destinarem 1/3 da carga horária para o planejamento das aulas. “Geralmente o professor tem que trabalhar três períodos e com isso fica sem tempo para preparar a aula”.
Já o diretor do Joaquim Murtinho, Lucílio Souza Nobre, disse que o aumento salarial é fundamental para dar condições ao trabalho do professor. “è preciso mudar, principalmente porque o MEC (Ministério da Educação) cora dos professores a melhora da nota no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).”
Piores salários
Em Mato Grosso do Sul os piores salários paga a professores da rede pública são em Jardim (R$1.033), Nioaque (R$1.039), Bataiporã (R$ 1.064), Sonora (R$ 1.071) e Jateí (R$ 1.082).
Violência nas escolas
Outro problema apontado pelos professores é a violência contra eles por parte dos alunos.
Paulo Reis disse que a indisciplina é muito grande e que a violência verbal é a mais constante. Ele ainda disse que conhece casos de professores que levaram chutes e socos de alunos.
Para Lucílio, o problema está porque família, estado e escola precisam trabalhar em conjunto nesta questão. Segundo ele, se um falhar o problema acontece.
Agenda greve
Dia 14 - Municípios realizarão atividades como panfletagem, passeatas e assembleias.
Dia 15 - Trabalhadores em educação realizarão uma grande passeata em Campo Grande (Concentração 8h - Praça do Rádio) e homenagem às prefeituras que concedem 1/3 de hora-atividade para planejamento de aulas.