quarta-feira, 27 de junho de 2012

ARISTOTELES

Aristóteles (em grego antigo: Ἀριστοτέλης, transl. Aristotélēs; Estagira, 384 a.C. — Atenas, 322 a.C.) foi um filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. Seus escritos abrangem diversos assuntos, como a física, a metafísica, as leis da poesia e do drama, a música, a lógica, a retórica, o governo, a ética, a biologia e a zoologia. Juntamente com Platão e Sócrates (professor de Platão), Aristóteles é visto como um dos fundadores da filosofia ocidental. Em 343 a.C. torna-se tutor de Alexandre da Macedónia, na época com 13 anos de idade, que será o mais célebre conquistador do mundo antigo. Em 335 a.C. Alexandre assume o trono e Aristóteles volta para Atenas, onde funda o Liceu (lyceum) em 335 a.C.. Repercussão Seu ponto de vista sobre as ciências físicas influenciou profundamente o cenário intelectual medieval, e esteve presente até o Renascimento - embora eventualmente tenha vindo a ser substituído pela física newtoniana. Nas ciências biológicas, a precisão de algumas de suas observações foi confirmada apenas no século XIX. Suas obras contêm o primeiro estudo formal conhecido da lógica, que foi incorporado posteriormente à lógica formal. Na metafísica, o aristotelismo teve uma influência profunda no pensamento filosófico e teológico nas tradições judaico-islâmicas durante a Idade Média, e continua a influenciar a teologia cristã, especialmente a ortodoxa oriental, e a tradição escolástica da Igreja Católica. Seu estudo da ética, embora sempre tenha continuado a ser influente, conquistou um interesse renovado com o advento moderno da ética da virtude. Todos os aspectos da filosofia de Aristóteles continuam a ser objeto de um ativo estudo acadêmico nos dias de hoje. Embora tenha escrito diversos tratados e diálogos num estilo elegante (Cícero descreveu seu estilo literário como "um rio de ouro"),[1] acredita-se que a maior parte de sua obra tenha sido perdida, e apenas um terço de seus trabalhos tenham sobrevivido.[2] Apesar do alcance abrangente que as obras de Aristóteles gozaram tradicionalmente, os acadêmicos modernos questionam a autenticidade de uma parte considerável do corpus aristotélico.[3] Foi chamado por Augusto Comte de "o príncipe eterno dos verdadeiros filósofos",[4] por Platão de "O Leitor" (pela avidez com que lia e por se ter cercado dos livros dos poetas, filósofos e homens da ciência contemporâneos e anteriores) e, pelos pensadores árabes, de o "preceptor da inteligência humana". Também era conhecido como O Estagirita, por sua terra natal, Estagira. Vida Aristóteles era natural de Estagira, na Trácia,[5] sendo filho de Nicômaco, amigo e médico pessoal do rei macedônio Amintas III, pai de Filipe II.[6] É provável que o interesse de Aristóteles por biologia e fisiologia decorra da atividade médica exercida pelo pai e pelo tio, e que remontava há dez gerações. Segundo a compilação bizantina Suda, Nicômaco era descendente de Nicômaco, filho de Macaão, filho de Esculápio.[7] Com cerca de 16 ou 17 anos partiu para Atenas, maior centro intelectual e artístico da Grécia. Como muitos outros jovens da época, foi para lá prosseguir os estudos. Duas grandes instituições disputavam a preferência dos jovens: a escola de Isócrates, que visava preparar o aluno para a vida política, e Platão e sua Academia, com preferência à ciência (episteme) como fundamento da realidade. Apesar do aviso de que, quem não conhecesse Geometria ali não deveria entrar, Aristóteles decidiu-se pela academia platônica e nela permaneceu vinte anos, até a morte de Platão,[8], no primeiro ano da 108a olimpíada (348 a.C.).[9] Espeusipo, sobrinho de Platão [10], foi por ele nomeado escolarca da academia,[9] e assim Aristóteles partiu para Assos com alguns ex-alunos. Dois fatos parecem se relacionar com esse episódio: Espeusipo representava uma tendência que desagradava Aristóteles, isto é, a matematização da filosofia; e Aristóteles ter-se sentido preterido (ou rejeitado), já que se julgava o mais apto para assumir a direção da Academia, no entanto não assumira devido principalmente ao fato de que não era grego, mas imigrante da Macedônia. Em Assos, Aristóteles fundou um pequeno círculo filosófico com a ajuda de Hérmias, tirano de Atarneu e eventual ouvinte de Platão. Lá ficou por três anos e casou-se com Pítias, sobrinha de Hérmias. Assassinado Hérmias, Aristóteles partiu para Mitilene, na ilha de Lesbos, onde realizou a maior parte das famosas investigações biológicas. No ano de 343 a.C. chamado por Filipe II, tornou-se preceptor de Alexandre, função que exerceu até 336 a.C., quando Alexandre subiu ao trono. Neste mesmo ano, de volta a Atenas, fundou o Lykeion, origem da palavra Liceu (lyceum) cujos alunos ficaram conhecidos como peripatéticos (os que passeiam), nome decorrente do hábito de Aristóteles de ensinar ao ar livre, muitas vezes sob as árvores que cercavam o Liceu. Ao contrário da Academia de Platão, o Liceu privilegiava as ciências naturais. Alexandre mesmo enviava ao mestre exemplares da fauna e flora das regiões conquistadas. O trabalho cobria os campos do conhecimento clássico de então, filosofia, metafísica, lógica, ética, política, retórica, poesia, biologia, zoologia, medicina e estabeleceu as bases de tais disciplinas quanto a metodologia científica. Aristóteles dirigiu a escola até 324 a.C., pouco depois da morte de Alexandre. Os sentimentos antimacedônicos dos atenienses voltaram-se contra ele que, sentindo-se ameaçado, deixou Atenas afirmando não permitir que a cidade cometesse um segundo crime contra a filosofia (alusão ao julgamento de Sócrates). Deixou a escola aos cuidados do principal discípulo, Teofrasto (372 a.C. - 288 a.C.) e retirou-se para Cálcis, na Eubéia. Nessa época, Aristóteles já era casado com Hérpiles, uma vez que Pítias havia falecido pouco tempo depois do assassinato de Hérmias, seu protetor. Com Hérpiles, teve uma filha e o filho Nicômaco. Morreu a 322 a.C. Em certo sentido, Aristóteles via o próprio pensamento como o ponto culminante do processo desencadeado por Tales de Mileto. A filosofia pretendia não apenas rever como também corrigir as falhas e imperfeições das filosofias anteriores. Ao mesmo tempo, trilhou novos caminhos para fundamentar as críticas, revisões e novas proposições. Aluno de Platão, Aristóteles discorda de uma parte fundamental da sua filosofia. Platão concebia dois mundos existentes: aquele que é apreendido por nossos sentidos, o mundo concreto -, em constante mutação; e outro mundo - abstrato -, o das ideias, acessível somente pelo intelecto, imutável e independente do tempo e do espaço material. Aristóteles, ao contrário, defende a existência de um único mundo: este em que vivemos. O que está além de nossa experiência sensível não pode ser nada para nós. Lógica Para Aristóteles, a Lógica é um instrumento, uma introdução para as ciências e para o conhecimento e baseia-se no silogismo, o raciocínio formalmente estruturado que supõe certas premissas colocadas previamente para que haja uma conclusão necessária. O silogismo é dedutivo, parte do universal para o particular; a indução, ao contrário, parte do particular para o universal. Dessa forma, se forem verdadeiras as premissas, a conclusão, logicamente, também será. Física A concepção aristotélica de Física parte do movimento, elucidando-o nas análises dos conceitos de crescimento, alteração e mudança. A teoria do ato e potência, com implicações metafísicas, é o fundamento do sistema. Ato e potência relacionam-se com o movimento enquanto que a matéria se forma com a ausência de movimento. Para Aristóteles, os objetos caíam para se localizarem corretamente de acordo com a natureza: o éter, acima de tudo; logo abaixo, o fogo; depois o ar; depois a água e, por último, a terra. Psicologia A Psicologia é a teoria da alma e baseia-se nos conceitos de alma (psykhé) e intelecto (noûs). A alma é a forma primordial de um corpo que possui vida em potência, sendo a essência do corpo. O intelecto, por sua vez, não se restringe a uma relação específica com o corpo; sua atividade vai além dele. O organismo, uma vez desenvolvido, recebe a forma que lhe possibilitará perfeição maior, fazendo passar suas potências a ato. Essa forma é alma. Ela faz com que vegetem, cresçam e se reproduzam os animais e plantas e também faz com que os animais sintam. No homem, a alma, além de suas características vegetativas e sensitivas, há também a característica da inteligência, que é capaz de apreender as essências de modo independente da condição orgânica. Ele acreditava que a mulher era um ser incompleto, um meio homem. Seria passiva, ao passo que o homem seria ativo. Biologia A biologia é a ciência da vida e situa-se no âmbito da física (como a própria psicologia), pois está centrada na relação entre ato e potência. Aristóteles foi o verdadeiro fundador da zoologia - levando-se em conta o sentido etimológico da palavra. A ele se deve a primeira divisão do reino animal. Aristóteles é o pai da teoria da abiogênese, que durou até séculos mais recentes, segundo a qual um ser nascia de um germe da vida, sem que um outro ser precisasse gerá-lo (exceto os humanos): um exemplo é o das aves que vivem à beira das lagoas, cujo germe da vida estaria nas plantas próximas. Ainda no campo da biologia, Aristóteles foi quem iniciou os estudos científicos documentados sobre peixes sendo o precursor da ictiologia (a ciência que estuda os peixes), catalogou mais de cem espécies de peixes marinhos e descreveu seu comportamento. É considerado como elemento histórico da evolução da piscicultura e da aquariofilia.[11] Metafísica O termo "Metafísica" não é aristotélico; o que hoje chamamos de metafísica era chamado por Aristóteles de filosofia primeira. Esta é a ciência que se ocupa com realidades que estão além das realidades físicas que possuem fácil e imediata apreensão sensorial. O conceito de metafísica em Aristóteles é extremamente complexo e não há uma definição única. O filósofo deu quatro definições para metafísica: a ciência que indaga e reflete acerca dos princípios e primeiras causas; a ciência que indaga o ente enquanto aquilo que o constitui, enquanto o ser do ente; a ciência que investiga as substâncias; a ciência que investiga a substância supra-sensível, ou seja, que excede o que é percebido através da materialidade e da experiência sensível. Os conceitos de ato e potência, matéria e forma, substância e acidente possuem especial importância na metafísica aristotélica. As quatro causas Para Aristóteles, existem quatro causas implicadas na existência de algo: A causa material (aquilo do qual é feita alguma coisa, a argila, por exemplo); A causa formal (a coisa em si, como um vaso de argila); A causa eficiente (aquilo que dá origem ao processo em que a coisa surge, como as mãos de quem trabalha a argila); A causa final (aquilo para o qual a coisa é feita, cite-se portar arranjos para enfeitar um ambiente). Essência e acidente Aristóteles distingue, também, a essência e os acidentes em alguma coisa. A essência é algo sem o qual aquilo não pode ser o que é; é o que dá identidade a um ser, e sem a qual aquele ser não pode ser reconhecido como sendo ele mesmo (por exemplo: um livro sem nenhum tipo de história ou informações estruturadas, no caso de um livro técnico, não pode ser considerado um livro, pois o fato de ter uma história ou informações é o que permite-o ser identificado como "livro" e não como "caderno" ou meramente "maço de papel"). O acidente é algo que pode ser inerente ou não ao ser, mas que, mesmo assim, não descaracteriza-se o ser por sua falta (o tamanho de uma flor, por exemplo, é um acidente, pois uma flor grande não deixará de ser flor por ser grande; a sua cor, também, pois, por mais que uma flor tenha que ter, necessariamente, alguma cor, ainda assim tal característica não faz de uma flor o que ela é). No sistema aristotélico, a ética é a ciência das condutas, menos exata na medida em que se ocupa com assuntos passíveis de modificação. Ela não se ocupa com aquilo que no homem é essencial e imutável, mas daquilo que pode ser obtido por ações repetidas, disposições adquiridas ou de hábitos que constituem as virtudes e os vícios. Seu objetivo último é garantir ou possibilitar a conquista da felicidade. Partindo das disposições naturais do homem (disposições particulares a cada um e que constituem o caráter), a moral mostra como essas disposições devem ser modificadas para que se ajustem à razão. Estas disposições costumam estar afastadas do meio-termo, estado que Aristóteles considera o ideal. Assim, algumas pessoas são muito tímidas, outras muito audaciosas. A virtude é o meio-termo e o vício se dá ou na falta ou no excesso. Por exemplo: coragem é uma virtude e seus contrários são a temeridade (excesso de coragem) e a covardia (ausência de coragem). As virtudes se realizam sempre no âmbito humano e não têm mais sentido quando as relações humanas desaparecem, como, por exemplo, em relação a Deus. Totalmente diferente é a virtude especulativa ou intelectual, que pertence apenas a alguns (geralmente os filósofos) que, fora da vida moral, buscam o conhecimento pelo conhecimento. É assim que a contemplação aproxima o homem de Deus.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Há 70 anos no São Julião, "Gavião" comemora 107 anos de histórias

No dia em que comemorou 107 anos, José Garcia continua sendo um exemplo de alegria e bom humor. Há 70 anos morando no Hospital São Julião, em Campo Grande, ele contou que é feliz e bem tratado. O idoso foi morar no hospital após descobrir que estava com hanseníase em 1941 e, desde então, ele continua no hospital. “Não tem ruindade aqui e todo mundo me trata bem”, afirmou com entusiasmo.


Conhecido como Gavião, pelo passado cheio de namoradas, José nasceu em Miranda, a 201 km de Campo Grande. Sem familiares que quisessem acolhê-lo, José preferiu continuar no hospital após descobrir a doença. Ele chegou a ser despejado pela família. A hanseníase deixou tristeza, além das mãos atrofiadas. “Nem no meu dinheiro queriam pegar com medo de contaminação”, contou.
Na época, a doença não tinha cura, como ressaltou o diretor administrativo do hospital, Amilton Alvarenga. “A cura e o tratamento só chegaram em 1986. Então todo mundo tinha preconceito”, lembrou.

“Eu estava engraxando o sapato de um médico quando ele reparou que minhas mãos estavam inchadas”, disse José, lembrando como descobriu a doença. “Eu não queria que minha patroa (chefe) soubesse da doença e pedi para ir até Miranda fazer o exame”. Depois de confirmada a hanseníase, José voltou para Capital para ser internado no São Julião.

Jóse mostra os ovos que come todos os dias de manhã. Segundo ele, essa é a fórmula para viver mais (Foto: Simão Nogueira)

Gavião foi o 6° paciente a ser cadastrado no hospital, e segundo os funcionários, a alegria e as piadas sempre foram constantes.

As histórias antigas, todas relembradas pela boa memória, foram traduzidas para equipe do Campo Grande News pelo auxiliar de enfermagem Mauro Sérgio Santos, já que José fala enrolado, o que dificulta o entendimento.
Dando risada, Gavião relembrou casos e animado contava todos eles, com riqueza de detalhes. “Eu fiz um boneco com lençol e coloquei embaixo do cobertor, na cama, e enganei a minha namorada e fui andar”.
Segundo José, a fórmula para uma longa vida são os dois ovos, crus, que ele toma toda manhã, além do café. “Ele é ótimo, está sempre de bom humor, além de muito lúcido”, frisou o diretor Amilton.

Na manhã de hoje, a ala em que José mora recebeu decoração especial para comemorar o aniversário de 107 anos de vida e história. O quarto foi decorado com faixas e, na entrada da ala, um arco cheio de balões lembrava que ali havia motivo para uma grande festa.

Ele não aborrece ninguém. Tristeza não tem vez com ele”, contou Raimundo Lopes da Silva, 75 anos, que também mora no São Julião. No fim da entrevista, José levantou da cadeira, e com ar de menino levado, demonstrou como ganhava a vida. Gesticulando, ele indicou que nos velhos tempos a roça e a lavoura eram o seu lugar. “Obrigado pela visita”, disse sorrindente, depois de mostrar os ovos na geladeira.



Aécio ignora pressão do PMDB e diz que pré-candidatura de Azambuja não tem volta

Em entrevista coletiva, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) ignorou as ameaças de retaliação do PMDB por conta do projeto de candidatura própria dos tucanos na Capital e deixou claro agir de forma serena e cautelosa para evitar guerra com os peemedebistas sul-mato-grossenses. “Para brigar comigo é preciso muito esforço”, declarou.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB), e o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) avisaram que a visita de Aécio à Capital para lançar a pré-candidatura de Azambuja joga o PMDB no palanque da presidente Dilma Rousseff (PT) na corrida pela sucessão presidencial, em 2014.
Além disso, a cúpula do PMDB cogita o retorno do secretário estadual de Habitação e Cidades, Carlos Marun (PMDB), para diminuir o peso político do deputado estadual professor Rinaldo (PSDB) na disputa eleitoral. Com o retorno de Marun, o tucano, primeiro suplente da coligação, perde a cadeira na Casa de Leis.
O senador Aécio Neves minimizou as ameaças. “Vamos dar tempo ao tempo, espero continuar conversando (com o PMDB), não podemos deixar de conversar”, defendeu. Ele destacou ainda que divergências municipais não podem se estender a 2014. “O momento é de eleição municipal e”, frisou. "E aqui (em Campo Grande) vamos disputar com o Azambuja, um dos homens mais preparados na nova geração do PSDB", emendou.
Aécio ainda frisou, em diversas situações, respeitar o PMDB e ser grato pelo apoio do partido ao PSDB em eleições anteriores. “Tenho muito respeito pelo governador Andre Puccinelli (PMDB) e pelo prefeito Nelsinho Trad (PMDB)”, destacou.
Ele ainda negou ter sido procurado, em Brasília, pelo governador ou pelo prefeito para discutir a possibilidade de convencer Reinaldo a abandonar a pré-candidatura em troca da manutenção da aliança com o PMDB no Estado em eventual disputa pela sucessão de Dilma. Aécio e cotado para concorrer à Presidência da Republica. "Tenho diálogo franco com eles e nunca houve intromissão", disse.

Não tenho muita vaidade, quero servir ao PT”, diz Zeca ao lançar candidatura como vereador

Durante o ato que reuniu dezenas de militantes do PT na noite desta quinta-feira (19) em Campo Grande, o ex-governador Zeca do PT anunciou oficialmente sua candidatura como vereador para disputar as eleições deste ano. “Não tenho muita vaidade, eu quero servir ao PT”, disse.

Para ele, o anúncio faz parte de um projeto estratégico do PT que passa pelas eleições de 2012 e termina em 2014, quando o senador Delcídio do Amaral (PT) deve ser lançado como candidato ao Governo do Estado.
“Devo muito ao Vander e ao PT que me fizeram sair de Porto Murtinho e me fizeram chegar duas vezes ao Governo do Estado. O Vander é meu amigo desde criança, meu companheiro de lutas históricas”, declarou.


Sem prejuízos
Zeca do PT enumerou casos pelo País de candidatos a cargos mais disputados que atualmente competem pela cadeira de vereador em seus municípios. “Coloque aí na lista a ex-senadora do PSOL que agora disputa como vereadora em Maceió, o César Maia e Valdir Pires, Ministro de Estado do governo Lula que agora é candidato a vereador na Bahia. Sem vaidade, sem outras grandes pretensões me coloco à disposição do PT”.
Quanto à possibilidade de caso ganhar para vereador e ter que deixar o cargo em 2014 para disputar como senador pelo partido, Zeca ponderou. “O cargo de senador no PT é disponibilizado historicamente para negociação com outros partidos, mas já me coloquei à disposição para ser senador em 2014 e Delcídio sabe disso”, disparou.
Motivados
O candidato do PT para prefeito em Campo Grande, Vander Loubet, reforçou que a candidatura de Zeca fortalece e muito o PT. “Nossa chapa fica motivada e este apoio nos dá segurança e traquilidade. É um gesto de compromisso com o projeto político, além do desprendimento. Um gesto de humildade. Nas redes sociais a movimentação da militância reforça minha candidatura como prefeito, assim como a bancada de vereadores”.
Sobre alianças políticas, Vander diz que está dialogando com PC do B, PSB, PSL e outros. “Mas quanto mais candidatos, melhor. A pulverização é a arma do PT e estamos trabalhando para ir para o segundo turno. Como todos farão campanha de oposição, vão nos dar apoio na próxima etapa de votação e temos chances sim”, alegou.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

André diz que vai recorrer até a última instância contra jornada extraclasse


O governador André Puccinelli (PMDB) declarou na manhã desta sexta-feira (13) que vai recorrer até a última instância contra a decisão do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que obriga a reserva de, no mínimo, 1/3 da carga horária dos professores para jornada extraclasse a partir de 2013.
Puccinelli explicou que sempre disse que só cumprirá a determinação se for vencido em instância definitiva. “Eu sempre cumpri a lei. Mas, ainda cabe recurso e vou recorrer”, garantiu.
Ontem o Governo publicou uma nota dizendo que vai recorrer alegando que o tema ainda está em análise no STF (Supremo Tribunal Federal) e que a medida vai trazer impacto imediato nas finanças do Estado.
O Governo alega que a mudança pode gerar um impacto de R$ 49 milhões por ano, com a contratação de 1.798 professores. Segundo o Governo, o valor compromete a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e impede a discussão de reajuste para as outras categorias.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Baixa incidência de ondas de calor em japonesas despertou interesse sobre consumo de soja


Duas porções diárias de soja podem reduzir a frequência e intensidade de ondas de calor vivenciadas por mulheres durante a menopausa, concluiu o mais abrangente estudo já feito sobre o assunto. Os resultados da pesquisa apontam para uma redução de até 26% no sintoma.
Pesquisadores da Universidade de Delaware, em Newark, Nova Jersey, Estados Unidos, analisaram 19 investigações prévias sobre o tema envolvendo um total de 1.200 mulheres.
Os resultados do trabalho foram publicados na revista científica Menopause: The Journal of the North American Menopause Association.
Até o presente, pesquisas sobre o assunto tinham apresentado resultados contraditórios - algumas confirmando, outras negando os benefícios da soja para mulheres na menopausa.
Mas segundo a equipe americana, a discrepância se deve ao número pequeno de participantes em alguns dos estudos e também a problemas de metodologia.
"Quando combinamos todos (os estudos), concluímos que o efeito geral (da soja) ainda é positivo", disse Melissa Melby, professora de antropologia médica na University of Delaware, autora do estudo.
Resultados
Ao examinar o impacto de isoflavonas da soja (substâncias químicas que produzem um efeito semelhante ao do hormônio feminino estrogênio), Melby e seus colegas concluíram que ingerir ao menos 54 miligramas de isoflavonas da soja diariamente, por um período entre seis semanas e um ano, diminui a frequência das ondas de calor em 20,6% e a intensidade do sintoma em até 26% em comparação com o uso de um placebo.
Em estudos de duração mais longa, onde mulheres consumiram isoflavonas por 12 semanas ou mais, a diminuição na frequência das ondas de calor foi cerca de três vezes maior.
Suplementos com índices maiores de genistein (um dos dois principais tipos de isoflavonas) se revelaram mais efetivos na redução da frequência das ondas de calor.
Melby explicou que estes resultados são particularmente importantes porque o genistein é a principal isoflavona encontrada nos grãos da soja e em alimentos que contém soja.
Segundo ela, isso é um indicador de que "comer alimentos contendo soja, ou usar suplementos derivados de grãos inteiros de soja, pode funcionar melhor para mulheres".
O interesse em compreender as possíveis conexões entre consumo de soja e sintomas de menopausa surgiu a partir de observações feitas no Japão.
Pesquisas realizadas no país concluíram que a baixa frequência de ondas de calor em mulheres japonesas pode ser atribuída ao alto consumo de soja entre os japoneses. No Japão, a ingestão do alimento tem início já no útero e continua por toda a vida.
"A soja é provavelmente mais efetiva nessas mulheres", disse Melby. "Mas se você tem 50 e nunca comeu soja, não é tarde demais. Nós descobrimos que ainda ajuda."
BBC Brasil

estudo revela que pai mais velho corre maior risco de ter filho autista


Quanto mais velho é o pai, maior é a chance de que uma criança desenvolva o autismo. A descoberta é um dos destaques de três estudos publicados nesta quarta-feira (4) pela revista científica “Nature”, que identificaram vários genes ligados ao distúrbio.
Os três trabalhos, todos de universidades dos EUA, tiveram como enfoque as chamadas mutações “de novo”, erros genéticos que surgem nos pacientes, mas que não estavam presentes em seus pais e se devem a fatores internos da própria célula.
Os pesquisadores estudaram casos de autismo em crianças sem antecedentes na família e compararam o genoma dos pacientes ao dos seus pais. Cada pesquisa descobriu um aspecto diferente. A liderada por Matthew State, da Universidade Yale, descobriu mutações em genes expressados no cérebro que estão associados às doenças do espectro autista.
Outra, liderada por Mark Daly, da Faculdade de Medicina Harvard, em Boston, mostrou que muitas das mutações genéticas encontradas nos autistas não necessariamente causam o distúrbio.
Já o estudo liderado por Evan Eichler, da Universidade de Washington, mostrou que a maior parte das mutações tem origem paterna, e o problema fica mais intenso de acordo com a idade do pai – quanto mais velho ele for, maior o risco para a criança.
Hoje, é consenso entre os pesquisadores que o autismo tem causas genéticas, mas esta relação ainda não é conhecida com detalhes. “À medida que identificarmos mais genes, obteremos uma imagem mais clara de como se origina o autismo, o que nos conduzirá a objetivos terapêuticos que nos permitam desenvolver novos tratamentos contra a enfermidade”, afirmou à Efe Stephan Sanders, um dos autores, que fez parte do grupo liderado por Matthew State.
G1, com informações Agência Internacionais