sexta-feira, 22 de julho de 2011

TJ-MS manda lacrar prédio da prefeitura de Alcinópolis

Policiais civis estão lacrando o prédio da prefeitura de Alcinópolis. Por determinação da Justiça o prefeito, o presidente e o vice-presidente da Câmara dos Vereadores da cidade foram presos ontem, quarta-feira (20) por suposta participação no assassinato do ex-presidente da Câmara, Carlos Carneiro, do PDT, em outubro passado.
O lacre na prefeitura foi determinado pela desembargadora Marilza Fortes, e a medida só será suspensa após o vice-prefeito Alcino Carneiro, do PDT, assumir o cargo vago.
Já o vice-prefeito disse ao Midiamax que “está com receio” porque teria ouvido de amigos que se assumisse poderia sofrer um atentado. Alcino é o fundador da cidade de 4 mil habitantes, 387 km distante de Campo Grande. Ele é o pai do vereador assassinado.
Cumprem a determinação da magistrada os delegados Camilo Cavalheiro e Bruno Henrique Urban.



Decisão de quem vai ficar no comando de Alcinópolis será tomada hoje

Após o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) lacrar a prefeitura de Alcinópolis, os integrantes da Câmara da cidade se reunirão na tarde desta sexta-feira para decidir quem irá comandar o executivo municipal.
Essa celeuma se deu após a prisão do prefeito e três vereadores que são suspeitos de envolvimento na morte do presidente da Câmara de Alcinópolis Carlos Antônio Carneiro, que foi assassinado com três tiros em outubro do ano passado.
Além do prefeito de Alcinópolis, Manoel Nunes, foram presos na manhã desta quarta-feira (20), o presidente da Câmara, Valter Roni, o vice-presidente Valdeci Lima (Passarinho), o primeiro secretário Enio Queiroz, o comerciante Ademir Luiz Muller e Gildete de Freitas, ex-namorada de um dos executores do vereador.
Segundo os trâmites normais, o vice-prefeito da cidade Alcino Carneiro, pai do vereador assassinado deveria tomar posse no lugar do atual prefeito preso, no entanto, desde a morte do filho ele se afastou do cargo.
Caso o vice-prefeito não assuma o cargo quem deve comandar a cidade será o presidente da Câmara que seria o vereador mais velho no caso Izamita Alves Leite (PMDB).
O vice-prefeito disse ao Midiamax que “está com receio” de assumir o cargo de prefeito porque teria ouvido de amigos que se assumisse poderia sofrer um atentado. Alcino é o fundador da cidade de 4 mil habitantes, 387 km distante de Campo Grande.

Políticos de Alcinópolis foram presos para não atrapalharem investigações, diz polícia

Os depoimentos das seis pessoas que tiveram a prisão temporária decretada para investigações da morte do presidente da Câmara de Alcinópolis, vereador Carlos Antonio Costa Carneiro (PDT) assassinado em outubro do ano passado, devem continuar até a tarde desta sexta-feira (23).
Segundo a delegada que acompanha as investigações, Rozeman de Paula, os seis envolvidos ainda não terminaram os depoimentos e estão divididos em celas de algumas delegacias da capital.
As prisões do prefeito Mané Nunes (PR), do presidente da Câmara Valter Roniz (PR), do vice-presidente Valdeci Lima (PSDB), do primeiro secretário Enio Queiroz (PR), do comerciante Ademir Luiz Muller e de Gildete, que seria namorada de Irineu Maciel, acusado de ter atirado no vereador, não teve os motivos declarados pela delegada, já que o processo corre em segredo de justiça.
Ela disse apenas que foi preciso prender os seis para que não se atrapalhem as investigações e para que possíveis provas não se percam. Foram apreendidos documentos e anotações com os presos, assim como uma arma de fogo na casa de um dos vereadores.
Uma operação policial nesta quinta-feira à noite lacrou o prédio da Prefeitura Municipal de Alcinópolis.
O caso
O presidente da Câmara Municipal de Alcinópolis, Carlos Antonio Costa Carneiro (PDT), de 40 anos, foi assassinado com três tiros, por volta das 13h, do dia 26 de outubro de 2010, ao lado do hotel Vale Verde, na avenida Afonso Pena esquina com a rua Guia Lopes, em Campo Grande. Carlos é filho do vice-prefeito do município, Alcino Carneiro.
Segundo testemunhas, um dos suspeitos identificado pela polícia como Irineu Maciel, de 38 anos, foi visto próximo ao vereador, que estava na calçada, como se estivessem conversando, em seguida ouviram os disparos.
Após disparar contra a vítima, o autor correu ao encontro de Aparecido de Souza, de 28 anos, que o esperava em uma motocicleta Yamaha, de placa HSN 2741, de Campo Grande/MS.
A dupla foi presa após ser perseguida por dois investigadores da DGPC (Diretoria Geral da Polícia Civil) que passavam pelo endereço em uma viatura descaracterizada e presenciaram o crime.
Segundo os policias, durante a perseguição chegaram a atirar três vezes contra os autores que foram impedidos de fugir após derraparem e caírem ao chão. Eles foram presos pelo Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Sequestros).
Aos policiais eles disseram terem sido contratados para executar o vereador pelo valor de R$ 20 mil, mas não disseram ainda quem teria encomendado o crime.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Puccinelli nomeia dois assessores ligados a Youssif Domingos na Secretaria de Governo

Foi publicada na edição desta quarta-feira (13) do Diário Oficial do Estado a nomeação em cargos de comissão de dois assessores ligados ao ex-deputado estadual Youssif Assis Domingos. Moraima Batista Porello e Valdeci Celestino Bezerra assumem cargos na Secretaria de Estado de Governo.
Com o decreto número 2.811, André Puccinelli nomeou Moraima no cargo de 'direção gerencial e assessoramento', com nível DGA-2, e Valdeci no cargo de 'gerência-executiva e assessoramento', com nível DGA-4. Os salários não foram divulgados.
Youssif, que foi líder do governo na Assembleia Legislativa durante o mandato passado, não se reelegeu e foi nomeado também na Secretaria de Estado de Governo.
Recentemente, com a possibilidade de os deputados indicarem um parlamentar para uma vaga de conselheiro no TCE-MS, correligionários consideraram a possibilidade de Domingos voltar para a AL.
Porém, a ex-senadora Marisa Serrano foi a indicada, supostamente com apoio do governador André Puccinelli.

Antônio João critica uso de ações judiciais por políticos para tentar barrar imprensa

O presidente regional do PSD, Antonio João Hugo Rodrigues, esteve reunido na manhã desta quarta-feira (13) com o sócio-diretor do Midiamax, Carlos Eduardo Belineti Naegele. Eles conversaram reservadamente durante uma hora na sede do jornal.
Logo após a reunião, Antônio João falou sobre os caminhos que o PSD irá tomar nas próximas eleições, fez uma avaliação da conjuntura política de Mato Grosso do Sul e sobre a sucessão da prefeitura de Campo Grande, além de fazer criticas a políticos que usam de meios jurídicos para tentar barrar o trabalho jornalístico.
A íntegra da entrevista com o ex-senador e jornalista será publicada logo mais pelo Midiamax.

É desprezível o político que processa jornalista, diz Antonio João em visita ao Midiamax

O empresário e presidente regional do PSD, jornalista Antonio João Hugo Rodrigues, se reuniu reservadamente na manhã desta quarta-feira (13) com o sócio-diretor do Jornal Midiamax, Carlos Eduardo Naegele, e prestou solidariedade no caso de ações judiciais movidas por políticos para tentar barrar matérias sobre suspeitas de corrupção.

“Acho desprezível o político que, por questão de vaidade, processa um jornalista ou um meio de comunicação”, disse Antonio João.
O empresário lembrou, no entanto, que as decisões do Superior Tribunal Federal (STF) beneficiam a imprensa livre. Ele defende que todos os avanços sociais acontecem com participação da imprensa. “Os escândalos vêem a tona por causa da imprensa. Pelo trabalho que os jornalistas fazem”, explica.
Antonio João explica ainda que os meios de comunicação e os jornalistas são alvos de processos pela manhã, tarde e noite. “Isso é uma covardia principalmente dos políticos que fazem isso. Acho desprezível só porque o político se acha gostosão, bonitão, inatingível. Isso é desprezível”, comenta.
O jornal midiamax e o repórter Celso Bejarano Junior estão sendo processados pelo senador petista Delcídio do Amaral Gomez por ter reproduzido uma notícia veiculada pela imprensa nacional com o título “Imprensa nacional revela citação de Delcídio em inquérito na Operação Uragano”.
PSD em MS
Logo após a reunião, Antônio João falou sobre os caminhos que o PSD irá tomar nas próximas eleições, fez uma avaliação da conjuntura política de Mato Grosso do Sul e principalmente sobre a sucessão da prefeitura de Campo Grande.
A íntegra da entrevista com o ex-senador e jornalista será publicada logo mais pelo Midiamax.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Delcídio pede na justiça R$ 100 mil de indenização de jornalista do Midiamax

Mais uma vez, o senador Delcídio do Amaral Gomez (PT-MS) está processando jornais e jornalistas que noticiaram a suposta citação dele em conversas gravadas durante investigações da Operação Uragano, realizadas pela Polícia Federal em 2010.
Agora, o petista quer “reparação por danos morais” e deu à causa o valor de R$ 100 mil reais. Ele processou o jornal Midiamax e o jornalista Celso Bejarano Júnior por reproduzirem uma notícia veiculada pela imprensa nacional com o título “Imprensa nacional revela citação de Delcídio em inquérito na Operação Uragano”.
A reportagem havia sido veiculada originalmente no portal nacional Terra, que também está sendo processado, junto com o jornalista Ítalo Milhomem Zikemura. No texto, o repórter informa que trechos de escutas telefônicas realizadas para investigar o suposto esquema de desvio de verbas públicas em Dourados com autorização judicial contêm citação do nome de Delcídio do Amaral.
Políticos federais no MPF
Na ação, o senador alega que não teria sido instaurado qualquer procedimento contra ele ao final da operação. No entanto, o delegado da Polícia Federal Bráulio Gallone, que conduziu o inquérito da Uragano, em momento algum desmentiu a presença do nome de Delcídio nas conversas e já informou várias vezes que as citações de políticos em cargos federais foram encaminhadas para Brasília.
Gallone reafirma, inclusive, que todos os trechos envolvendo parlamentares federais de Mato Grosso do Sul foram remetidos diretamente para o Ministério Público Federal, a quem compete tomar as medidas cabíveis. “Não posso mais me manifestar sobre esse assunto. O que eu disse antes foi o que aconteceu. Agora, é com o Ministério Público Federal”, resume.
Pressão contra imprensa
Não é a primeira vez que Amaral entra na Justiça contra a imprensa. Segundo o próprio advogado de Delcídio, Laércio Guilhem, atualmente existem pelo menos seis processos do senador petista contra jornais ou jornalistas.
Nas redes sociais, a prática adotada por Delcídio para lidar com as notícias que considera “ofensivas à moral e à honra” causa reação entre jornalistas sul-mato-grossenses.
O fato de o político do PT ter atribuído um valor considerado elevado para os ganhos médios dos jornalistas em Mato Grosso do Sul é apontado como uma forma de tentar desencorajar matérias que liguem o nome de Delcídio ao escândalo de corrupção que explodiu com a Operação Uragano.
A prática tem sido denunciada internacionalmente há tempos, principalmente como forma de fortalecer o combate à corrupção na América Latina. Recentemente, a SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) divulgou uma resolução expressando a preocupação com a "deterioração da liberdade expressão e da liberdade de imprensa no continente americano" e pedindo a revisão ou anulação de leis que limitem o trabalho dos jornalistas.
São citados exemplos de países como Bolívia e Paraguai, onde aumentou o número de processos contra jornalistas após assassinatos dos mesmos passarem a ser mais bem investigados por pressão internacional. “Os processos por difamação e calúnia se transformaram (...) em um instrumento para amedrontar os profissionais de imprensa, na tentativa de impedir sua atividade informativa e investigativa".
O advogado de Delcídio, Guilhem, nega a intenção de coagir. "Pode falar do Delcídio, mas não pode é usar isso politicamente, para atacar ele por interesse de adversários políticos", disse. Ele, no entando, não quis identificar quem seriam esses supostos 'adversários políticos'.
Segundo o jornalista do Midiamax processado, Celso Bejarano Júnior, o que mais causou estranheza foi a forma como Delcídio questionou a reportagem. “O senador tem todo o direito de protestar, mas jamais devia dizer na ação que a reportagem foi movida por um ‘conluio, conchavo, ou algo assim’”, indigna-se.
“Foi graças às gravações da Uragano que mais da metade dos políticos corruptos de Dourados foi parar na cadeia. Se formos desconsiderar tal investigação, então devemos pedir desculpas a esse grupo, tido como quadrilha pela PF, e dizer que tudo era uma brincadeirinha”, pondera.
"Dizer que a matéria só teve a intenção de atacar o Delcídio é inconcebível. Todos os dias o Midiamax noticia fatos envolvendo políticos de todas as matizes políticas, não cabe usar essa desculpa para blindar o senador sobre as explicações que tem de dar sobre o fato de falarem o nome dele em ligações intercpetadas durante a Uragano", diz Bejarano.
Mais citações
Celso Bejarano explica que em todos os momentos atentou para os preceitos éticos do jornalismo e que jamais foi movido por interesse político algum. “Jornalista não tem partido. E tem mais: o nome de Delcídio não é citado apenas pelo diretor de Obras de Dourados! O ex-prefeito Ari Artuzi, que seria o chefe do bando, também menciona o nome do senador. Essas gravações foram mandadas para a Procuradoria Geral de Justiça, que deve se manifestar, um dia, pela abertura ou não de inquérito contra Delcídio”, diz.
Bejarano, que tem duas décadas de experiência no jornalismo investigativo como correspondente de diversos jornais de circulação nacional, garante que a reportagem não trata Delcídio como culpado em momento algum. “A notícia disse que o nome dele surgiu num diálogo gravado sob a batuta da Justiça. Isso não pode ser noticiado? Por qual razão? Que jornalista deixaria uma notícia dessas escapar?”.
Quem não deve...
Ele ainda diz que, com a preocupação exagerada do senador em desencorajar todos a falarem sobre o suposto envolvimento dele nos esquemas de desvio de dinheiro do povo em Dourados causa estranheza.
“Sinceramente, acho, sim, que essa ação do senador deve ser apurada, julgada e se houver culpados, que sejam punidos. Se fosse eu, estaria preocupado em cobrar investigação imediata para limpar meu nome, não estaria fazendo o contrario, querendo calar a boca de todos com intimidação judicial. Diz o dito popular quem não deve, não teme”, afirma.
Questão de honra
O sócio-diretor do Midiamax, Carlos Eduardo Naegele, diz que a revolta do senador faz parte da democracia. Mesmo assim, conta que recebeu o recurso judicial “com indignação”.
Naegele repudia a suspeita que o senador coloca sobra a boa prática jornalista do Jornal. "A trajetória do Midiamax não permite a ilação feita pelo senador e nossa linha editorial não muda com isso, a pauta da operação Uragano será mantida”, declara.
Segundo o empresário, agora "é ponto de honra" acompanhar o desfecho das investigações que começaram com a Operação Uragano. “Acho que o senador devia ocupar o seu tempo contribuindo com as investigações, não atrapalhando o trabalho da imprensa”, conclui Naegele.