quinta-feira, 8 de março de 2012

Insatisfação com governo Dilma se espalha pelo partido da presidente, diz Biffi


Primeiro 54 dos 76 deputados do PMDB levaram ao vice-presidente Michel Temer um manifesto criticando a atuação do Executivo em favor do PT e reclamando do tratamento dado aos demais aliados, agora, a insatisfação se espalhou até entre os petistas. “A presidente Dilma precisa ter um cuidado maior com a política e não só com a gestão”, alertou o deputado federal Antônio Carlos Biffi (PT).
Ele reclamou da falta de atenção dada pela presidente ao Congresso. “Ministros são trocados e a gente fica sabendo pela imprensa”, se queixou. Segundo Biffi, também incomoda o fato de o Planalto atrasar a liberação de recursos. “Tem emenda de 2009 e 2010 que ainda não foi paga”, contou. “Isso acaba criando uma insatisfação entre a base e até dentro do PT”, acrescentou.
Panos quentes
Mais cauteloso, o deputado federal Vander Loubet (PT) amenizou os impactos da crise. “O governo está consciente do descontentamento e irá negociar”, disse. Ele deu ainda mais detalhes dos motivos da insatisfação da base de sustentação com o Planalto. “O PR e o PDT viram ministros cair e não recuperaram os cargos”, comentou. “Também há pressão para ocorrerem nomeações de importantes estatais”, emendou.
Ainda segundo Vander, os parlamentares não gostaram nenhum pouco do corte de R$ 50 bilhões no orçamento federal. “Em ano eleitoral, tudo isso se agrava”, ponderou. “Por isso, essa queda de braço do governo com o Congresso”, explicou. O deputado, porém, não vê chances de o impasse se resolver mediante pressão. “A presidente não gosta disso”, frisou.
Rebeldia provada
Ontem (7) à noite, a base de apoio da presidente Dilma Rousseff no Senado expressou a insatisfação que vinha sendo verbalizada por deputados e senadores, ao impor uma derrota emblemática ao governo com a rejeição da recondução de Bernardo Figueiredo à direção-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Figueiredo, rejeitado por 36 dos 67 senadores que votaram, é um técnico da confiança de Dilma. A derrota não foi recheada de simbolismos apenas pelo perfil do indicado, mas também pela maioria esmagadora que o governo detém na Casa. Juntos, os senadores de partidos de oposição (DEM, PSDB e PSOL) somam apenas 16 votos e mesmo que todos estivessem em plenário não seria possível impor uma derrota à presidente.

Funasa aponta falhas em 50 contratos dos 144 analisados pelo órgão no Estado


Depois de noticiar que a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) deveria ser investigada por auditoria interna, o Superintendente Regional Pedro Teruel,  informou que não vai investigar, mas sim analisar cerca de 144 contratos feitos de repasse de verbas federais para o saneamento em Mato Grosso do Sul, firmados nos últimos dez anos. Em 50 contratos desse total já foram comprovadas irregularidades como documentação atrasada, falha em licenças ambientais e a não transferência de título de propriedade dos terrenos.
 “Estamos fazendo o levantamento dentro do órgão para fazer o encerramento desses contratos, trabalhando para não causar maiores transtornos”, informou o superintendente. São 4 convênios firmados em 2003, 10 em 2004, 11 em 2005, 12 em 2006, 5 em 2007 e 8 em 2008, com 47 obras já entregues e finalizadas, 4 em 2008, 14 em 2009, 17 em 2010 e 12 em 2011.
Ele explica que a maioria dos contratos está sem a prestação de contas final. “Quando uma obra é entregue, é preciso fazer esta última prestação de contas, o que não tem acontecido. É função da Funasa emitir a instrução para regularizar os contratos, o que não foi feito ”. Segundo Teruel, a intenção da auditoria interna é não prejudicar as prefeituras com menores receitas no Estado.
Teruel garante que a maior parte das obras está concluída e entregue. “Falta somente a parte burocrática do contrato”. Ele esclarece que pedirá ajuda à AGU (Advocacia Geral da União) e CGU (Controladoria Geral da União) para que haja um entendimento da situação.
“Apesar dos contratos estarem atrasados, vamos regularizar a situação deixada sem o prejuízo das prefeituras. Desde que a gente faça a explanação dos motivos, tudo correrá de forma tranqüila”, avalia.
Burocracia
Para Teruel, a burocracia que envolve os contratos poderia prejudicar as cerca de 20 pequenas prefeituras envolvidas no atraso de entrega das prestações de contas.
“Após entregar a obra de saneamento, cerca de 20 prefeituras estão sem prestar contas à União do dinheiro gasto. Isso por questões burocráticas e estamos aqui para ajudar. Não queremos prejudicar nem causar dano ao erário público, nem parar as obras no meio”, explica.
O superintendente avalia que esses problemas nos contratos, que vem acontecendo há dez anos, ocorrem com a intenção de preservar a ordem social. “A Funasa teria que notificar essas prefeituras, mas não o fez porque o órgão entendeu como solução entregar a obra e dar mais prazo aos municípios”, ponderou.
Após uma possível notificação da Funasa, as prefeituras teriam até 60 (sessenta) dias para prestação final de contas. “Isso não aconteceu para não gerar transtornos maiores. Sem a prestação final de contas após notificadas, essas cerca de 20 prefeituras ficariam impedidas de fazer qualquer novo convênio que utilizasse verba federal. A intenção da Funasa é trabalhar arduamente para que isso não aconteça”, finalizou.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

PDT e DEM podem formar aliança para disputar prefeitura de Aquidauana


Com a presença do deputado estadual Felipe Orro (PDT) e do empresário Odilon Ribeiro, pré-candidato a prefeitura de Aquidauana pelo PDT, os democratas realizaram uma reunião na noite do último sábado (25), na residência de um militante.
O assessor do deputado federal Luiz Henrique Mandetta, Rui Spínola, participou do evento e aproveitou para agradecer o apoio ao pré-candidato, em Aquidauana e a presença do deputado estadual Felipe Orro.
Após serem oficialmente reconhecidos como membros do Democratas, esta foi a primeira reunião dos filiados, que abordaram assuntos ligados as eleições de 2012, além de tomarem conhecimento do estatuto do partido.
Filiados
O presidente do diretório municipal, Rui de Albuquerque, apresentou os filiados que terão os nomes analisados como pré-candidatos na convenção municipal do DEM.
Rui Spínola justificou que Mandetta não estava presente por estar em Campo Grande para apresentação de Emendas Parlamentares.
Compromisso
Odilon Ribeiro disse durante a reunião que tem a esperança de contar com o apoio dos Democratas para vencer as eleições de 2012.
Felipe Orro ressaltou que acredita na parceria e recordou o compromisso do deputado Mandetta de que estaria junto com o candidato escolhido pelo PDT de Aquidauana para as próximas eleições.

PV decide em março se terá candidatura própria


De acordo com Bluma, durante o mês de março o partido deverá realizar um primeiro encontro em Campo Grande. “Primeiro para decidirmos se teremos candidatura própria, ou não. Porque, se entendermos que é importante que o partido tenha uma candidatura própria, se o coletivo entender que é bom para a eleição termos uma candidatura própria, aí nós partimos para defender um nome dentro do partido para apresentar”, explicou.
Caso o partido entenda que não terá condições de lançar candidato próprio passará a analisar quem de fato é candidato e quais as possibilidades para coligar. “É um quadro ainda instável ao se falar em candidatura. Na verdade, infelizmente o que aconteceu é que estardaram esta eleição com mais de um ano de antecedência”, avaliou.
Nomes
O Presidente do PV não informou possíveis nomes, mas acredita ser natural, caso o partido escolher lançar candidatura própria, que seja um dos cotados para o pleito eleitoral. “É natural que o meu nome seja lembrado para isso, mas nós estamos fazendo passo a passo”.
Bluma enfocou que o partido vai por etapa.  “Primeiro acho que temos que discutir internamente”.
Para Bluma, este é um processo que precisa ser de convencimento. “Nós estamos vendo, têm pré-candidaturas que foram colocadas, que o próprio partido não está unido, abraçando. E é muito desgastante porque isso é público”.
“Eu vejo este processo de uma forma diferente. Primeiro, acho que o PT conseguiu fazer isso, o Vander conseguiu fazer, de todos que estão colocados aí. Eu acho que o Vander conseguiu fazer isso. Sentou, trouxe todo mundo e parte unificado. Perfeito. Porque é um processo de convencimento. Você não pode impor a sua opinião aos companheiros”, ponderou Bluma.

PMDB não leva em consideração ficha de candidato, lamenta Marquinhos


O deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) lamentou hoje o fato de não ser determinante para o PMDB a ficha dos políticos na hora de escolher o candidato a prefeito de Campo Grande. Segundo ele, o partido tem certeza que a “força dos seus principais líderes” será suficiente para eleger o próximo prefeito da Capital, em outubro.
Hoje, a sigla está dividida entre três pré-candidaturas. Lutam para virar o representante do grupo do governador André Puccinelli (PMDB) e do prefeito Nelsinho Trad (PMDB) na eleição os deputados federais Edson Giroto (PMDB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM), além do vereador Paulo Siufi (PMDB).
Dos três, Giroto vem se destacando na imprensa estadual e até nacional por conta de processos judiciais, tanto na área cível quanto penal. Agravou sua situação depoimento em juízo do filho do governador, André Puccinelli Júnior, o relacionando com autor de fraude para prejudicar a reeleição do deputado estadual Semy Ferraz, nas eleições de 2006.
Já a imprensa nacional o relacionou com obras irregulares tocadas em rodovias federais que cortam Mato Grosso do Sul. Justamente por conta da suspeita, ele foi descartado para assumir o lugar do senador Alfredo Nascimento (PR-AM) no comando do Ministério dos Transportes. Na época filiado ao PR, o partido chegou a sugerir o nome de Giroto, mas a presidente Dilma Rousseff afastou a possibilidade por causa dos processos que o parlamentar responde.
“Infelizmente o partido não leva em consideração a vida passada dos correligionários na hora de escolher o candidato”, lamentou Marquinhos Trad. Para ele, a proximidade do governador com Giroto será determinante para ele virar o candidato do PMDB a prefeito da Capital. “Ele (Giroto) vai ser o escolhido”, apostou.
Ainda segundo Marquinhos, o PMDB está convicto que a força de suas principais estrelas será suficiente para vencer a eleição na Capital. “Não interessa quem será o escolhido, eles acreditam que vão eleger qualquer um”, comentou. Hoje, o partido está a frente do Governo do Estado e da prefeitura da Capital, maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul. Puccinelli, antes de virar governador, administrou a Prefeitura de Campo Grande e encerrou o mandato com recorde de popularidade, garantindo peso eleitoral no município.
Defesa
Por outro lado, o líder do PMDB na Assembleia, deputado Eduardo Rocha, saiu em defesa de Giroto. “Acredito na inocência dele”, declarou. O deputado aproveitou ainda para lembrar que outro pré-candidato a prefeito da Capital também enfrenta processos na Justiça e, por isso, não poderão atacar Giroto em eventual campanha. “A população é quem vai julgar quem é o melhor”, frisou.
Indagado se a pressão cada vez maior da população no sentido de cobrar conduta exemplar dos detentores de cargos públicos poderá fragilizar a pré-candidatura de Giroto, Rocha reforçou acreditar na inocência do deputado e repetiu sobre o envolvimento de outro pré-candidato em processos judiciais.

PSB pode apoiar Bernal na Capital e indicar vice


O deputado estadual Lauro Davi (PSB) anunciou hoje apoio à pré-candidatura do também deputado estadual Alcides Bernal (PP) a prefeito da Capital. Em 15 dias, ele pretende reunir seu grupo político para traçar estratégia a fim de construir a aliança com o PP em Campo Grande. Bernal manifestou contentamento com a possibilidade e deixou em aberto a chance de abrir a vaga de vice para o PSB.
“Vou fazer debate com a minha turma para a gente caminhar com o Alcides Bernal”, disse Lauro Davi. Segundo ele, fazem parte de seu grupo político oito pré-candidatos a vereador. O próximo passo, segundo ele, seria tentar emplacar a proposta no diretório municipal e depois no regional.
Para o deputado, o nome de Bernal é a melhor opção por ter “apelo popular”. “Pelas pesquisas que vi, ele conta com o apoio da população”, frisou. Outro ponto que o motivou a defender aliança com o progressista é a vontade de ver renovação na Prefeitura de Campo Grande, administrada a mais de duas décadas pelo PMDB. “Passou da hora de renovar, renovação dá um novo dinamismo às gestões”, comentou.
Questionado sobre a possibilidade de contar com o apoio do PSB, Bernal só comemorou. “Seria muito interessante”, disse. Ele, inclusive, afirmou estar aberto para negociar participação do partido na chapa majoritária e em eventual administração.

Fetems espera que 80% dos professores participem de paralisação nacional em março


O presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul)  Roberto Botareli disse na tarde desta quinta-feira (16) durante uma reunião na ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) que espera que 80% dos profissionais da educação parem na greve nacional dos dias 14, 15 e 16 de março.
“A classe precisa se mobilizar para conseguir que o Governo do Estado cumpra a determinação de 1/3 (um terço) da carga horária para o planejamento de aula. No município de Três Lagoas, onde já é aplicada, houve uma significativa redução de professores com atestado médico e fora das salas de aula”, declarou Botareli.
Roberto disse ainda que a mobilização é fundamental para que as ruas de Campo Grande e dos municípios sejam tomadas e que o poder público entenda que a valorização profissional é o caminho para a conquista de uma educação pública de qualidade.