segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Carlos Eduardo Naegele vota em Chico Maia e critica André por tentar interferir na Acrissul

O produtor rural Carlos Eduardo Naegele, sócio-direto do jornal Midiamax, confirmou há pouco o voto em Francisco Maia, da chapa “Gestão e Produção”, para a presidência da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul).

“Toda entidade deve buscar sua força interna para discutir sobre questões sem interferência de terceiros”, afirmou Naegele. Segundo o produtor, a classe ruralista deve reagir à intervenção do governador André Puccinelli (PMDB), que, apesar de não assumir publicamente, teria apoiado o candidato José Monteiro Lemos, o “Zeito”, da chapa “Força do Agronegócio”.
Naegele ainda destacou que a atual diretoria tirou a Acrissul de uma situação “pré-falimentar”. Ele acredita que a tentativa de interferência de Puccinelli no processo eleitoral da entidade seria uma “vingança”, já que a Associação cobrou explicações sobre o destino dos recursos do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul).
“Hoje vemos corrupção no Dnit, em MS, bancamos o Fundersul sem vermos resultados nas estradas. Essas investigações sobre o Fundersul devem continuar”, avalia Naegele, que ainda elenca uma série de percalços que os produtores de Mato Grosso do Sul enfrentam hoje.
“Alto ICMS, falta de apoio, estradas ruins, e outros. Por isso é fundamental o papel da Acrissul, de integrar, chamar o produtor rural para a participação”, sugere. Para finalizar, Naegele alfinetou a interferência dos “terceiros”.
“Como produtor, não quero que a Acrissul seja como a Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), uma entidade morta, que não serve pra nada. Se Deus quiser vamos deixar o Puccinelli no Parque dos Poderes, pois ele não está dando conta nem do governo dele”, criticou.

Ex-candidato a prefeito de Dourados deve sair do PMN depois de Artuzi

A ida de Ari Artuzi, ex-prefeito de Dourados, para o PMN, não agradou muitos militantes do partido na cidade. O professor Valeretto, que concorreu pelo partido nas eleições extemporâneas deste ano à prefeitura de Dourados, deve sair do PMN por conta da entrada de Artuzi e outras ‘figuras’. O professor, que era presidente do partido, foi destituído do cargo assim que Ari e seu pessoal entraram na sigla. “Foi um desrespeito, O Adaltan (presidente estadual do PMN) negociou o partido com o Artuzi e a turma dele” afirma o professor. “O estadual fez essa mudança, como se eu tivesse acompanhando isso, mas não foi assim”.
Artuzi entrou para o PMN durante o mês de julho. Segundo Adalton, presidente estadual do partido, Ari levou mais de 500 pessoas para a sigla em 15 dias. Valeretto, que em 2008 foi candidato a vereador pelo PMN, se posicionou contrário à chapa de Artuzi na eleição daquele ano. “Agora fui destituído do cargo para a entrada de figuras próximas ao Ari”, disse o professor. Segundo ele toda a direção do partido foi ‘renovada’ após a chegada do ex-prefeito. “Eles sairão comigo do PMN”, afirmou.
Devem acompanhar o professor pelo menos 50 pessoas. Segundo ele não haverá desfiliação em massa, ou ato político do gênero. “Saíremos sem fazer alarde. Desfiliaremos um por um dos nossos”, disse Valeretto. O professor ainda não tem outro partido em vista. “Houveram vários convites, mas ainda não me decidi. Depende do espaço e se é um partido com pessoas de bem”, afirmou. Valeretto participou neste sábado do encontro regional do PMDB, sigla que seria uma das que fez convite para o professor.

“Essa obra é confusão, mas nós temos que fazer”, diz Nelsinho sobre Júlio de Castilho

O prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad apresentou na noite desta segunda-feira o projeto de revitalização da Júlio de Castilho e afirmou que a obra vai gerar muita confusão para a região, mas que é preciso executá-la.
De acordo com o plano das obras, que serão feitas pela Pactual Engenharia, a avenida deverá ficar pronta em 14 meses. Dividida em dez trechos, a média é de 45 dias para cada um deles por um custo total de R$ 18,6 milhões, com recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e da prefeitura.
A execução do projeto começa no dia 22 de agosto pelo trecho que vai da Avenida Duque de Caxias até a Rua Timóteo, na região do bairro Aeroporto. Todo os trechos terão sistema de drenagem e alguns o sistema de esgoto.
As propostas principais do projeto são o realinhamento do eixo da via e retirada dos estacionamentos laterais da avenida, com valorização imobiliária de cerca de 35%, de acordo com a Câmara de Valores Imobiliários.
Sem rotatórias
A obra prevê a retirada de todas as rotatórias da avenida e implantação de 17 conjuntos semafóricos com onda verde, para dar fluidez ao trânsito. Não existirão mais as conversões à esquerda e serão instalados 38 novos pontos de ônibus.
Serão 3,3 quilômetros de drenagem, 6,8 quilômetros de pavimentação na Júlio de Castilho e mais 9,7 quilômetros de recapeamento nas ruas adjacentes, com a criação de 10 largos e revitalização de duas praças.
Inundações na avenida
De acordo com a proposta da obra, será o fim das inundações na Júlio de Castilho. “O sistema de drenagem será feito para compensar a situação antiga do bairro Santo Antônio que tem o lençol freático aflorado”, disse Nelsinho.
Transtornos
“Em determinados momentos algum desses trechos serão interditados completamente”, afirmou o engenheiro Valter Fujii, da Pactual Engenharia. “Estamos pensando em alternativas para causar o menor transtorno possível, com estudo de trânsito pelas vias laterais, para que ninguém fique prejudicado”, esclareceu.
Duplicação
Existe no projeto um canteiro central, a ser implantado entre a Avenida Presidente Vargas até a Avenida Capibaribe, com cerca de 6,5 metros de largura para a via.
Trechos
A obra foi dividida em três grandes trechos, com dez interdições. As obras começam da Avenida Duque de Caxias e terminam na Avenida Noroeste.
1º Trecho – com a 1ª e 2ª interdições, da Avenida Duque de Caxias até a Capibaribe.
2º Trecho – com 3ª interdição da Avenida Capibaribe até a Yokohama, 4ª interdição da Yokohama até a Avenida Guaratinga, 5ª da Avenida Guaratinga até a Rua Manoel Ferreira e 6ª da Rua Manoel Ferreira até a Avenida Presidente Vargas.
3º Trecho – com a 7ª interdição, que vai da Avenida Presidente Vargas até a Avenida Crisântemos, 8ª que vai da Avenida Crisântemos até a Avenida Aeroclube, 9ª interdição da Avenida Aeroclube até a Rua Itaipu e 10ª até a Avenida Noroeste.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Lula já percorre País para vetar prévias no PT e negociar as alianças de 2012

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é contra a realização de prévias no PT para a escolha de candidatos às prefeituras, em 2012, e já trabalha para evitar a prática. Lula avalia que o modelo com voto dos filiados, tradicional no partido, deixa sequelas na disputa e mais atrapalha do que ajuda na atual temporada de costumes políticos pragmáticos.
Em viagens pelo País, Lula já está articulando candidaturas e alianças com o PT. Em São Paulo, ele está disposto a bancar a candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad, à revelia do PT. Pouco afeito a gestões políticas, Haddad enfrenta resistências na seara petista.
O empenho de Lula para varrer as prévias do mapa eleitoral não vale só para São Paulo. Ele combinou com a presidente Dilma Rousseff que cuidaria da montagem dos palanques nas principais capitais e enquadraria o PT. Aliancista, Lula avalia que o PT só deve apresentar candidato onde tiver reais chances de ganhar.
Caso contrário, recomenda ceder a cabeça da chapa para uma outra legenda. "Em determinadas situações, precisamos juntar todos os diferentes para enfrentar os antagônicos", diz o ex-presidente. "Quem tem responsabilidade com o projeto nacional faz suas contas olhando para o futuro", observa o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT).
Novidade.
Em São Paulo, Lula avalia que é preciso um nome novo na praça para enfrentar a "máquina" da Prefeitura, comandada por Gilberto Kassab (fundador do PSD), e também do governo, dirigido por Geraldo Alckmin (PSDB). Além disso, há o fator Gabriel Chalita, deputado que migrou do PSB para o PMDB e assusta os petistas.
A senadora Marta Suplicy (PT-SP) está na frente nas pesquisas, postula a indicação do partido para concorrer à Prefeitura de São Paulo - que já administrou de 2001 a 2004 - e acha que é a única em condições de derrotar José Serra (PSDB), apesar de enfrentar alto índice de rejeição. "Serra diz que não vai ser candidato, mas vai. Seria uma boa oportunidade para uma revanche", afirma ela, que perdeu a eleição para o tucano, em 2004.
Marta foi surpreendida pela movimentação de Lula, ficou contrariada, mas não crê que a candidatura de Haddad seja fato consumado. De qualquer forma, não pretende disputar prévia. Há, porém, quem prometa defender esse método até o fim, caso não haja acordo.
Ex-marido de Marta, o senador Eduardo Suplicy (SP) quer agora concorrer novamente à Prefeitura de São Paulo, cargo que já disputou em 1985 e 1992. "Por onde passo, todos me perguntam por que eu não sou candidato. Eu me disponho a ser e considero as prévias o mecanismo mais democrático do PT", insiste Suplicy, que praticamente obrigou o ex-presidente Lula a disputar com ele uma dessas primárias para definição do candidato ao Planalto, em 2002.
Trincheira.
Na prática, porém, Lula está de olho em 2014 ao promover articulações políticas para a eleição do ano que vem. "Não basta falar mal dos tucanos na véspera da eleição. Se a gente trabalhar direito, o Estado de São Paulo ficará pronto para a gente governar em 2014 e teremos um palanque forte para a Dilma", afirmou Lula no encontro estadual do PT, em Sumaré (SP), no mês passado. "São Paulo virou a trincheira da oposição ao nosso projeto nacional e é a nossa prioridade", argumenta o presidente do PT paulista, Edinho Silva.
O PT quer desbancar o PSDB, que ocupa há 16 anos o governo de São Paulo, mas está dividido. Até mesmo o grupo de Marta rachou e dois de seus ex-secretários - os deputados Jilmar Tatto e Carlos Zarattini - também são pré-candidatos à Prefeitura. Antes cotado, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, não deve entrar no páreo. Mercadante foi o candidato do PT ao governo de São Paulo em 2010. Dificuldades.
O quadro, porém, não é fácil para o PT nos maiores colégios eleitorais do País. Além de São Paulo, o partido está cindido em Minas Gerais, não sabe que rumo seguir no Rio Grande do Sul e muito menos em Fortaleza, Recife e Curitiba. Para completar, o Supremo Tribunal Federal (STF) prevê o julgamento dos réus do mensalão - maior escândalo do governo Lula, revelado em 2005 - para o primeiro semestre de 2012.
O PT teme que o escândalo de 2005 seja ressuscitado, dê munição aos adversários e contamine a disputa. Em conversas com petistas e com a própria presidente Dilma Rousseff, Lula também prometeu atuar para desmontar o que chama de "farsa" do mensalão. Até agora, porém, o ex-presidente não deixou claro quais serão suas ações e sua estratégia. Mesmo depois de deixar o Palácio do Planalto, o ex-presidente nunca disse quem o traiu.

DNIT não cobrou de empreiteiras correção de irregularidades graves da BR-267 em MS

A reportagem do Midiamax percorreu os mesmos trechos da BR-267, como em março deste ano, para checar se o Dnit havia cumprido a determinação do TCU, de fazer com que as empreiteiras resolvessem os graves defeitos da pista, que surgiram depois de trechos da obra terem sido entregues ao tráfego.
Em nota à reportagem, o DNIT havia informado que os gastos com as correções seriam bancados pelas empreiteiras.
Mas agora, ao cruzar a BR-267, a reportagem encontrou novos e graves problemas naquilo que se pode chamar de "a reforma da reforma" da rodovia. Ondulações, rachaduras e remendos em profusão indicam que o velho "tapa-buraco" ajudou no acobertamento dos erros de engenharia.
O trecho mais danificado, próximo à Casa Verde, recebeu mais uma camada de asfalto sobre a pista, que estava totalmente esburacada depois das obras de reconstrução. A emenda ficou pior que o soneto porque já se formaram ondulações no local e o asfalto começa a ceder. Portanto, não será possível esconder os problemas debaixo do "tapete" de asfalto.
Mesmo assim, a Sucesso Engenharia, responsável pelo trecho, tem recebido seus pagamentos normalmente.
Dnit manda governo federal pagar empreiteira
No caso da BR-267, os principais problemas surgiram no trecho da Sucesso Engenharia, uma empresa do Piauí, que tem muitos contratos no Maranhão. A empresa já foi investigada em 2006 pela Polícia Federal por participação no caso Lunus, aquele do financiamento ilegal da campanha de Roseana Sarney à presidência da República, quando foram apreendidos R$ 1.500 milhão.
Mesmo com as irregularidades apontadas pelo TCU na BR-267, a empreiteira continua recebendo pagamentos avaliados pelo Dnit normalmente. A mesma coisa vale para as demais empreiteiras, mesmo que em seus trechos o asfalto apresente muitas ondulações e remendos visíveis.
Consultada pela reportagem, a assessoria da sede do Dnit em Brasília, garantiu que a "fiscalização das obras fica a cargo das superintendências regionais, que remetem as medições dos serviços efetuados (conferência daquilo que foi realizado) à sede da autarquia".:
Anonimamente, por temer retaliações profissionais, um engenheiro que atua em obras também no MS e em vários estados brasileiros, analisou tecnicamente as imagens gravadas na BR-267 pela reportagem, no último dia 21, quinta-feira passada.
Formado numa escola de engenharia da cidade de São Paulo e entrando na meia idade, portanto experiente, o engenheiro foi taxativo ao afirmar que os problemas da rodovia estão relacionados à base da estrada, que é a principal camada de sustentação do asfalto.
"Como a camada de asfalto é um pavimento flexível, não rígido como o concreto, qualquer defeito da base onde ela se apóia e sustenta compromete a pista de rolamento, aparecendo rachaduras, ondulações e o famoso couro de jacaré" (quando o asfalto vai formando pequenas fendas interligadas), garante ele.
"Sempre é preciso fazer um estudo criterioso para evitar a presença de água na base, por penetração direta ou capilaridade, quando a umidade sobe. Uma boa drenagem é a solução", complementa. O consultor acredita que nos piores trechos da BR-267 foi feito um revestimento mais fino, "para esconder o problema", se referindo à última e recente camada de asfalto colocada na pista esburacada. Segundo ele, o correto seria corrigir os problemas da base na própria restauração.
"Desse jeito e com esse tráfego pesado não vai durar um ano", sentencia.
Histórico de acobertamento
Em março deste ano, a reportagem do Midiamax mostrou o péssimo estado da BR-267 depois de uma reforma milionária de R$ 250 milhões, que deveria restaurar integralmente o pavimento e os acostamentos da rodovia.
A reportagem se baseou em auditoria do Tribunal de Contas da União que, em abril de 2010, concluiu inspeção que constatou irregularidades graves na obra como superfaturamento, uso de materiais inadequados e fiscalização omissa do Dnit/MS.
A direção do Dnit/MS nem sequer promoveu a contratação de empresa especializada em fiscalização de obras para que pudesse evitar os danos irreparáveis à rodovia e aos cofres públicos.

A BR-267 é a única rota de caminhoneiros que descem de Rondônia, Mato Grosso e grande parte do MS, em direção ao Porto de Santos ou empresas que industrializam os grãos do Centro-Oeste.
Pelas irregularidades graves que constam no acórdão 2959/2010-TCU, de novembro de 2010, o Tribunal responsabilizou diretamente o superintendente do Dnit-MS, Marcelo Miranda, os principais engenheiros do órgão regional, ressaltando a omissão na fiscalização das obras.
No relatório do acórdão 2959-TCU, o nome de Marcelo Miranda é citado sete vezes, em tópicos que o responsabilizam da "decisão pelo prosseguimento das obras de restauração da BR-267/MS, a despeito da insuficiência da fiscalização própria do DNIT e da inexistência de supervisão contratada", o que fere a lei 8.666 das licitações.
"Ao prosseguir na execução dos contratos de restauração sem fiscalização suficiente, a administração incorre no risco de pagar por serviços não executados e por outros de qualidade inadequada", afirmou o relator do TCU, José Múcio Monteiro.
No projeto das obras realizadas pelas empreiteiras Fidens, Delta, Almeida e Filho e Sucesso, o ex-secretário de Obras do MS, Edson Girotto e o governador André Puccinelli tiveram destacada participação, segundo afirmou à época o próprio deputado do PR.
"Isso foi um trabalho do André, do Marcelo, da bancada e nosso, técnico, meu e do Guilherme, para ajudar", afirmou Girotto. Guilherme Alcântara de Carvalho, citado por ele, é o segundo nome na hierarquia do Dnit/MS.
Depois de concluir seus trabalhos, o TCU encaminhou o acórdão para a Comissão de Finanças e Fiscalização do Congresso Nacional, em 3 de novembro de 2010, presidida pelo deputado Waldemir Moka, hoje senador. Ali, o assunto não mereceu destaque.
O caso agora deve ser investigado pelo Ministério Público Federal, segundo informou a Controladoria Geral da União – CGU, no último dia 20. As investigações vão se concentrar nas BRs 267 e 163, que têm as mesmas irregularidades graves e que são visíveis aos olhos de qualquer um que trafegar por essas rodovias.

domingo, 24 de julho de 2011

Pai de vereador assassinado assume Prefeitura de Alcinópolis e diz que já sondou secretariado

O vice-prefeito de Alcinópolis e fundador da cidade, Alcino Carneiro (PDT) toma posse como prefeito na manhã desta segunda-feira, às 9h, no prédio da câmara Municipal. Ele será empossado pela presidente da casa, Izamita Leite (PMDB).
Alcino toma posse porque o prefeito da cidade, Manoel Nunes (PR) está preso em Campo Grande, para averiguações, pois há suspeitas de seu envolvimento no assassinato do então presidente da câmara Municipal e filho do vice-prefeito, Carlos Antônio Carneiro, ocorrido há quase nove meses em Campo Grande. Ele foi morto a tiros.
Questionado se pediu aparato policial por temer algum atentado, Alcino Carneiro disse que não. Apenas no final da semana passada solicitou aparato da polícia militar quando chegava a Alcinópolis.
Sobre possíveis mudanças no secretariado municipal, já que a maioria é de confiança de Manoel Nunes, Alcino prefere não confirmar trocas, apenas diz que já “sondou” as pastas.
Prisões No dia 20 de julho a justiça mandou prender o prefeito de Alcinópolis Manoel Nunes, do PR, preso temporariamente [30 dias] por suposta participação no assassinato do ex-presidente da Câmara dos Vereadores, Carlos Antônio Carneiro, do PDT, em outubro do ano passado. Além do prefeito, foram detidos o então presidente da Câmara, o vice e ainda o primeiro secretário da Casa, ou seja, toda a cúpula do legislativo municipal está na cadeia. (com Celso Bejarano).

Direção Estadual do PT quer avaliação sobre alianças na sucessão municipal de Dourados

Na sexta-feira (22) a Executiva Municipal do PT de Dourados esteve reunida com o vice-presidente estadual do partido, Francisco Givanildo dos Santos, acompanhado de outros membros do Diretório Estadual. Na pauta, organização partidária, eleições 2012/2014 e avaliação da coligação da eleição de 2010.

A reunião é parte de roteiro marcado pelos membros do diretório estadual para as principais cidades do Estado, buscando avaliar cada colégio eleitoral e as condições de cada município na disputa eleitoral do próximo período.
Em entrevista ao Midiamax, o vice-presidente estadual da sigla falou sobre os objetivos e resultados da reunião e também sobre os assuntos na pauta do partido, como Eleições 2012, sucessão em Dourados e conjuntura política estadual.
Avaliação do PT em Dourados
“Pedimos que o PT do município fizesse uma avaliação da coligação firmada para as eleições extemporâneas de 2010”, afirmou. Em Campo Grande o Partido dos Trabalhadores deve fazer uma reunião ampliada do diretório municipal para avaliar a conjuntura e o próximo período no próximo dia 30, sábado.
Francisco afirma que o PT de Dourados se comprometeu em fazer o mesmo. Segundo ele, a reunião está marcada para sábado (6) de agosto.
O vice-presidente fugiu da polêmica, mas acredita que o partido em Dourados tem de avaliar a “chapona” formada em um momento ‘tão conturbado’.
“Não vou criticar a decisão do PT no município, mas temos que avaliar se foi o melhor e quais foram as conseqüências dessa união. Os militantes que estão na gestão municipal tem que prestar contas para o partido sobre suas ações enquanto administração”, indica Francisco.
“Não podemos apenas indicar pessoas para compor a gestão, temos de imprimir nosso jeito de governar nos espaços que ocupamos”, afirmou.
Murilo no PSB
O petista ainda avalia que a saída de Murilo Zauith do DEM para ingressar no PSB foi legítima. Mas, para ele, a ponderação agora tem de ser mais aprofundada. “Por mais que o PSB esteja na base do governo Dilma (PT), temos de analisar que existe uma forte possibilidade do partido ser nosso adversário nas eleições à Presidência da República em 2014, inclusive com o próprio Eduardo Campos, que foi quem fez o convite para Murilo ir para a sigla”.
Francisco lembrou também que nas últimas eleições em 2010 o PSB fechou com o PMDB nas disputas para o Governo do Estado e que tal posicionamento colocou o partido como adversário do PT. “Mesmo no município temos de pensar no nosso futuro”, enfatizou.
 Disputa 2012 em Dourados
No município, apesar da ampla coligação que elegeu Murilo Zauith, vários partidos se colocam como alternativa para a administração municipal. Entre eles está o PMDB. O partido deve realizar reunião que indicará a pré-candidatura à prefeitura de Dourados.
Para Francisco, o Partido dos Trabalhadores deve fazer o mesmo. “Indicamos para as executivas municipais que escolham pré-candidatos e coloquem o bloco na rua. Em Dourados, mesmo sendo administração, temos de fazer isso, se colocar como alternativa, mostrar que temos força”.
Sobre uma eventual união com o PMDB no município, como ventilado nos bastidores da política local, Francisco é enfático: “Vamos colocar nosso bloco na rua nos principais municípios. Não vejo vantagem em sair de uma vice-prefeitura do PSB e ir para uma do PMDB, mesmo que seja uma aliança vitoriosa nacionalmente”.
Questionado se o PT teria pré-candidatos para apresentar de antemão para Dourados, Francisco disparou: “Temos o deputado estadual Laerte Tetila, prefeito por duas vezes no município, desenvolveu uma ótima administração. Temos o ex-deputado João Grandão, liderança com grande força em Dourados e região. Temos o vereador Elias Ishy, que se colocou como alternativa à coligação no início este ano e sem dúvida tem respaldo social”, lembrou.
“Já governamos Dourados e podemos voltar ao comando do município, temos força na sociedade douradense. Acredito que está na hora das nossas lideranças se apresentarem novamente”, finalizou o vice-presidente da sigla no MS.